Jornal O Conquistense

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“Não existe democracia sem liberdade de expressão”

Corpus Christi 2026 em Conquista – MGDa redação Firmino LealJornal O ConquistenseCorpus Christi é uma expressão oriunda ...
04/06/2026

Corpus Christi 2026 em Conquista – MG
Da redação Firmino Leal
Jornal O Conquistense

Corpus Christi é uma expressão oriunda do latim que significa “Corpo de Cristo”.

É considerada uma das festas mais importantes para a Igreja Católica, pois celebra o mistério da eucaristia, ou seja, o sacramento do sangue e corpo de Jesus Cristo.

Em Conquista a celebração é marcada por Missa de Corpus Christi às 9 horas e termina com a procissão entorno da Praça Cel. Tancredo França seguido de benção final na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes. No Brasil a celebração de Corpus Christi é marcada por procissões em diversos estados brasileiros. A procissão é feita nas ruas, onde as pessoas podem testemunhar e adorar a representação do corpo e sangue de Cristo.

Existem diversas cidades com procissões tradicionais, como em Conquista, no estado de Minas Gerais, que possui a tradição dos bonitos e bem confeccionados tapetes de serragem colorida e outros adornos que ornamentam a parte defronte a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes.

Parabenizamos os organizadores pelo trabalho realizado e por manter viva essa tradição de Corpus Christi em nossa cidade.

Origem do Corpus Christi
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo começou no século XIII, mais precisamente em 1269. A Igreja Católica viu a necessidade de que as pessoas sentissem a presença real de Cristo.
De acordo com a história, existia um sacerdote chamado Pedro de Praga que vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé.

Ao passar por Bolsena, na Itália, enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido pela dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva.

O Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada.

*Escritor, pesquisador, historiador e criador de conteúdos.

Memória ConquistenseConquista foi o maior produtor de arroz do Estado de Minas GeraisDa redação * Firmino LealJornal O C...
01/06/2026

Memória Conquistense
Conquista foi o maior produtor de arroz do Estado de Minas Gerais
Da redação * Firmino Leal
Jornal O Conquistense

A afirmação está historicamente correta: o município de Conquista, no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, teve grande destaque como um dos maiores produtores e exportadores de arroz do Estado de Minas Gerais durante as décadas de 1930 a 1950.

Nessa época, a orizicultura era a base da economia local, impulsionada pelas várzeas férteis da região. O sucesso do cultivo na época gerou grande riqueza para a cidade, atraindo investimentos e impulsionando a urbanização.

Nas décadas seguintes, a dinâmica agrícola do município e do estado passou por transformações profundas. A produção de arroz foi gradualmente substituída, em grande parte, pela expansão da cana-de-açúcar e pela pecuária.

Hoje, a produção de arroz em Minas Gerais é bem diferente. O estado busca recuperar sua participação nacional através de projetos de "arroz de terras altas" (plantado em áreas de sequeiro) e cultivares que necessitam de menor volume de água, enquanto a maior parte do arroz consumido no país provém da Região Sul.

Fonte: a foto acima ilustra a primeira cooperativa fundada por imigrantes japoneses: Sindicato Agrícola Nipo-Brasileira, que reuniu produtores de arroz, com sede em Uberaba e filial em Conquista (foto), (1919).

Acervo: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.
**Escritor, pesquisador, historiador e criador de conteúdos.

46ª Festa de São Vicente Confira a programação da 46 ª Festão de São Vicente em beneficio do Lar do Idoso Nossa Senhora ...
30/05/2026

46ª Festa de São Vicente
Confira a programação da 46 ª Festão de São Vicente em beneficio do Lar do Idoso Nossa Senhora de Lourdes.
Participe!

Memória ConquistenseFrederico ValenteDa redação *Firmino LealJornal O ConquistenseFrederico Valente, nasceu em 1888 em M...
23/05/2026

Memória Conquistense
Frederico Valente
Da redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense

Frederico Valente, nasceu em 1888 em Malo, Vincenza, no Vêneto, Itália. Filho de Girolamo (Jerônimo) Antônio Valente e Giulia Crozara Valente. Juntamente com seu irmão Leone Valente deu entrada em Trento a 11 de agosto de 1909, a fim de lutar na guerra Ítalo-Turca.

Frederico migrou para o Brasil em 1913. Casou-se com a italiana Regina Fancon Valente, nascida também Malo, Vincenza, Vêneto, Itália. Em 1888.

Deste maravilhoso enlace matrimonial nasceram sete filhos: Amélio Valente, nascido em 1912 em Malo Itália; Maria Brazilina Valente, nascida em 1914 em Conquista; Ângelo Valente, nascido em 1916 em Conquista; Lucindo Valente, nascido em 1919 em Conquista; Cantílio Valente, nascido em 1924 em Conquista; Alfio Valente, nascido em 1928 em Conquista; Lilia Hermínia Valente, nascida em 1929 em Conquista.

Frederico foi o primeiro mecânico de Conquista. Homem integro, de rara inteligência, empreendedor: um mestre!

Conquista foi um dos mais importantes entrepostos da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação, quando o trem era o caminho que ligava São Paulo ao sertão. Pelo plano inclinado da encosta onde está situada a Estação, no trajeto até a Rua Grande na parte antiga da cidade, onde situava-se a Oficina Mecânica Valente, desciam os automóveis encaixotados em containers os quais, vinham dos Estados Unidos da América: FORD, CHEVROLET E CRYSLE e da Itália os da marca FIAT. Os caixotes eram arrastados sobre roletes.

Foi a conviver com o fluir do burburinho reinante, pois a cada chegada dos automóveis encaixotados era uma festa, bem como no dia em que Frederico e seus auxiliares apresentavam o veículo montado e, portanto, pronto para um desfile pela cidade: era poesia pura, uma festa! Essa era a Conquista que Frederico jamais se apartou! Ensinou aos filhos a importante arte e oficio da mecânica: uma lenda!

Frederico Valente faleceu em Conquista no recuado ano de 1969 e sua saudosa esposa havia falecido também em Conquista em 1964.

Um registro: em carta enviada ao consulado italiano em setembro de 1923, Frederico declarou-se financeiramente capaz de sustentar os pais que ainda residiam na Itália, assumindo a responsabilidade pelo sustento dos seus genitores e convidando-os a migrarem para o Brasil. Vieram então para Conquista e aqui residiram até falecerem.

A propósito: também migraram para o Brasil, Leone Valente (1914), já descrito aqui em nossa modesta página. Ermenegildo, (José) Valente, nascido em 1901 em Malo. Ermenegildo chegou em novembro de 1923, casou-se com a conquistense Carmella Monte, filha de italianos, e teve seis filhos. Mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, onde residiu até falecer. Tanto Ermenegildo, quanto Frederico e Leone eram exímios mecânicos e “chauffeurs”.

Finalizando, existem dois fatos pitorescos e emocionantes acontecidos com a figura lendária de Frederico Valente: um foi o “Encontro Inesperado” entre ele e seu companheiro na guerra Ítalo-Turca o também italiano Felipe Cattâni. (episódio já contado aqui). *O outro, também foi um encontro, porém não inesperado, pois deu-se nas ruas de Conquista entre Frederico e o Monsenhor José de Melo Resende, que ao vê-lo indagou: você não é o guarda que me saudava diariamente com uma “vênia” nos portões do Vaticano? Sim, sou eu mesmo. Fui da guarda do Vaticano por uns tempos logo após a guerra Ítalo-Turca. *Essa é uma história ainda por contar...

Nota do autor: agradecemos a participação do jovem Pietro Valente, sendo ele bisneto do Frederico Valente. Nossa gratidão

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista e bibliotecário.

Memória ConquistenseDr. Jorge Donizete YamamotoDa redação *Firmino LealJornal O Conquistense Jorge Donizetti Yamamoto, n...
17/05/2026

Memória Conquistense
Dr. Jorge Donizete Yamamoto
Da redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense

Jorge Donizetti Yamamoto, nascido no dia 29/04/55 na cidade de Uberaba. Filho de Yutaka Yamamoto e Eunice Nakamura Yamamoto fazia parte da família de oito irmãos. Viveu sua infância em Uberaba. Cursou o ensino médio nos colégios Nossa Senhora das Graças e José Ferreira, e a Graduação em Medicina na antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, hoje Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM.

Formou-se em 1984, exerceu medicina em Uberaba e cidades vizinhas como médico generalista, atuando desde clínica geral, até obstetrícia e cirurgia geral. Mudou-se para Campos Altos em 1987 e casou-se no ano seguinte, em 1988, com a Sra. Lucimar Silvestre Yamamoto. Em 1990 nasceu seu primeiro filho, Jorge Donizetti Yamamoto Júnior, também se formou médico.

No ano seguinte, nasceu sua filha, Joyce Yuri Silvestre Yamamoto, formada em medicina e tua em Ribeirão Preto/SP. Em fevereiro de 1992, mudou-se para Conquista. Desde então, trabalhou na Santa Casa de Misericórdia, pela Prefeitura de Conquista, como médico do Sindicado dos Trabalhadores Rurais e em consultório particular. Por volta de 2000, a partir da instalação do Programa de Saúde da Família (PSF) na cidade, trabalhou como Médico da Saúde da Família. Em 2016 sofreu um acidente de carro que o afastou temporariamente das atividades, retornando no ano de 2017 como médico do PSF e atendendo em seu consultório particular.

Exemplo de humanidade e competência nos seus atendimentos, Dr. Jorge dispensa quaisquer outras apresentações, é unanimidade em nossa cidade quando o assunto é exemplo de ser humano. Por mais de 30 anos desempenhou profícuo trabalho em Conquista. O povo abraçava-o sempre, com carinho pelo médico e pessoa que era. Além disso, foi um Maçom preclaro, fraterno, participativo e humanista.

Seu falecimento se deu às 03 horas do dia 20 de maio de 2020, na cidade de Ribeirão Preto em consequência de infecção generalizada decorrente de uma cirurgia de transplante de órgãos (rins) que apresentaram rejeição ao longo do tratamento. Dr. Jorge contava com 65 anos, foi sepultado no Cemitério Santa Madre Paulina em Conquista – MG, cidade que amou intensamente.
Homenagem
Em retribuição ao legado deixado por Dr. Jorge Donizette Yamamoto, o Município de Conquista denominou um logradouro público no Jardim Morumbi com o nome de Rua Dr. Jorge Yamamoto. Além disso, denominou um UBS – Unidade Básica de Saúde Dr. Jorge Yamamoto, situada na Avenida Juquinha Mendonça 462, tudo em seu nome, fazendo justiça ao grande homem que deixou profundas marcas de dedicação e trabalho em prol do povo do lugar.

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista e bibliotecário.

Memória ConquistenseLeone Valente: o pioneiro das estradasDa redação *Firminno LealJornal O ConquistenseGirolamo (Jerôni...
12/05/2026

Memória Conquistense
Leone Valente: o pioneiro das estradas
Da redação *Firminno Leal
Jornal O Conquistense

Girolamo (Jerônimo) Antônio Valente casado com Giulia Crosara Valente eram os pais de, Frederico Valente, José (Ermenegildo), e Leone Valente. Juntamente com seu irmão Frederico Valente deu entrada em Trento a 11 de agosto de 1909, a fim de lutar na guerra Ítalo-Turca. Em meados de 1914 veio para Conquista, Minas Gerais. Em 12 de junho de 1915 casou-se com Maria Francisca Fuquizatto, e dessa união nasceram 11 (onze) filhos. Residiram por um curto tempo em Monte Azul, Estado de São Paulo, depois em Uberaba e retornou a Conquista. Trabalhava com balsa no Rio Grande, no lugar denominado “Porto de Volta Grande”, perto da emborcadura do Córrego Lajeado, fazendo travessia de cereais com rebocadores e chalanas.

Com os filhos crescidos, precisando estudar, retornou a Conquista, passando a trabalhar no açougue do amigo Júlio Caramóri, na fabricação de salame e não ficou muito tempo, pois o que ele gostava mesmo, era de um volante. Comprou um carro Fiat 501, depois um Ford 1926, passou a ser “chauffeur” na praça, de 1924 a 1927. Resolveu conhecer novas cidades; mudou-se para Sacramento, que estava em franco progresso, montou a Fábrica Sacramentana de Bebidas sem Álcool, próximo a igreja Nossa Senhora do Rosário.

A indústria ficou a cargo da esposa, e ele foi a São Paulo comprou uma jardineira Ford 27, e abriu a linha de ônibus Sacramento à Conquista e vice-versa. Mai tarde vendeu a jardineira para o Sr. João Gonçalves Rios, mais conhecido por João Pescoção. Leone Valente, mudou-se com a família para Martinópolis (Distrito do Município de Uberlândia criado em 27 de setembro de 1926, e instalado em 17 de maio de 1927, como consta a Lei 935).

Leone Valente iniciou a linha de jardineira de Martinópolis a Uberlândia; funcionou durante um ano, entrou concorrente, Leone mudou-se para Uberlândia, abril a linha de Uberlândia a Pontal e vice-versa, entrou concorrente.

Em 1932, Leone passou a fazer Cruzeiro dos Peixotos a “Quilombo, pequena vila de italianos”, como das outras vezes não faltou concorrente, mas como Leone era mesmo um valente, pioneiro das estradas e denominador do volante, comprou um caminhão Ford 33 e começou a trabalhar com o comerciante da Transportadora Tubal Vilela da Silva, partindo de Uberlândia com carga de banha, rumo a São Paulo e de lá trazia uma carga de cem caixas de gasolina importada marca Energia. A embalagem era um caixote com duas latas de 20 litros e o preço de caixa era 64$000.

Abriu uma linha de jardineira de Uberlândia a Araguari, mais tarde de Monte Alegre a Canápolis, Taribaté, aproximadamente em 1940 seus filhos Arnolpho, Júlio, e o genro Brasilino Magnino, vieram juntar-se a ele, e eram três veículos Chevrolet, antiga marca ramona.

Em 1945, surgiu a união das empresas e a família Marques compôs com o nome Expresso Triângulo Mineiro S.A. Leone Valente ficou até o ano de 1951, continuando, ficou Júlio Valente. Leone Valente então fundou a primeira Auto Escola de Uberlândia.

Com a colaboração dos filhos, Sauro e Mineres, Leone abriu uma linha de Goiânia a Inhumas, começou a se sentir doente, vendeu a linha e veio para Uberlândia.

Em 29 de novembro de 1952, Deus quis que a batalha do Pioneiro das Estradas de Chão, dormisse o sono sem sonhos, na viagem sem volta. No Cemitério São Pedro, no lado direito da segunda fila, ele foi repousar. A seu lado, em 1º de novembro de 1979 sua esposa ficou concluindo o seu pedido de ficarem juntos para sempre.

No fim de todas as estradas uniram-se para a eternidade.

Fonte: Fagulhas de História de Triângulo Mineiro/Maura Afonso Rodrigues
*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista, bibliotecário.

Memória ConquistenseDomingos Vilela de AndradeDa Redação *Firmino LealJornal O ConquistenseDomingos Vilela de Andrade, f...
02/05/2026

Memória Conquistense
Domingos Vilela de Andrade
Da Redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense

Domingos Vilela de Andrade, filho de Modesto Vilela dos Reis e de Maria Paulo de Andrade, Nasceu em Monte Alegre de Minas Geais em 12 de julho de 1850. Contraiu núpcias com Anna Claudina Vilela de Andrade de cujo consórcio teve onde filhos, entre eles: Elyda Vilela de Andrade de Mendonça Uchoa, casada com Leovegildo de Mendonça Uchoa: Tenente-Cel. Francisco Vilela de Andrade, casado com Zenaide Camargo de Andrade; Theololina Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Theodomiro de Mendonça Uchoa; Modesto Vilela de Andrade, Casado com Maria Emerenciana Vilela de Andrade; Helena Vilela de Mendonça Uchoa, casada com Antônio de Mendonça Uchoa Filho.

Depois de residir por muitos anos no município de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, adquiriu grande propriedade agrícola, tornou-se importante agricultor do rico município, e para dar expansão ao seu gênio progressista, adquiriu propriedades no seu estadão natal. Foi assim, que, em 1892, adquiriu diversas fazendas em Minas Gerais, entre elas a denominada “Conquista”.

Em janeiro de 1894 transferiu sua morada e dedicou-se à cultura do café, em tão grande escala, que tornou-se a mais importante da região. O desenvolvimento rápido da nova lavoura, motivado pelo carinho e atividade com que era tratada desafiou os agricultores vizinhos a dedicarem-se ao mesmo ramo de agricultura. Que se expandiu em toda zona com vivo interesse. Ao mesmo tempo que cuidava ativamente de desenvolver sua propriedade agrícola, procurava também por todos os meios ao seu alcance, impulsionar o progresso da povoação.

Construiu diversos prédios, na povoação, que ia alugando a preços módicos canalizando água potável para esse núcleo de casas, impulsionando o comércio e indústria, facilitando capitais e adquirindo os produtos para consumo da sua grande propriedade rural; desenvolvendo propaganda nos municípios vizinhos a fim de que seus habitantes viessem abastecer-se nesta estação dos produtos de importação, e dispor dos de exportação.

Havia algumas casas de comércio, mas sentindo que a praça, ressentia da falta de uma casa de certo vulto e capital, resolveu abrir um importante e bem montado armazém de comissões, a par de um estabelecimento de comércio de primeira ordem, com capital suficiente para desempenhar as funções a que se destinava; e com pessoal idôneo na gerência e no escritório, conseguiu grande afluência dos habitantes dos municípios vizinhos que, de preferência, procuravam esta praça, dando isso lugar a que outras casas comerciais fossem abrindo e assim fosse tornando vulto, o movimento comercial.

Em 1889 quando, a linha férrea Mogiana aqui chegou, não havia uma única casa próxima ao local em que está situada.
Em 1894, o engenheiro Crispiniano Tavares, atendendo solicitação dos senhores: Cel. Antônio Alves da Silva e Cel. Francos Meireles do Carmo, levantou a planta da povoação, traçou e demarcou as ruas, dando-lhes as denominações; planta e nomenclaturas estas, aprovadas pela Câmara Municipal de Sacramento, que até então tinha jurisdição sobre o distrito. O progresso dessa terra se deu graças à fertilidade do solo que foi a atração de milhares de pessoas que aqui se estabeleceram.

O necessário era cuidar da emancipação política; e assim, com outros companheiros levantaram um partido e organizaram um diretório que se filiou a um dos partidos que militavam na cidade de Sacramento, então sede do município, e lhe deu a criteriosa orientação para em breve tempo, conseguir a criação do “distrito” e a consequente instalação em maio de 1906. Voltou a residir na cidade de Ribeirão Preto, de onde continuou a prestar relevantes serviços à amada Conquista. E lá faleceu em 11 de julho de 1911, portanto, um mês antes da criação do município de Conquista.

Homenagem

Homenagem: em retribuição ao legado de Domingos Vilela de Andrade, o Município de Conquista denominou um logradouro público com o nome de Rua Domingos Vilela, fazendo justiça ao grande homem que deixou profundas marcas de dedicação e trabalho em prol do povo do lugar.

Fonte: Fagulhas de História do triângulo Mineiro-Maura Afonso Rodrigues

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista.

Memória Conquistense30 de abril: Dia do FerroviárioDa redação *Firmino LealJornal O ConquistenseO Dia do Ferroviário é c...
30/04/2026

Memória Conquistense
30 de abril: Dia do Ferroviário
Da redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense

O Dia do Ferroviário é comemorado oficialmente no Brasil em 30 de abril. A data homenageia os profissionais das estradas de ferro e marca a inauguração da primeira linha ferroviária do país, em 30 de abril de 1854, a Estrada de Ferro Mauá.

Em Conquista noticia alvissareira remonta aos tempos áreas da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação no nosso municipio. É que a Prefeitura Municipal de Conquista (MG), formalizou em novembro de 2025, um pedido de cooperação técnica junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para assumir a gestão, por doação ou cessão de uso, das áreas e estações ferroviárias inoperantes da linha férrea que atravessa o município, ou seja: Estação Ferroviária de Guaxima e Estação Ferroviária de Engenheiro Lisboa.

Através do Oficio SEI N º 161272/2025 a SPU foi receptiva a ideia e está alinhada ao programa de destinação de bens da extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), que busca dar função socioambiental a estações e terrenos desativados, permitindo.

A Prefeitura busca a posse para evitar o abandono e transformar os espaços em ativos culturais, turísticos ou administrativos.

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista

Entre os Trilhos e Memórias da Cia. MogianaA Imigração Italiana no Triângulo Mineiro
27/04/2026

Entre os Trilhos e Memórias da Cia. Mogiana
A Imigração Italiana no Triângulo Mineiro

Memória ConquistenseJanete Clair: “Usineira de Sonhos”Da Redação *Firmino LealJornal O ConquistenseHoje 25 de abril de 2...
25/04/2026

Memória Conquistense
Janete Clair: “Usineira de Sonhos”
Da Redação *Firmino Leal
Jornal O Conquistense

Hoje 25 de abril de 2026, comemora-se o aniversário de nascimento da renomada autora brasileira, que completaria 101 anos se estivesse viva (ela faleceu em 16 de novembro de 1983).

Janete Clair. Ginette Stocco Emer nasceu em Conquista, Minas Gerais, em 25 de abril de 1924. Filha de Salim Emer e Carolina Stocco Emer. Cursou os primeiros anos escolares no Grupo Escolar Dr. Prado Lopes em Conquista (MG). Despertou para as artes cênicas muito cedo, logo na sua colação de grau da quarta série, recitou poema alusivo ao seu bacharelando ao lado da poetisa conquistense Mafalda Monte, sua contemporânea.

Segundo a crônica local residiu aqui em Conquista em três locais diferentes, sendo este, um fato corriqueiro para os padrões da época, pois a Conquista de então, era um “Eldorado” com uma população flutuante de aproximadamente trinta mil pessoas, havendo, portanto, escassez de moradias. Outro fato é que seu pai o senhor Salim Emer de origem síria era comerciante do ramo de tecidos, sendo possível o mesmo ter a casa comercial em um local e a moradia em outro, daí às vezes o desencontro das informações precisas quanto a sua residência. No entanto, afirmamos com convicção que depois de um minucioso apanhado de campo, a sua última moradia em Conquista foi à Rua Doutor Furiati, nº 217, no centro da cidade.

Ginette Emer adotou o nome artístico de Janete Clair inspirada na canção “Clair de Lune”, de Debussy. Começou a vida profissional como cantora, mas aos 16 anos, foi aprovada em teste para locução da rádio Tupi-Difusora, em São Paulo, onde trabalhou sob orientação de Cacilda Becker. Na Tupi paulista, conheceu Dias Gomes com quem se casou em 1950. Deste enlace tiveram quatro filhos; Guilherme, Denise, Alfredo e Marcos, este faleceu aos três anos, em 1968. Com a maternidade passou a se dedicar a escrever radio novelas. Na década de 60 passou trabalhar na televisão, escrevendo novelas. Com o golpe militar de 1964 e o marido Dias Gomes perdendo o emprego, ela passa a trabalhar em dobro. Foram muitas novelas até 1983. Seu maior sucesso na TV foi “Selva de Pedra” (1973). Janete Clair faleceu em 16 de novembro de 1983, vítima de câncer.

Homenagem

Em homenagem a maior autora de telenovelas do Brasil, apelidada de "Usineira de Sonhos" por Carlos Drummond de Andrade, existe em Conquista sua terra natal, um Anfiteatro na área central da cidade e uma Avenida com seu nome, situada no Conjunto Maricota Rezende, e desde o recuado ano 2001, criou-se um grupo de teatro intitulado de: Grupo Teatral Janete Clair. Além disso, recetemente foi criado e inaugurado um Espaço Cultural com o seu nome e instituida a Comenda Janete Clair para reconhecer mulheres que contribuiram de maneira notável para valorização e desenvolvimento da cultura, da arte e da educação em nosso municipio.

Assista reportagem no link: https://globoplay.globo.com/v/12119770/

*Escritor, pesquisador, criador de conteúdos, biógrafo, locutor, historiador, jornalista

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