18/12/2025
Quando falamos em evolução no processo terapêutico de crianças e adolescentes, é necessário assumir uma reflexão madura e responsável.
A psicoterapia infantil não se resume às sessões com a criança, nem funciona como atendimento pontual. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o avanço acontece a partir de estratégias construídas de forma planejada, contínua e individualizada — não existem fórmulas prontas nem “receitas de bolo”.
É preciso compreender que as sessões de orientação aos pais e responsáveis fazem parte do processo terapêutico. Elas não são opcionais, extras ou secundárias. São momentos estruturados de escuta, alinhamento e psicoeducação, fundamentais para que as intervenções feitas em sessão possam ser aplicadas no cotidiano da criança ou do adolescente. Esse acompanhamento é, sim, um investimento no processo terapêutico, assim como qualquer cuidado em saúde.
Quando surgem dúvidas, dificuldades ou impasses, o espaço adequado para isso é a sessão de orientação, e não mensagens informais via WhatsApp esperando respostas rápidas ou soluções imediatas.
O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que o cuidado clínico aconteça dentro de limites técnicos e responsáveis. Por isso, orientações clínicas exigem tempo, escuta qualificada e contexto, o que não pode ser substituído por mensagens isoladas.
Se não estão sendo observadas evoluções, é necessário ir além da cobrança ao profissional e refletir:
👉 Enquanto pai, tenho investido presença e participação?
👉 Enquanto mãe, compareço quando sou chamado(a)?
👉 Enquanto responsável, compreendo que orientação também faz parte do tratamento?
Psicoterapia infantil e adolescente é processo, é tempo, é presença e é corresponsabilidade.
Sem investimento e envolvimento familiar, o processo enfraquece.
Com parceria, os avanços se tornam possíveis. 🦋🧡