16/09/2026
Quem vive no Cerrado sabe: quando chega o tempo da seca, junto vem a preocupação com o fogo. 🔥
O desmatamento, as estiagens prolongadas, as altas temperaturas e fenômenos climáticos como o El Niño aumentam o risco de incêndios de grandes proporções.
A isso também se soma o uso irresponsável do fogo para “limpar” terrenos. Sem planejamento, orientação e controle, uma queima pode se espalhar rapidamente e colocar em risco comunidades inteiras.
Quando as chamas chegam, são os brigadistas que colocam o corpo na linha de frente para proteger as famílias, os animais, as plantas e os modos de vida que existem aqui.
Durante o III Simpósio Regional do Manejo Integrado do Fogo da Chapada dos Veadeiros, realizado pela Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (BRIVAC), a mestra Fiota Kalunga compartilhou o orgulho e a preocupação que carrega como mãe de quatro brigadistas: Carlos Antônio, Ademilson, Joveci e Carlos Francisco.
Agricultora familiar, extrativista, artesã e liderança quilombola, Deuzami vive na comunidade Vão de Almas, Território Quilombola Kalunga, em Cavalcante (GO). Filha de raizeira e neta de parteira, ela é uma importante guardiã dos saberes ancestrais do nosso povo e também professora de Sussa, dança tradicional da nossa região.
A coragem dos filhos enche seu coração de orgulho. Mas, toda vez que eles saem para enfrentar as chamas, f**a também o medo de mãe: “será que nossos brigadistas vão voltar para casa?”
Fiota lembra que essa preocupação não é só dela. É também de outras mães Kalunga, que veem filhos, sobrinhos e outros familiares partirem para combater o fogo.
Que nossos brigadistas estejam sempre protegidos, tenham estrutura e condições dignas de trabalho e, ao final de cada combate, retornem para casa em segurança.
Cuidar de quem está na linha de frente também é cuidar do Cerrado e de todas as vidas que ele sustenta! 💚🧑🏾🚒