Daiane Fraga

Daiane Fraga Decifrando a ciência do comportamento da criança. PhD em Neurociências. 🧠

Sabíamos, por estudos anteriores, que a primeira gravidez transforma profundamente o cérebro da mulher. Mas, como mãe de...
21/02/2026

Sabíamos, por estudos anteriores, que a primeira gravidez transforma profundamente o cérebro da mulher. Mas, como mãe de dois, sempre fiquei com a pergunta: e a segunda gestação, também muda o cérebro de forma relevante?

Um estudo publicado na semana passada mostra que sim. A segunda gravidez gera mudanças signif**ativas e únicas, confirmando que a plasticidade cerebral materna não se encerra no primeiro filho.

Mesmo com semelhanças em relação à primeira gestação, cada gravidez deixa uma assinatura neural própria — a ponto de os pesquisadores conseguirem identif**ar se a mulher estava na primeira ou na segunda gestação apenas observando as alterações cerebrais.

Confira as principais mudanças neste post e me conta:

👉 o que você percebe que mudou em você da primeira para a segunda gestação?

Compartilhe para que mais mães e profissionais saibam dessa novidade.

Um estudo que acompanhou jovens por 10 anos mostrou que quando vários sintomas aparecem juntos, isso não é aleatório.Exi...
21/02/2026

Um estudo que acompanhou jovens por 10 anos mostrou que quando vários sintomas aparecem juntos, isso não é aleatório.

Existe um sistema central do cérebro, responsável por controle e regulação, que não está funcionando bem.

A partir disso, surgem dois padrões principais.

Em alguns jovens, o cérebro f**a hiperativo, com dificuldade de frear impulsos e comportamentos.
Em outros, as conexões ligadas a decisão, emoção e ação f**am fracas, dificultando lidar com desafios emocionais.

Esses padrões refletem formas diferentes de maturação cerebral e podem ser identif**ados anos antes dos sintomas f**arem evidentes.

Isso muda tudo: saímos do foco apenas no sintoma e passamos a entender como o cérebro está se organizando.

E é exatamente por isso que atualização científ**a na prática é urgente.

Referência: XIE, Chao et al. Hierarchical neurocognitive model of externalizing and internalizing comorbidity.

Nós cientistas já sabemos bastante sobre o que acontece no cérebro do bebê quando ele é privado de afeto — e não estamos...
16/02/2026

Nós cientistas já sabemos bastante sobre o que acontece no cérebro do bebê quando ele é privado de afeto — e não estamos falando apenas de “tristeza” ou “carência”.

Estamos falando de organização neurobiológica. Estamos falando também de conectividade cerebral.

Mas talvez o dado mais relevante seja este: o cérebro não deixa de se desenvolver.

Ele se desenvolve em adaptação ao ambiente disponível.

Se o ambiente é previsível, responsivo e afetivamente presente, os circuitos de regulação se fortalecem.
Se o ambiente é imprevisível ou emocionalmente ausente, o cérebro prioriza vigilância e sobrevivência.

O problema é que esse conhecimento ainda não chega, de forma prática, a quem educa, cuida e intervém diariamente com crianças. O comportamento continua sendo lido como escolha, desafio ou falta de limite — quando, muitas vezes, é expressão direta de um sistema nervoso imaturo ou desregulado.

É exatamente essa lacuna que a masterclass se propõe a preencher.

É atualização científ**a aplicada ao mundo real da infância.

👉 Se você trabalha com crianças e quer intervir com menos erro de leitura e mais base neurocientíf**a, essa masterclass é para você.

Digite MASTERCLASS para receber as informações.

Sempre quando um profissional me procura para entendermos o caso de uma criança que se autoestimula genitalmente, o prim...
10/02/2026

Sempre quando um profissional me procura para entendermos o caso de uma criança que se autoestimula genitalmente, o primeiro passo não é julgar o comportamento, mas compreender o funcionamento do cérebro que o sustenta.

A autoestimulação infantil, hoje mais adequadamente chamada de Síndrome da Gratif**ação na Infância, é em primeira instância um comportamento não patológico, observado em crianças pré-púberes, e caracterizado por comportamentos corporais autoexploratórios que cumprem função regulatória.

Durante muito tempo, esse fenômeno foi descrito como “m4sturb4çã0 infantil” ou “distúrbio de gratif**ação”.

Esses termos carregam uma leitura adultizada e moralizante, que não ajuda nem a criança, nem o profissional, nem a família.

Isso não signif**a ignorar sinais de alerta.

Signif**a saber diferenciar quando investigar e quando orientar, sem rótulos precipitados, sem culpa e sem intervenções que geram mais desorganização do que cuidado.

Se você quer aprender como, há mais de 10 anos, eu estudo esses comportamentos à luz da neurociência, te espero na minha MASTERCLASS.

Inscrição gratuita, increva-se no link da Bio.

09/02/2026

Um estudo longitudinal clássico acompanhou mais de mil crianças da infância até a vida adulta (até os 32 anos) e demonstrou que o autocontrole desenvolvido entre 3 e 11 anos foi o preditor mais consistente de desfechos em saúde, estabilidade financeira e segurança pública — superando inclusive o QI e o nível socioeconômico.

A pergunta que esse achado impõe é inevitável: nossa prática profissional acompanhou o avanço da ciência da infância?

É exatamente sobre isso que falaremos na Masterclass Atualizações Científ**as da Infância — o que realmente mudou no entendimento do cérebro e do comportamento da criança, e por que essa atualização deixou de ser opcional para quem trabalha com infância.

👇Digite MASTERCLASS para saber mais.

Para quem olha essa obra apenas como arte, ela fala mais sobre o comportamento da criança do que você imagina. Essa cena...
08/02/2026

Para quem olha essa obra apenas como arte, ela fala mais sobre o comportamento da criança do que você imagina.

Essa cena se repete todos os dias
em escolas, clínicas e famílias quando o comportamento é analisado sem compreender o cérebro que o sustenta.

Se você quer um 2026 diferente, com menos erro na leitura do comportamento da criança, é pela neurociência que se começa.

Post inspirado em:

Nessa série, o que mais me chamou atenção não foi o evento extremo, mas o ambiente emocional que antecede tudo.Um ambien...
12/01/2026

Nessa série, o que mais me chamou atenção não foi o evento extremo, mas o ambiente emocional que antecede tudo.

Um ambiente onde:
– falhar não é opção
– pedir ajuda soa como fraqueza
– a aparência de controle vale mais do que a regulação real

Esse tipo de contexto não fala alto.

Ele adoece em silêncio.

E quando penso nisso pela lente do desenvolvimento infantil, f**a impossível não enxergar o impacto sistêmico:

• adultos sob pressão constante criam ambientes emocionalmente tensos — mesmo sem intenção.

Talvez o maior alerta da série não seja sobre o que aconteceu, mas sobre a saúde emocional que parecia “normal” antes de tudo desmoronar.

🧠 Muita gente acha difícil ler artigos científicos.Agora imagina uma criança.A verdade é que o problema não é a criança....
07/01/2026

🧠 Muita gente acha difícil ler artigos científicos.
Agora imagina uma criança.

A verdade é que o problema não é a criança.
É o formato.

A ciência sempre foi escrita para adultos, em linguagem técnica, em inglês, cheia de termos que afastam até quem trabalha na área.

E aí a gente conclui, sem perceber, que criança não entende ciência.

Mas entende, sim — quando a ciência é traduzida para elas.

Existem iniciativas sérias que fazem exatamente isso.
A revista Frontiers for Kids, por exemplo, pega estudos científicos reais e os reescreve para jovens leitores.

Quando uma criança tem acesso à ciência, ela não está “aprendendo demais”.

Ela está ganhando linguagem para entender o que já sente, pensa e vive.

Talvez o desafio não seja a criança ler ciência.
Talvez seja a gente, adulto, reaprender a mediar esse acesso.

Você já conhecia revistas científ**as pensadas para crianças?

Se você achou essa uma boa ideia, compartilhe com mais pessoas.

Depois de ouvir as crianças perguntarem sobre o próprio cérebro, uma coisa ficou clara para mim:elas fazem perguntas que...
05/01/2026

Depois de ouvir as crianças perguntarem sobre o próprio cérebro, uma coisa ficou clara para mim:
elas fazem perguntas que muitos adultos nunca pararam para pensar.

Elas perguntam por que o corpo não obedece,
por que a cabeça não desliga,
por que sentem coisas sem saber explicar,
por que aprender cansa,

Elas perguntam para se entender.

Sempre que uma criança pergunta sobre o cérebro
é uma tentativa de organizar o que sente, o que pensa e o que vive — com as ferramentas que tem.

Falar de cérebro com criança não é antecipar conteúdo.

É acolher perguntas que já moram ali e dar espaço para elas se entenderem com base científ**a.

Já tiveram perguntas difíceis por aí? 😅

Estudos recentes com neuroimagem funcional indicam que o período do ano em que o cérebro é avaliado importa. Durante as ...
04/01/2026

Estudos recentes com neuroimagem funcional indicam que o período do ano em que o cérebro é avaliado importa. Durante as férias escolares, especialmente no verão, as redes cerebrais associadas à atenção, visão, movimento e integração temporoparietal tendem a apresentar uma organização topológica mais eficiente e estável.

Durante as férias, o cérebro parece operar em um estado de maior integração funcional — possivelmente associado a:

• menor carga de estresse acadêmico,

• mais flexibilidade na rotina,

• maior tempo de sono,

• experiências sensório-motoras mais variadas.

Isso não signif**a que o cérebro “aprende mais” nas férias, mas que ele se reorganiza, ajustando seus circuitos a um ambiente com demandas diferentes. O que é extremamente importante para a criança.

Durante o período letivo, essas mesmas redes podem apresentar uma organização funcional distinta adaptada às exigências escolares:

• rotinas rígidas,

• foco sustentado prolongado,

• maior pressão cognitiva,

e, frequentemente, menos sono do que o recomendado.

O cérebro da criança e do adolescente não “descansa” nas férias — ele muda de modo de funcionamento.

Entender isso muda a forma como olhamos para o comportamento, para o descanso e para o próprio desenvolvimento.

Referência de apoio: Modulatory effects of fMRI acquisition time of day, week and year on adolescent functional connectomes across spatial scales: Implications for inference. NeuroImage.

O cérebro não muda de um único jeito. Ele muda em três formas diferentes ao longo da vida — e cada uma explica por que c...
03/12/2025

O cérebro não muda de um único jeito. Ele muda em três formas diferentes ao longo da vida — e cada uma explica por que certos comportamentos aparecem, por que algumas dificuldades surgem e por que outras mudanças são possíveis mesmo na vida adulta.

A primeira forma é a plasticidade do desenvolvimento inicial. Depois, o cérebro entra nos chamados períodos críticos, que não acontecem todos ao mesmo tempo, mas em momentos específicos. E então chegamos à plasticidade ao longo da vida, que acompanha o adulto. Aqui o cérebro não reconstrói tudo de uma vez, como na infância.

Entender essas três formas de plasticidade muda profundamente a forma como enxergamos comportamento. Mostra por que uma habilidade aparece na hora que aparece, por que um adolescente não reage como um adulto, e por que muitas dificuldades da vida adulta têm raízes em fases em que o cérebro estava mais aberto, mais vulnerável, ou tentando se adaptar da melhor forma que conseguia.

Quando entendemos isso, paramos de culpar pessoas por funcionarem do jeito que funcionam e começamos a enxergar o cérebro em ação. E é aí que a compreensão vira cuidado, e o cuidado vira mudança real — na infância, na adolescência e também na vida adulta.

Escreve aqui nos comentários o que você gostaria de entender melhor.

Coisas que fazem total sentido para o cérebro da criança  — mas que para muitas pessoas ainda não é fácil entender.Desli...
28/11/2025

Coisas que fazem total sentido para o cérebro da criança — mas que para muitas pessoas ainda não é fácil entender.

Deslize pro lado e descubra.

Qual delas chamou mais a sua atenção?

Endereço

Rua Coronel Pedro Benedet, 190
Criciúma, SC

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