06/10/2022
CASO RAFAEL WINQUES
No dia 15 de maio de 2020, Alexandra Dougokenski procurou as autoridades de Planalto- RS para prestar queixa do desaparecimento de seu filho Rafael Winques de 11 anos. De acordo com ela, na noite anterior, o colocou para dormir e quando levantou no dia seguinte, encontrou a porta aberta e ele não estava mais em casa. Alexandra chegou a procurá-lo pela vizinhança e na casa de parentes, no entanto, ela não o encontrou e então resolveu acionar a polícia.
As autoridades iniciaram as buscas por Rafael na região e em cidades vizinhas, no entanto, não obteve sucesso nas primeiras horas e dias.
Inicialmente, os investigadores trabalhavam em três linha de investigação: a primeira era a de que Rafael havia saído sozinho no meio da noite; a segunda era de que alguém havia entrado em sua casa e o levado; e a terceira e mais consistente de todas era de que sua própria mãe havia dado um sumiço nele, uma vez que ela se mostrava apática em relação ao desaparecimento do filho.
No décimo dia de buscas, Alexandra confessou ter matado Rafael. De acordo com ela, na noite de 14 de maio de 2020, o menino estava jogando videogame e não queria dormir, e foi então que ela resolveu dar dois comprimidos de Diazepam para que ele dormisse e não a “incomodasse”. Ainda de acordo com ela, o remédio fez efeito rapidamente e então ela o levou até a cama e em seguida foi se deitar também.
Na manhã do dia seguinte quando ela se levantou, encontrou o menino morto em sua cama, e ela em um ato de desespero, enrolou o corpo em um lençol e o levou para uma casa abandonada da vizinhança, onde deixou seu corpo.
Alexandra afirmou que a morte do filho foi acidental, no entanto, o laudo pericial refutou sua versão, constatando que a causa da morte seria decorrente de estrangulamento.
Com esse laudo em mãos, o delegado interrogou novamente Alexandra e ela afirmou que as marcas do pescoço do menino se deram devido a ela ter colocado nele uma corda para arrastá-lo até o local em que desovou o corpo. Obviamente, essa versão não foi aceita e os policiais continuaram a interrogando, até que no dia 27 de junho ela confessou que ela realmente havia enforcado Rafael com uma corda de varal. De acordo com ela, após dar os comprimidos de Diazepam, o menino ainda continuava muito agitado e não querendo dormir, e ela então em um ato de desespero e extremo estresse resolveu retirar uma corda do varal e o enforcá-lo.
A partir dessa última confissão, Alexandra foi presa e acusada por homicídio quádruplamente qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.
Seu primeiro julgamento foi marcado para junho de 2021, no entanto, acabou sendo adiado para novembro do mesmo ano. Em novembro, o julgamento também não aconteceu, e foi remarcado para março de 2022.
No dia 21 de março de 2022, o julgamento de Alexandra teve início, no entanto, ele durou apenas 11 minutos, pois os advogados de defesa abandonarem a audiência após uma prova que não estava nos autos não ser aceita pelo juiz.
Após esse acontecimento, Alexandra continua presa, aguardando o julgamento que deverá acontecer em abril de 2023.