20/12/2025
Elon Musk entrou em um patamar que até então parecia reservado à ficção científ**a: tornou-se a primeira pessoa a alcançar uma fortuna pessoal estimada em US$ 600 bilhões, montante que, pela cotação atual, corresponde a cerca de R$ 3 trilhões e 252 bilhões. É um volume de riqueza que supera qualquer comparação cotidiana e altera o conceito de riqueza individual.
Para dimensionar esse valor, ele seria suficiente para adquirir as dez empresas mais valiosas negociadas na B3 e ainda restaria aproximadamente R$ 1 trilhão.
Em outras analogias, Musk poderia comprar o Itaú Unibanco cerca de oito vezes ou a Vale em torno de onze aquisições - algo inimaginável para qualquer outro empresário no mundo.
O avanço mais recente de sua fortuna veio principalmente da SpaceX, não da Tesla, que o tornou mundialmente conhecido. A avaliação da SpaceX foi revista para cerca de US$ 800 bilhões, transformando-a na empresa privada mais valiosa do planeta e impulsionando de forma determinante o patrimônio pessoal do fundador.
A SpaceX deixou de ser apenas uma fabricante de foguetes para assumir papel central na economia espacial global: lidera o mercado de lançamentos comerciais, mantém contratos bilionários com a NASA e o Departamento de Defesa dos EUA e opera a Starlink, uma constelação de satélites que já gera receitas bilionárias e pode se tornar uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo.
Musk também segue como maior acionista da Tesla, cuja avaliação gira em torno de US$ 1,5 trilhão.
A companhia deixou de ser vista apenas como montadora de veículos elétricos e hoje é encarada como um conglomerado de tecnologia, energia e inteligência artificial - com investimentos em direção autônoma, baterias em larga escala, robôs humanoides e soluções de armazenamento que elevaram seu valor percebido.
Além disso, o bilionário controla outros negócios frequentemente considerados “menores”, mas que movimentam somas bilionárias: a X (antigo Twitter), a Neuralink, dedicada a implantes cerebrais, e a The Boring Company, de infraestrutura e transporte subterrâneo.
Todas apostam em mercados de longo prazo, com alto risco e potencial de retornos extraordinários.
O contraste com os demais do ranking global de bilionários reforça a magnitude do feito. O segundo colocado é Larry Page, cofundador do Google, com patrimônio estimado em US$ 255 bilhões - menos da metade do que possui Musk, algo sem precedentes na história recente do capitalismo.
Mais do que um número, a fortuna de Elon Musk representa uma mudança profunda na economia mundial: uma concentração de valor em tecnologia, inovação disruptiva e projetos de longo prazo que buscam transformar setores inteiros, da mobilidade à exploração espacial.
Musk não é apenas o homem mais rico do planeta; tornou-se um fenômeno econômico capaz de redefinir os limites do que é financeiramente alcançável por um único indivíduo.