22/01/2026
Nem todo cansaço é visível.
Ao longo de mais de uma década atuei na linha de frente da comunicação pública, em diferentes esferas do serviço público.
Foram anos lidando com crises, tragédias, cobranças intensas da população e, por fim, a Pandemia de Covid-19 — trabalhando incansavelmente, inclusive noites, finais de semana e feriados.
O desgaste emocional e físico foi se acumulando.
Em 2024, o corpo e a mente disseram basta.
Após diversas idas ao pronto-socorro e acompanhamento médico, fui diagnosticado com Transtorno de Ansiedade Generalizada (CID F41.1), afastado das funções e, posteriormente, exonerado. Hoje sigo em tratamento, com outros diagnósticos associados (CID F40.1 e F32.2).
Além do enfrentamento diário da doença, precisei lidar também com as demoras, incertezas e a ansiedade provocadas pelos processos do INSS — algo que pesa ainda mais quando a saúde mental já está fragilizada.
Compartilho essa experiência porque precisamos falar mais sobre saúde mental, especialmente no ambiente de trabalho.
Ignorar os sinais tem um custo alto.
Cuidar de si não é fraqueza.
É um ato de coragem.
A saúde mental importa. Sempre.