25/12/2025
🚨 Uma tragédia anunciada – e ninguém chegou a tempo.
O pequeno Tyller Kauan da Cruz Carvalho, de apenas 1 ano, foi encontrado sem vida na casa onde vivia com a mãe e o padrasto, no Sertão da Quina. E, segundo depoimentos juntados à investigação, a madrugada que antecedeu essa perda diz muito sobre tudo o que não foi feito.
🕑 Linha do tempo do que aconteceu (segundo a apuração policial):
• Por volta das 2h da madrugada, mãe e padrasto relataram ter iniciado consumo de álcool e entorpecentes.
• O uso teria continuado até cerca das 10h da manhã — um período inteiro sem que nenhum dos dois fosse até o quarto ver o bebê.
• Vizinhos disseram ter ouvido o choro intenso da criança durante a madrugada e parte da manhã, possivelmente por calor, fome ou necessidade de cuidados.
• Uma testemunha afirmou ter visto o padrasto ainda bebendo pela manhã, enquanto a mãe teria saído da residência e retornado horas depois.
• Segundo relatos, ao voltar, ela não demonstrou reação compatível com a gravidade da situação.
⚠️ Histórico ignorado:
A Polícia Militar confirmou que apenas quatro dias antes já havia estado no endereço para cumprir uma ordem judicial retirando a guarda de outra criança do casal (3 anos), que foi levada para a avó — indicando que o ambiente familiar já era considerado de risco.
🔍 Após o acionamento da polícia:
• A perícia técnica compareceu ao local e realizou exames na residência e no corpo da criança.
• Um laudo preliminar apontou sinais compatíveis com falta de cuidados básicos, mas a causa da morte só será confirmada após exames necroscópicos e laboratoriais.
• O delegado lavrou prisão em flagrante da mãe e do padrasto e pediu conversão para prisão preventiva, destacando risco à ordem pública e necessidade de continuidade da investigação.
• A Polícia Civil agora apura se o caso configura homicídio por omissão (falta de cuidados que resultaram na morte) ou dolo eventual (quando a pessoa assume o risco do resultado).
🧡 UMA PERGUNTA QUE PRECISA SER FEITA – QUEM FALHOU ANTES?
Quando um bebê morre, não é apenas uma família que está em colapso — é o sistema inteiro que falha:
➡️ Onde estava a rede de proteção?
➡️ Como um endereço que já tinha intervenção do Judiciário voltou a ser invisível tão rápido?
➡️ Quem está fiscalizando, acolhendo, prevenindo — antes da tragédia explodir?
👶 Crianças em risco não podem depender da sorte.
Elas precisam de estrutura, políticas públicas, presença do Estado e — principalmente — gente que escute seus sinais antes do silêncio final.
📣 Se você souber de uma criança vivendo abandono, violência, negligência ou risco – DENUNCIE.
Disque 100 – Direitos Humanos
Polícia Militar 190
Conselho Tutelar da sua cidade