27/08/2026
🚨 PRESSÃO AUMENTA: COMUNIDADES QUILOMBOLAS REAGEM A FALAS DE JOSEMAR E PEDEM PROVIDÊNCIAS
Um novo capítulo amplia a repercussão política envolvendo o vereador Josemar Bannach Fonseca, em Palmas (PR).
A reportagem do O Brasil Não Pode Parar recebeu um Ofício Coletivo, datado de 23 de agosto de 2026, apresentado em nome das comunidades quilombolas Adelaide Maria da Trindade Batista, Castorina Maria da Conceição e Tobias Ferreira.
O documento apresenta denúncia e representação contra o parlamentar em razão de declarações atribuídas a Josemar durante manifestação na Câmara Municipal.
A reportagem também teve acesso a registro em vídeo de manifestação do vereador em plenário, material que integra a apuração do caso.
O QUE MOTIVOU A REAÇÃO
Segundo o documento, durante sessão plenária Josemar teria afirmado que Palmas não poderia ficar “à mercê de duas, três comunidades de quilombolas que se julgam quilombolas” e mencionado que “pequenos grupos estão interferindo o progresso de nossa cidade”.
A partir dessas declarações, representantes das comunidades apresentam uma série de acusações e pedidos de providências.
No ofício, os autores classificam o episódio como “racismo institucional, discriminação coletiva e violência político-racial” e sustentam que as declarações poderiam configurar violações legais e constitucionais. Também apontam suposta quebra de decoro parlamentar.
IMPORTANTE: essas classificações representam as acusações e o entendimento apresentados pelos autores do documento. Não constituem conclusão desta reportagem, condenação ou decisão de qualquer autoridade competente.
REPRESENTAÇÃO CITA DIVERSOS ÓRGÃOS
O documento apresentado pelas comunidades relaciona como destinatários a Câmara Municipal de Palmas, Ministério Público do Paraná (MPPR), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Federação das Comunidades Quilombolas do Paraná, Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, Incra, Movimento Negro, Terra de Direitos, Secretaria de Igualdade Racial do Paraná, Iphan, Conselho Municipal de Igualdade Racial e Delegacia Municipal, além de veículo de comunicação citado no próprio ofício.
A reportagem ressalta que a inclusão dessas instituições como destinatárias não comprova, por si só, que todas tenham recebido ou protocolado a representação, tampouco que tenham instaurado procedimentos ou acolhido as acusações.
O QUE É PEDIDO NO DOCUMENTO
À Câmara Municipal, os autores requerem instauração de procedimento para apuração de suposta quebra de decoro parlamentar, chegando a pedir a cassação do mandato.
Aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, solicitam abertura de investigação civil e criminal e ajuizamento de ação civil pública por dano moral coletivo.
O documento também solicita assistência jurídica e acompanhamento institucional por órgãos ligados à defesa de direitos humanos.
Pedido, entretanto, não significa decisão. Até o momento, os documentos apresentados à reportagem não demonstram que Josemar tenha sido condenado ou responsabilizado pelos fatos apontados.
NOVO ELEMENTO EM MEIO À POLÊMICA
O episódio surge em meio a outra controvérsia envolvendo Josemar e o vereador André Marques.
André já havia mencionado publicamente questões envolvendo comunidades quilombolas ao apresentar sua interpretação sobre uma discussão ocorrida entre os dois parlamentares.
A representação agora apresentada pelas comunidades constitui um fato distinto. Sua existência não permite concluir automaticamente que o episódio entre André e Josemar tenha tido motivação racial. Cada situação precisa ser analisada a partir de seus próprios fatos e elementos.
CONTRADITÓRIO
Diante da gravidade das acusações, a reportagem procurou diretamente o vereador Josemar Bannach Fonseca e ofereceu espaço para que apresente sua versão, contextualize suas declarações e responda aos questionamentos apresentados pelas comunidades.
Caso haja manifestação, o posicionamento será incorporado à cobertura.
O espaço permanece igualmente aberto às comunidades quilombolas, à Câmara Municipal e às instituições citadas.
O Brasil Não Pode Parar continuará acompanhando o caso e buscará confirmar eventuais protocolos e providências adotadas pelos órgãos competentes, sem antecipar conclusões.
POSICIONAMENTO EDITORIAL: O Brasil Não Pode Parar e este Jornalista Independente repudiam e condenam toda forma de racismo, preconceito e discriminação. Ao mesmo tempo, reafirmamos nosso compromisso com o jornalismo responsável, o contraditório, a ampla defesa e a apuração rigorosa dos fatos, sem antecipar julgamentos ou atribuir culpa antes da manifestação das partes e, quando cabível, da análise pelas autoridades competentes. Nosso papel é informar com independência, responsabilidade e respeito a todos.
Anderson Barbosa
O Brasil Não Pode Parar