11/03/2026
Cheia de manias… no nu-metal?
No começo dos anos 2000, o Ill Niño apareceu como um dos nomes mais marcantes do nu-metal. Misturando riffs pesados, groove, percussões latinas e uma forte identidade multicultural, a banda conseguiu se destacar em uma cena dominada por nomes como Korn e Slipknot.
Um dos momentos que levou o grupo a ganhar projeção mundial foi o single “How Can I Live”, lançado em 2003 e incluído na trilha sonora do filme Freddy vs. Jason.
Mas existe uma curiosidade pouco conhecida envolvendo o vocalista Cristian Machado.
Ele é filho do músico e compositor Julinho Tryndade Machado, autor de canções gravadas pelo Raça Negra, um dos maiores nomes do samba romântico brasileiro nos anos 90.
Durante boa parte da infância, Cristian não sabia dessa ligação. Sua mãe manteve a identidade do pai biológico em segredo, e ele cresceu acreditando que o padrasto era seu verdadeiro pai. A verdade só veio à tona anos depois, quando Julinho decidiu procurá-lo e revelar a história.
O reencontro não foi simples. Inicialmente, Cristian teve dificuldade em lidar com a descoberta e precisou de tempo para processar tudo. Com o passar dos anos, porém, pai e filho conseguiram se aproximar e construir uma relação.
Essa experiência acabou se transformando em música. A faixa “Unframed”, presente no álbum Confession (2003), foi escrita após Cristian conhecer seu pai biológico aos 19 anos.
Depois de muitos anos à frente do Ill Niño, o vocalista abriu um novo capítulo em sua carreira. Em 2021, ele fundou a banda Lions at the Gate, que lançou em 2023 o álbum The Excuses We Cannot Make.
Claro que não existe samba no som do Ill Niño ou do Lions at the Gate — a brincadeira aqui é só com a coincidência dessa história curiosa. Ainda assim, ela mostra como a música cria conexões inesperadas entre mundos completamente diferentes.
No fim das contas, existe sim um pequeno pedaço do Brasil por trás de um capítulo do nu-metal.