19/06/2026
JULIUS SCHWARTZ no Memorial do Gibi
Julius "Julie" Schwartz nascido dia 19 de junho de 1915 foi um agente literário e mais conhecido como editor de histórias em quadrinhos da DC Comics e arquiteto da Era de Prata com a co-criação do Flash.
Ele começou sua carreira cedo, em 1930, com apenas 15 anos, editando, junto com Mort Weisinger (que, assim como Schwartz, também foi, durante anos, editor da DC Comics), o fanzine de ficção científica The Time Traveler, que foi precursor de muitas outras publicações do gênero.
Schwartz foi agente literário de ficção científica e fã proeminente de nomes como Alfred Bester, Ray Bradbury e H. P. Lovecraft. Trabalhou para a All-American Comics, antes que esta editora fosse incorporada à National Comics (que viria a se tornar a DC).
Segundo Schwartz, ele nunca havia lido uma revista em quadrinhos antes de ser contratado pela editora All-American. Leu seu primeiro gibi no metrô, indo para a entrevista, e foi contratado por compreender tão bem quais os pontos fortes de uma história. No final dos anos 40, Schwartz já estava atuando como editor, supervisionando revistas que a National Comics havia adquirido da All-American, como Lanterna Verde (Green Lantern) e Sociedade da Justiça da América (The Justice Society of America).
Quando os super-heróis estiveram em baixa, na década de 1950, trabalhou com outros gêneros, como o faroeste e a ficção. Em 1956, num dos piores momentos dos quadrinhos americanos, em função do ataque à indústria por políticos e psiquiatras (que desejavam banir as revistas de crime e horror), Schwartz foi incumbido de revitalizar um personagem editado por ele nos anos 40, o Flash. Ali foi o início da conhecida Era de Prata nas histórias em quadrinhos.
O Flash de Schwartz e Robert Kanigher apareceu pela primeira vez, com desenhos de Carmine Infantine, na revista Showcase n° 4, uma revista idealizada pelo diretor editorial, Irwin Donenfeld, para se testar novos conceitos antes de arriscar, naqueles tempos difíceis, um novo título mensal.
Com o sucesso, vieram outros personagens revitalizados seguindo agora uma linha de ficção cientifica, Lanterna Verde, Gavião Negro, Eléktron e a Liga da Justiça e não demorou muito para que os super-heróis voltassem a ser o principal gênero dos quadrinhos americanos.
Reza a lenda que o estopim para a criação do Quarteto Fantástico, da Marvel, foi uma conversa entre o editor da DC, Jack Liebowitz, e Martin Goodman, proprietário da Marvel, em 1961, durante um jogo de golfe, no qual Liebowitz se vangloriava das vendas da Liga da Justiça, editada por Schwartz.
Nos anos 80, ainda achou tempo para editar uma série de graphic novels baseadas no trabalho de autores de ficção-científica, como Larry Niven e Ray Bradbury. Em 2000, ele publicou sua autobiografia, Man of Two Worlds: My Life in Science Fiction and Comics, em coautoria com Brian Thomsen. Ele permaneceu um " embaixador da boa vontade " da DC Comics e Editor Emérito até sua morte aos 88 anos em 2004. Postagem criada por: Henrique Avila (Proprietário da Banca do Gibi)