Revista Dona Custódia

Revista Dona Custódia Primeira publicação elaborada a partir de parâmetros jornalísticos da cidade de Custódia, Pernambuco. Mais em
catarse.me/donacustodia

A Revista Dona Custódia pretende servir de outdoor para os mais diversos universos que compõem a cidade de Custódia — sua história, seu cotidiano, os acontecimentos importantes etc. A cada edição a revista contará com um time de colaboradores cuidadosamente selecionados. São designers, jornalistas, fotógrafos, economistas, arquitetos e urbanistas, dentre outros. Tudo elaborado com muito critério e os devidos cuidado e ética jornalística.

𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚_𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Neste mês, quando nasceu Virgulino “Lampião” Ferreira da Silva (1898–1938), revisitamos um regist...
05/06/2026

𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚_𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Neste mês, quando nasceu Virgulino “Lampião” Ferreira da Silva (1898–1938), revisitamos um registro pouco conhecido da história de Custódia: a curiosa segunda passagem do cangaceiro pelo município.

Em 1936, dois anos antes de sua morte, o Diario de Pernambuco enviou um repórter ao Sertão para ouvir vítimas do bando e publicou uma série de reportagens, entre elas a que narrava a incursão de Lampião pelos arredores do município.

O texto reúne depoimentos de moradores — como Luiz Pedro do Amaral, Joaquim Medeiros e Germano de Souza —, descreve as localidades de Açude dos Costas, Cancella [sic], Maravilha e Mulungu, e registra episódios vividos por custodienses no início do século XX.

“A passagem de Lampião por Custódia” — título da matéria — é um documento sobre o nosso território, conservado por quase 90 anos. Resgatar essas narrativas também é uma forma de preservar a história de Custódia e do Sertão do Moxotó.▗ 𝑫𝑪

Você já conhecia esse episódio?

𝐆𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Mais de R$ 16 milhões devem ser direcionados para Custódia por meio de emendas parlamentares, segund...
22/05/2026

𝐆𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Mais de R$ 16 milhões devem ser direcionados para Custódia por meio de emendas parlamentares, segundo informações da Prefeitura Municipal. As promessas de recursos foram articuladas nesta semana, durante agenda no Distrito Federal. Desde a última segunda-feira (18), uma comitiva da gestão local participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O prefeito Manoel Messias e integrantes da gestão municipal aproveitaram a agenda para visitar os gabinetes de deputados federais e do senador Fernando Dueire. “Finalizamos nossa agenda com um sentimento de dever cumprido. As emendas parlamentares irão fortalecer diversas áreas do nosso município”, declarou o gestor.

Os recursos foram prometidos pelos deputados Augusto Coutinho (Republicanos), Coronel Meira (PL), Fernando Monteiro (PSD), Pastor Eurico (PSDB) e Waldemar Oliveira (Avante), além do senador Fernando Dueire (MDB). Ainda de acordo com a gestão municipal, as emendas serão destinadas às áreas de educação, saúde e infraestrutura.

𝐑𝐞𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐯𝐢𝐚 𝐞𝐦𝐞𝐧𝐝𝐚
A transferência dos recursos via emenda não ocorre de forma imediata. Antes, o parlamentar precisa realizar formalmente a indicação da emenda ao município no orçamento público. O município, por sua vez, deve cadastrar um plano de trabalho informando a finalidade do recurso. A tramitação da transferência pode levar cerca de um ano.

𝐂𝐨𝐦𝐢𝐭𝐢𝐯𝐚
A vice-prefeita Anne Lira também esteve presente, além dos vereadores Alysson de Yolanda, Anderson de Maria do Sindicato, Berg Lira, Bitcho Góis, Neguinho da Maravilha e Valdim do Poço do Capim. “Esse trabalho coletivo tem sido fundamental para abrir portas, buscar investimentos e garantir avanços”, destacou Manoel Messias.▗ 𝑫𝑪

𝐎𝐩𝐢𝐧𝐢𝐚̃𝐨_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Na Escola José Pereira Burgos, um adolescente foi espancado por um colega de sala e a agressão publ...
22/05/2026

𝐎𝐩𝐢𝐧𝐢𝐚̃𝐨_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Na Escola José Pereira Burgos, um adolescente foi espancado por um colega de sala e a agressão publicada como um troféu. Não foi um ato impulsivo. Foi registrado e lançado às redes porque, em algum lugar, aprendemos a transformar violência em espetáculo, dor em conteúdo e humilhação em audiência.

É justamente aí que a repercussão do caso revela algo ainda mais inquietante: a multidão, que chegou ao vídeo, não veio apenas proteger a vítima. Veio também ampliar a circulação da dor. Houve solidariedade e indignação, sim, mas essa comoção só alcançou dimensão porque a violência foi registrada.

Porque, além das mesmas paredes onde um dia estudei, outras violências aconteceram antes: exclusões, intimidações, humilhações e agressões. O bullying raramente começa no dia em que viraliza. Ele constrói histórico, produz sinais, deixa rastros e, ainda assim, atravessa o cotidiano escolar sem intervenção concreta.

Há uma grave inércia institucional. A escola, espaço que deveria ser de proteção e de formação, tem o dever de interromper um contexto de violência que dificilmente surge do nada. A Lei nº 13.185/2015, reconhece que o bullying produz recorrências e não surge apenas quando a violência se torna pública.

A pergunta, portanto, não é apenas “como isso aconteceu?”, mas “por que ninguém interveio antes?”. A sociedade se escandaliza com a violência quando filmada, mas tolera as condições que a produzem: a normalização da humilhação e a ausência de escuta nos espaços que deveriam proteger.

Como escreve Roberto Efrem Filho, as imagens de brutalidade dão inteligibilidade à vítima. Ou seja, só enxergamos plenamente o sofrimento quando ele se torna visível, compartilhável e viralizável.

A repercussão do caso revela não apenas a gravidade da agressão, mas o quanto dependemos da espetacularização da dor para reconhecê-la como intolerável. O vídeo viraliza, a vítima desaparece da narrativa e seguimos evitando a pergunta mais difícil: o que, estruturalmente, nos trouxe até aqui?▗

𝐒𝐚𝐮́𝐝𝐞 𝐞 𝐛𝐞𝐦-𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O IPS (Índice de Progresso Social) Brasil 2026 foi divulgado nesta quarta-feira (20). O m...
21/05/2026

𝐒𝐚𝐮́𝐝𝐞 𝐞 𝐛𝐞𝐦-𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O IPS (Índice de Progresso Social) Brasil 2026 foi divulgado nesta quarta-feira (20). O mapa aponta a qualidade de vida nos municípios brasileiros a partir da avaliação de indicadores socioambientais e de resultados disponíveis em bases de dados públicos, como o DataSUS. Com uma nota de 0 a 100, a média nacional, em 2026, foi de 63,40 pontos. Custódia alcançou 58,48 pontos.

Com isso, o município permanece abaixo da média nacional, ocupando o grupo 5 da pesquisa, mas apresenta leve melhoria em comparação ao ano passado. Em 2025, a avaliação foi de 55,70 pontos, colocando-o na 136ª posição do ranking em Pernambuco. Agora, dos 185 municípios que compõem o estado, Custódia ocupa a 100ª posição. No Brasil, está na 3.771ª colocação entre os 5.570 municípios existentes.

𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬
Os campos com as melhores avaliações são moradia (88,84), acesso ao conhecimento básico (79,91) e nutrição e cuidados médicos básicos (78,18). Foram reconhecidos como eficientes em Custódia a cobertura vacinal contra a poliomielite, o combate ao abandono escolar nos ensinos fundamental e médio, o Ideb do ensino fundamental e as áreas verdes urbanas, além do acesso a programas sociais.

𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐟𝐫𝐚𝐜𝐨𝐬
Na contramão, o abastecimento de água via rede de distribuição, a coleta de lixo adequada nos domicílios e a resposta a processos previdenciários foram avaliados como pontos fracos. Outros alertas vermelhos, segundo o IPS Brasil, são a incidência de mortes por acidentes no trânsito e a expectativa de vida no município. Os campos com as piores notas são acesso à educação superior (22,48), direitos individuais (33,54) e água e saneamento (52,18).

Nos cards, você confere a posição do município em comparação a dois outros recortes: 1. municípios circunvizinhos; e 2. microrregião do Sertão do Moxotó. Confira o scorecard completo em ipsbrasil.org.br.▗ 𝑫𝑪

𝐑𝐞𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐠𝐞𝐦_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O céu era de um azul límpido quando uma comitiva de 20 pessoas do Coco Raízes de Arcoverde desemb...
19/05/2026

𝐑𝐞𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐠𝐞𝐦_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O céu era de um azul límpido quando uma comitiva de 20 pessoas do Coco Raízes de Arcoverde desembarcou no Sítio Cachoeira da Onça, localizado a 7 km do distrito de Quitimbu, em Custódia, na manhã do último domingo (17). Mantenedores do coco de roda no município, os mais velhos e as novas gerações da Família Gonçalo recepcionaram os Calixto, família sertaniense baseada em Arcoverde, mas conhecida do Brasil ao exterior. Dentre eles, estava o Mestre Assis Calixto, de 80 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Aos 76, a custodiense Mestra Joana Maria tem visto o Samba de Coco de Cachoeira da Onça galgar a mesma projeção no país. Em 2025, o grupo foi escolhido para representar a cultura pernambucana na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, promovida em Belém do Pará, em novembro. Um reconhecimento que não sobe a cabeça, mas atesta uma importância nem sempre dada pelo território de origem. Apesar dos relatos orais apontarem a presença da brincadeira, em Custódia, já no Século 19.

—“Nós nunca paramos”, diz a mestra, antes de contar do tradicional São João da Cachoeira da Onça, em 23 de junho — dia do seu aniversário — com uma sambada que percorre a madrugada desde as 20h. “Só termina quando o boi sai”, cai na gargalhada e, então, os olhos brilham. “É muito bonito.” O boi é outro brinquedo do coco em Custódia. Nele, uma pessoa é cercada pela roda de samba de coco e só pode sair quando alguém cansar da pisada, sob a penalidade de custear algo para os presentes, como uma bebida, por exemplo.

O evento reuniu dezenas de pessoas, entre os residentes da comunidade e seu entorno, integrantes da República Feminista do Sertão e da Batucada Ocupe e Convida, de Afogados da Ingazeira, e visitantes dos municípios de Carnaíba e Sertânia. Às 15h, fazia um calor de 32º, mas o suor não interrompeu o giro da roda de coco ou do sincopado trupé — ritmo percussivo dos tamancos dos bailarinos sobre plataformas de madeira — do Coco Raízes. No próximo dia 6 de junho, a comunidade será palco da gravação de um documentário. ▗ 𝑫𝑪

𝐓𝐞𝐱𝐭𝐨 𝐞 𝐟𝐨𝐭𝐨𝐬: 𝐆𝐮𝐭𝐨 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐞𝐬 ()

13/05/2026

#𝐀𝐜𝐞𝐫𝐯𝐨𝐬 • Homenageado pela Universidade de Pernambuco (UPE) neste dia 13 de maio, o mestre coquista Inácio Pedro da Silva está entre as personalidades registradas no documentário “No Sertão eu vi” (1998), de Kátia Maciel ().

A obra, produzida em parceria com o Departamento de Ciências Geográficas da Universidade Federal de Pernambuco, retrata características, brincadeiras, impressões e potenciais do Sertão pernambucano nos anos 1990.

Na produção, exibida como interprograma pela então Rede Globo Nordeste nos anos de 1999 e 2000, o custodiense Inácio Pedro aparece na comunidade quilombola Leitão da Carapuça, em Afogados da Ingazeira.

O curta-metragem pode ser conferido, na íntegra, no YouTube.

𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Mestras e mestres da cultura popular do Agreste e Sertão pernambucanos serão homenageados pela Unive...
13/05/2026

𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • Mestras e mestres da cultura popular do Agreste e Sertão pernambucanos serão homenageados pela Universidade de Pernambuco (UPE) nesta quarta-feira (13), às 16h, em solenidade no Campus Arcoverde. Na ocasião, nove nomes serão reverenciados com o título de Notório Saber em Cultura Popular. Dentre eles, o do custodiense Inácio Pedro da Silva (in memoriam).

Líder do Coco Negras e Negros do Leitão, da comunidade quilombola Leitão da Carapuça, em Afogados da Ingazeira, o Mestre Inácio era considerado “enciclopédia viva” da tradição do samba de coco. Prova disso é este título, um reconhecimento dado a pessoas que têm alto conhecimento em áreas específicas mesmo sem possuir diploma acadêmico.

Natural de Custódia e membro da Família Gonçalo, o coquista e bacamarteiro Inácio Pedro da Silva se mudou do distrito de Quitimbu para o município de Afogados ainda criança, na década de 1950. Neto de Antônio Gonçalo, patriarca da família e precursor da brincadeira, o homenageado é irmão da Mestra Joana Maria da Silva, do Samba de Coco Cachoeira da Onça, de Custódia.

De acordo com a apuração do jornalista Leo B. Lemos, em meados do século XX, o distrito de Quitimbu foi um importante reduto do samba de coco e do bacamarte. “Inácio é um alto representante desse fenômeno. Ele é literalmente um mestre que deu sua vida às artes, já que brincou os folguedos até o último momento em que teve saúde”, declara o pesquisador.

Em seu currículo artístico, o Mestre Inácio Pedro reuniu passagens por importantes palcos de valorização da cultura popular, como o Festival Lula Calixto, em Arcoverde, e o Festival de Inverno de Garanhuns. Em 2003, apresentou-se para Gilberto Gil, então ministro da Cultura. Faleceu em julho de 2025, aos 78 anos, em decorrência de problemas respiratórios.▗ 𝑫𝑪

𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O edital do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (Edital de Chamamento Público nº 1/2026), de Cu...
09/05/2026

𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚_𝐦𝐚𝐢𝐨/𝟐𝟎𝟐𝟔 • O edital do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (Edital de Chamamento Público nº 1/2026), de Custódia, foi disponibilizado no Mapa Cultural de Pernambuco. As inscrições têm início nesta segunda-feira (11), através da plataforma unificada, e seguem até o dia 22 de maio. Somente coletivos e associações culturais sem fins lucrativos podem se inscrever.

Nesta edição, a Prefeitura Municipal de Custódia (PMC) destinará R$ 45 mil dos R$ 302,3 mil possíveis para a aplicação da política pública de cultura no município. Ou seja, 15% do valor total. De acordo com o edital, serão selecionadas 18 propostas. Cada contemplada receberá o valor de R$ 2,5 mil, em parcela única, após a realização da apresentação.

Instituída pelo Governo Federal em 2022, a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura é um sistema de financiamento às cadeias produtivas da cultura. Os recursos são repassados pela União para subsidiar investimentos regulares em ações culturais desempenhadas por fazedores de cultura dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros.

Agentes culturais com dificuldades técnicas podem buscar a Diretoria de Cultura, na Secretaria de Cultura (Praça Pe. Leão, s/n, Centro), acima do Banco do Brasil, das 9h às 13h. Os resultados oficiais serão divulgados no dia 9 de junho. Procurada pela redação, a PMC não informou para onde serão destinados os 85% restantes até o fechamento deste texto.▗ 𝑫𝑪

Endereço

Custódia, PE

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