Fortalecer

Fortalecer Um projeto criado por 4 mulheres estudantes de Ciências Sociais. Tem como objetivo atingir o máximo de mulheres para que possamos juntas fortalecer!

Os números levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) desde o início das medidas de isolamento social ...
04/12/2020

Os números levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) desde o início das medidas de isolamento social têm apontado redução em uma série de crimes contra as mulheres em diversos estados. Isso signif**a que as mulheres estão encontrando mais dificuldades em denunciar a(s) violência(s) sofridas neste período. Todas as Unidades da Federação acompanhadas apresentaram redução nos registros de lesão corporal dolosa entre março e maio de 2020 em comparação com o mesmo período no ano anterior. Houve uma queda de 27,2% no período acumulado.

A única exceção encontrada é em relação à violência letal. Os levantamentos periódicos elaborados pelo FBSP têm mostrado, em todos os meses, aumentos nos índices de feminicídios e/ou homicídios em diversos estados. A violência letal contra a mulher pode ser considerada o resultado final e extremo de uma série de violências sofridas. Nesse sentido, as evidências apontam para um cenário onde, com acesso limitado aos canais de denúncia e aos serviços de proteção, diminuem os registros de crimes relacionados à violência contra as mulheres, sucedidos pela redução nas medidas protetivas distribuídas e concedidas e pelo aumento da violência letal. No período entre março e maio de 2020 houve um pequeno aumento de 2,2% nos casos de feminicídios registrados em comparação com o mesmo período de 2019.

Os dados também indicam uma redução na distribuição e na concessão de medidas protetivas de urgência, instrumento fundamental para a proteção da mulher em situação de violência doméstica. No período acumulado entre março e maio de 2020, houve uma redução de 50,5% nos registros de estupro e estupro de vulnerável com vítimas mulheres em relação ao mesmo período de 2019.

Os números podem nos passar a ilusão de que a violência não tem aumentado e sim diminuído, porém não podemos nos deixar enganar! Estamos vivendo um contexto social onde a vulnerabilidade de mulheres em situação de violência aumentou. Não podemos nos esquecer da importância que temos em sermos rede de apoio de mulheres próximas a nós, para que não se sintam sozinhas caso precisem denunciar.

EM BRIGA DE MARIDO E MULHER SE METE A COLHER, SIM!

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Como já mencionamos algumas vezes aqui na Fortalecer, o contexto em que as mulheres se encontram em 2020 é muito agravan...
02/12/2020

Como já mencionamos algumas vezes aqui na Fortalecer, o contexto em que as mulheres se encontram em 2020 é muito agravante da violência doméstica, devido a pandemia de Covid-19. A campanha dos 16 dias de ativismo pelo Fim da Violência contra as mulheres não poderia ignorar esse fato.

Com o distanciamento social, por trás da emergência sanitária trazida pela Covid-19, agravou-se uma antiga e silenciosa pandemia, a violência contra as mulheres e as meninas. As mulheres em situação de violência acabam f**ando mais vulneráveis e ao mesmo tempo mais isoladas, diante da dificuldade de sair de casa com o agressor controlando todas as suas ações e muitas vezes até as redes sociais. Foi diante desse contexto que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres lançou a Estratégia de Engajamento Político sobre Violência Baseada em Gênero e COVID. Nela, Guterres convoca todas as instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil, movimento de mulheres, academia, mídia, pessoas comuns, para pensar e agir estrategicamente pelo fim das violências contra as mulheres e meninas.

A Organização das Nações Unidas no Brasil visa dar visibilidade às mulheres e meninas que enfrentaram a violência antes e durante a pandemia. Assim, lança a campanha nacional “Onde Você Está que Não me Vê?”, com o conceito Somos Nossa Existência. O enfoque particular é sobre os grupos socialmente excluídos e marginalizados. O objetivo é enfatizar a importância de abordar as múltiplas formas de discriminação enfrentadas pelas mulheres em sua diversidade em função do seu s**o, raça, etnia, origem religiosa e linguística, identidade de gênero e orientação sexual na prevenção e resposta à violência contra mulheres e meninas no Brasil. Tornar a luta visível!

A campanha é inspirada pela canção “O que se Cala”, composição de Douglas Germano, interpretação de Elza Soares.

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A campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi inciada em 1991 por ativistas do Institu...
30/11/2020

A campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi inciada em 1991 por ativistas do Instituto Liderança Global das Mulheres.

É uma estratégia de mobilização de indivíduos e organizações, em todo o mundo, para engajamento na prevenção e na eliminação da violência contra as mulheres e meninas. O apelo é para que todos e todas usem suas vozes e posição na sociedade e atuem para prevenir e erradicar a violência contra mulheres e meninas.

É uma campanha anual e internacional que começa no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização inicia em 20 de novembro, dia da Consciência Negra, de forma a marcar a interseccionalidade das violações de direitos e violências sofridas pelas mulheres negras brasileiras.

Trata-se também de um compromisso mundial de adoção da Agenda pelo Desenvolvimento Sustentável 2030. Este documento reconhece que a igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres e a eliminação da violência contra mulheres e meninas são centrais para o desenvolvimento sustentável. Propõe ações concretas para o alcance do objetivo número 5: “Alcançar a Igualdade de Gênero por meio do fortalecimento das mulheres e meninas”.

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Para encerar nossa semana sobre menstruação e todos os debates que cercam esse tema, vamos falar sobre pobreza menstrual...
27/11/2020

Para encerar nossa semana sobre menstruação e todos os debates que cercam esse tema, vamos falar sobre pobreza menstrual.

É sempre muito bonito falar sobre o Sagrado Feminino (que falamos na publicação anterior) e como esse despertar é bonito e importante para as mulheres que menstruam. Porém devemos ter consciência que ao falar sobre isso é só uma parte das mulheres que tem acesso a essa forma mais bonita de entender e lidar com a menstruação.

Se as vezes precisamos pedir um absorvente ou fazer alguma gambiarra por ter menstruado fora de casa e sem um absorvente ou coletor menstrual, já é algo chato e incomodo. Agora imagina passar por isso durante todo o seu ciclo e toda a vez que menstrua.

Infelizmente isso é uma realidade para milhões de meninas e mulheres no mundo todo. Direitos básicos como o acesso a água encanada, um banheiro e produtos menstruais são considerados itens de luxo em muitos países, inclusive no Brasil.

Muitas meninas deixam de frequentar a escola e muitas mulheres acabam colocando sua saúde em risco por terem que recorrer a soluções improvisadas como jornais, pedaços de papel, papelão e até mesmo miolo de pão. Dessa forma aumentam muito o risco de uma infecção vaginal.

A pobreza menstrual vai além de não ter dinheiro para comprar produtos de higiene menstrual. É também uma forma de denunciar um problema mundial de desigualdade social.

Mulheres no cárcere, mulheres em situação de rua, as que vivem em abrigos ou em campos de refugiados e as que se encontram em uma situação de pobreza extrema são as que mais sofrem com esse problema e uma condição fisiológica básica para mulheres cis acaba se tornando um fardo.

Combater a pobreza menstrual é uma questão de saúde pública e uma das formas de acabar com isso é acabando com o tabu falando sobre menstruação e exigir dos governos políticas públicas para que todas as mulheres tenham dignidade menstrual.

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Quando falamos sobre os tabus que envolvem a menstruação surge outro tema que fez com que as mulheres tenham uma melhor ...
25/11/2020

Quando falamos sobre os tabus que envolvem a menstruação surge outro tema que fez com que as mulheres tenham uma melhor consciência sobre os ciclos femininos, da força feminina e a capacidade de acolhimento e criação. O Sagrado Feminino.

O Sagrado Feminino é estabelecer uma reconexão consigo mesma e uma harmonização dos seus ciclos com a natureza. Nas sociedades mais antigas as mulheres possuíam um papel sagrado por conta de sua capacidade cíclica, de reprodução e de gerar vida do próprio corpo. Por conta do patriarcado, ao longo dos séculos, a figura feminina foi relacionada ao trabalho doméstico.

Por muito tempo a menstruação foi reconhecida como uma parte natural da rotina e da saúde das mulheres. Mas com o avanço das tecnologias, das indústrias e da medicina, surgiram os anticoncepcionais, que além de serem possíveis causas de problemas de saúde, nos impedem de acompanhar nossos ciclos e perceber nossa essência feminina.

O Sagrado Feminino simboliza o resgate da sabedoria e consciência ancestral. É resgatar o que se tem de mais puro e natural. É a sabedoria que brota do útero, uma conexão com os ciclos naturais e da lua.

É preciso entender que o Sagrado Feminino é um movimento voltado para o interior, para o autoconhecimento e o empoderamento vindo de dentro. É um processo individual que se estende para todas as relações coletivas, principalmente entre mulheres.

E aí, já parou para se escutar hoje?

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O dia 20 de novembro é considerado o dia da consciência negra e esse termo ganhou notoriedade no Brasil durante a década...
20/11/2020

O dia 20 de novembro é considerado o dia da consciência negra e esse termo ganhou notoriedade no Brasil durante a década de 1970 por conta da luta de movimentos sociais em busca de uma igualdade racial.

Todos os anos durante essa data nos deparamos com comentários como: Por que não existe dia da consciência humana? E o dia da consciência branca e asiática?
A resposta é simples, no Brasil as pessoas negras representam 54% da população, de acordo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e divulgados pelo IBGE. Entre os mais pobres, os negros representam 75% das pessoas.

A data é extremamente necessária para entender o Brasil. o que foi a escravidão e os efeitos que causou na formação da sociedade brasileira. Utilizar termos como "consciência humana" é uma forma de disfarçar o racismo enraizado em nossa sociedade e condenar a população negra pelo racismo.

Não existe nada mais ra***ta que diminuir a importância do dia, e do mês, da Consciência Negra. A data não é apenas uma marcação no calendário ou livros de histórias, é um esforço para o desenvolvimento da identidade das pessoas negras e para uma construção social com mais igualdade que reconhece os erros do passado e não tenta repeti-los.

O dia 20 de novembro de 2020 vai ser marcado por um efeito extremamente triste e revoltante. No dia 19 de novembro, plena véspera do dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, foi assassinado em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre. João foi espancado até a morte por dois homens brancos dentro do estacionamento do mercado, um deles era segurança do local e outro um policial militar temporário – que também fazia segurança do local.
São por casos como o de João Alberto que o dia da consciência negra se faz necessário.

“Não existe consciência branca, porque se os brancos tivessem consciência os negros não teriam sido escravizados durante 388 anos.”

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***ta

Mais uma mulher negra importantíssima na história e que teve sua trajetória apagada, foi Aqualtune, a luz de Palmares.Na...
18/11/2020

Mais uma mulher negra importantíssima na história e que teve sua trajetória apagada, foi Aqualtune, a luz de Palmares.

Nasceu no Congo e era irmã do Rei Nvita-a-Nhanga. Houve uma sangrenta batalha onde os portugueses desejavam tomar o território deles e juntaram-se aos angolanos para tal feito. Historiadores afirmam que Aqualtune liderou mais de 10 mil pessoas durante a invasão de seu reino, mas infelizmente as forças portuguesas e angolanas os derrotaram.

Logo após a derrota, a princesa foi capturada pelos portugueses e vendida na América como escrava reprodutora. Foi enviada para o Brasil, mais especif**amente para Recife, em Pernambuco. Enquanto escrava reprodutora, foi estuprada diversas vezes para dar origem a novos cativos.

Aqualtune ficou sabendo da organização de resistência negra nos quilombos e mesmo grávida liderou cerca de 200 pessoas à luta pela liberdade e fugiu da fazenda em que estava aprisionada. O passado de realeza foi importante para que em Palmares ela assumisse posição de liderança. O conhecimento político que tinha foi fundamental para a estruturação da República de Palmares como núcleo de resistência.

Passado alguns anos deu à luz a Ganga Zumba, que também foi um importante líder dos quilombos. Assim como deu à luz a Sabina, mãe de Zumbi dos Palmares.

A data de sua morte e o motivo são incertos, visto que sua vida foi silenciada no processo histórico. Fala-se de Zumbi, mas não lembram de sua importante avó.

Existem teorias que afirmam que ela tenha morrido em um ataque feito pelos portugueses ao Quilombo dos Palmares. E outras teorias que afirmam que ela fugiu desse ataque, indo morar em outra comunidade e viveu seus últimos dias em paz.

Aqualtune foi uma mulher muito importante na história da resistência negra no Brasil e esquecida pelos professores de história.

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Na semana da consciência negra queremos trazer como protagonistas mulheres negras que foram importantes para a história ...
16/11/2020

Na semana da consciência negra queremos trazer como protagonistas mulheres negras que foram importantes para a história do Brasil. A população negra sempre sofreu com o apagamento de sua história, as mulheres sofrem mais ainda com isso.

Vamos começar com a história da Laudelina de Campos Melo, empregada doméstica e ativista política, foi extremamente importante na luta pela conquista de direitos de empregadas domésticas e empregados domésticos.

Laudelina nasceu em Poços de Caldas (MG) no dia 12 de outubro de 1904. Ela começou a trabalhar com apenas 7 anos de idade, precisou abandonar a escola para cuidar dor irmãos enquanto sua mãe ia trabalhar e com 16 anos iniciou sua atuação em organizações sociais do movimento negro. Aos 18 anos mudou-se para São Paulo e após se casar muda para a cidade de Santos, em 1924.

Depois da separação, em 1938, e com dois filhos ela iniciou uma militância mais atuante em movimentos populares. Sua militância ganhou cunho político e reivindicatório com sua filiação no Partido Comunista Brasileiro, em 1936. No mesmo ano fundou a primeira Associação de Trabalhadores Domésticos do país, fechada durante o Estado Novo e aberta novamente em 1946. Trabalhou para a Frente Negra Brasileira, onde militou na maior associação da história do movimento negro, que chegou a ter 30 mil filiados ao longo dos anos 30.

Trabalhou como empregada doméstica até 1954. Em 1955 ela se mudou para Campinas, ingressou no movimento negro da cidade e participou de atividades culturais e sociais, principalmente no Teatro Experimental do Negro que tinha como objetivo elevar a confiança e autoestima da juventude negra.

Laudelina faleceu no dia 12 de maio de 1991 e deixou sua casa para o sindicato de Campinas.

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A Cultura da Pedofilia funciona como legitimação dos abusos se***is infantis e que pode ocorrer por meio de filmes, músi...
13/11/2020

A Cultura da Pedofilia funciona como legitimação dos abusos se***is infantis e que pode ocorrer por meio de filmes, músicas, notícias, entre outras coisas.

Exemplo clássico e já muito criticado é a obra Lo**ta, escrito em 1955 por Vladimir Nabokov. Há quem diga que o intuito do autor em escrever a partir da narrativa do homem abusador, seria de causar estranhamento no leitor e não de provocar empatia. Porém encontramos também quem diga que a forma como é construída a narrativa no livro, pode causar empatia pelo homem desiludido no amor.

A história foi adaptada para o cinema por Adrian Lyne em 1997 e a leitura do diretor joga culpa na Lo**ta. Constrói a imagem da personagem com sensualidade e provocação; e o homem, vulnerável, cede às tentações da fatal criança. Se pesquisar no google, achará rapidamente essas críticas, porque existem várias sobre o livro e o filme.

Concordamos que as pessoas assistem muito mais os filmes do que leem os livros, mas de ambas as produções artísticas, a impressão que dá é a mesma. Não é garantido que todas as pessoas tenham estranhamento lendo o livro ou assistindo o filme; na realidade o que podemos observar é uma romantização da Lo**ta em si.

O conceito de ninfa é descrito por Nabokov como meninas dos 9 aos 14 anos, que mostram a verdadeira face do que são: virgens, mas diabólicas. Homens adultos se fazem valer do ideal de ninfetas para convencerem meninas de que são mais maduras que as outras de sua idade, que são diferentes, mais legais, mais interessantes. O senso comum olha para isso e não crítica, pois o amor pode acontecer em todas as idades, pois ela com 12 anos já sabe o que quer, porque até ontem nossas avós se casavam com 13 anos...

Essa reflexão não visa jogar a culpa da romantização da pedofilia na obra Lo**ta. Mas de escancarar como legitimamos essa cultura “sem perceber”. Como a pedofilia está enraizada em nossa sociedade e até mesmo aqueles que se dizem contra, e contrariam defendo o amor em todas as idades.

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**ta

Quando falamos que a sociedade força o amadurecimento das meninas apontamos que isso é usado para justif**ar abusos e re...
11/11/2020

Quando falamos que a sociedade força o amadurecimento das meninas apontamos que isso é usado para justif**ar abusos e reforçar a cultura da pedofilia. Meninas devem amadurecer rápido, porém devem continuar com características físicas de crianças.

Sabemos que a grande maioria dos pedófilos são homens e a maior parte de suas vítimas são meninas.

Com isso, a pedofilia parece um tabu e desprezada pelas massas, mas se formos analisar com cuidado a nossa cultura demonstra o contrário. Na verdade, a pedofilia é recompensada e celebrada, por muitas vezes parece que toda nossa compreensão de sexualidade é construída em torno do que parecem desejos pedófilos. Isso se chama "cultura pedófila".

Na cultura pedófila é imposto que as mulheres devem manter um nível quase impossível de magreza. Por conta dessa pressão são cada vez mais comuns os transtornos alimentares em meninas jovens e mulheres são direcionadas por uma indústria bilionária para a perde de peso.

Dentro dessa cultura pedófila as mulheres sempre são pressionadas para que depilem regularmente suas axilas e regiões íntimas. A indústria de cosméticos que é voltada para as mulheres tenta vender a todo custo cremes e loções "antienvelhecimento" para que a pele fique "suave igual de um bebê".

A maior parte dos homens têm uma "preferência" pelas "qualidades" mencionadas acima, mas não são pedófilos no sentido literal da palavra. Porém a impressão que temos é que um número grande de homens, seguramente por um condicionamento cultural, acha muitas das mesmas coisas atraentes em uma mulher que um pedófilo acha atraente em meninas. Vaginas apertadas, hímens intactos, pele macia, membros e vulvas sem pelos, corpos pequenos e frágeis, uma juventude eterna...

Com isso, f**a parecendo que homens deixam de ser atraídos ao lembram que mulheres são mulheres, e não meninas.

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“Meninas amadurecem mais cedo do que os meninos”... quem nunca ouviu essa frase, não é mesmo?! Nessa semana vamos proble...
09/11/2020

“Meninas amadurecem mais cedo do que os meninos”... quem nunca ouviu essa frase, não é mesmo?!

Nessa semana vamos problematizar essa crença que está enraizada em nossa sociedade.

Recentemente foi realizada uma pesquisa da Newcastle University (2013) que “explica” biologicamente o amadurecimento feminino precoce. De acordo com o pesquisador Dr. Marcus Kaiser, o processo de amadurecimento cerebral acontece aos 10 anos nas meninas e aos 20 anos nos meninos. Quem lê uma matéria com essas informações, pode usá-las para justif**ar o relacionamento de um um homem adulto com uma menina de 12 anos ou justif**ar que um homem de 21 anos machucou alguém porque “não sabia o que estava fazendo”. A pesquisa foi focada somente no desenvolvimento biológico das pessoas estudadas, mas ignorou o contexto em que estavam inseridas.

Meninas são responsabilizadas desde muito cedo à limpeza e organização da casa, muitas vezes têm que cuidar de irmãos mais novos, devem ajudar suas mães a zelar pelo descanso do pai, entre outras coisas. Em contexto de pobreza, as obrigações e responsabilidades sempre aumentam e geralmente acontecem mais cedo.

Mesmo em famílias que tenham meninos e meninas de idades bem próximas, as responsabilidades são destinadas somente às meninas, porque os meninos brincam mesmo e não levam nada a sério… ou seja, essa ideia é para isentar os meninos de qualquer responsabilidade e sobrecarregar as meninas.

Ocorre muito de meninos passarem as mãos em “partes íntimas” das meninas, isso lá com seus 10, 11, 12 anos de idade. Quando os adultos são questionados, aparecem as justif**ativas de “ele não sabe o que está fazendo, ainda é uma criança”. Mas quando uma menina é abusada por um homem, romantizam dizendo que “ela sabia muito bem que aquela saia era sexy”.

Meninas não amadurecem mais cedo, são forçadas a amadurecer: sempre para isentar os homens de suas responsabilidades, seja a limpeza da da casa ou um abuso sexual.

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