Sebo N.O.X Arckanum

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Exu não é o DiaboAfirmar que “Exu não é o Diabo” é muito certo, fácil, tranquilo e claro para todos que conhecem Exu Ori...
19/07/2022

Exu não é o Diabo

Afirmar que “Exu não é o Diabo” é muito certo, fácil, tranquilo e claro para todos que conhecem Exu Orixá ou entidade, também considerado guia, guardião, amigo e mestre. No entanto, nesse contexto, não basta dizer quem é Exu, mostrá-lo, revelá-lo ou desmistificá-lo. É preciso questionar, também, quem é ou o que é Diabo. Da mesma forma que as pessoas acham que sabem quem é Exu, também acham que sabem quem é Diabo. No campo dessa ciência nada exata chamada “achologia”, a base fundamental é a ignorância, mãe do preconceito, de onde surgem as definições, associações e ligações mais absurdas e até mesmo ridículas. No fundo, a grande maioria das pessoas não sabe nem quem é Exu e muito menos quem é ou o que é “Diabo”. Quando um grande número de pessoas passa a crer em algo, por mais que esteja errado, aquilo passa a ser considerado certo no conceito popular, no “senso comum”. Em Exu não é Diabo, temos a oportunidade de revisitar todas essas questões com “senso crítico”, por meio de pesquisa, conhecimento, inspiração do autor e seus mais de 20 anos vivendo essas verdades na Umbanda.

Mensagem do Autor

Dedico este livro Exu não é Diabo à memória de Rubens Saraceni, o homem que mudou completamente a visão de Exu na Umbanda.

Sobre o Autor

Alexandre Cumino é cientista da Religião, bacharelado pela UNICLAR, diretor da AUEESP (Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo), médium de Umbanda atuante, sacerdote de Umbanda Sagrada, responsável pelo Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca.olegiopenabranca.com.br), onde ministra de forma presencial o curso de “Desenvolvimento Mediúnico – Incorporação na Umbanda”, “Preparação Sacerdotal na Umbanda Sagrada”, “Magia de Pemba” e “Magia Divina”

R$35,99

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As Chaves Maiores e as Clavículas de SalomãoPor Eliphas Levi Volume ricamente ilustrado com as gravuras de Eliphas Levi,...
04/07/2022

As Chaves Maiores e as Clavículas de Salomão
Por Eliphas Levi

Volume ricamente ilustrado com as gravuras de Eliphas Levi, inédito em língua portuguesa, inestimável aos estudantes das tradições mágicas ocidentais, especialmente aos indivíduos interessados e estudiosos da Qabalah, misticismo, magia, ocultismo e esoterismo.

"Este livro é uma reprodução fiel do manuscrito desenhado e escrito por Eliphas Levi ao seu discípulo e amigo, Baron Spedalieri, que, de acordo com o desejo do Mestre, os cedeu posteriormente a J. Charrot, que o deu a L. Chamuel para ser editado. A primeira edição foi publicada em 1895 e é muitíssimo rara.

Atualmente o número cada vez maior de seguidores póstumos de Eliphas Levi nos obriga a publicá-la como outrora.

As Clavículas de Salomão são uma restituição do dogma cabalístico à sua pureza primitiva; baseadas no grande nome incomunicável, elas descrevem com precisão e simplicidade os setenta e dois ramos. As Clavículas compreendem as figuras dos trinta e seis talismãs e os trinta e dois Caminhos da Sabedoria (os dez nomes e as vinte e duas letras). Finalmente, o ritual é completado por instruções teúrgicas, profecias e um aparato para uso das clavículas.
Paul Chacornac".

Título: As Chaves Maiores e as Clavículas de Salomão
Autor: Eliphas Levi
Editora: Via Sestra
Edição: 1
Ano de publicação: 2017
ISBN-13: 978-1974094035
ISBN-10: 1974094030
Número de páginas: 72
Capa: softcover, com abas, laminação brilhante
Miolo: P&B
Formato: 140x210mm

R$35,00

Formas de pagamento: crédito, débito, pix, boleto...

Abyssvs Abyssvm Invocat: 75 9 9112-2838

Ta*****iaNão sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo....
24/10/2017

Ta*****ia

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Ta*****ia do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos f**a da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não f**asse sempre defronte da Ta*****ia de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Ta*****ia chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Ta*****ia (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Ta*****ia (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Ta*****ia chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Ta*****ia sorriu.

(Álvaro de Campos, in "Poemas" -
Heterónimo de Fernando Pessoa)

O que acontece ao unirmos Antônio Abujamra e seu gênio em interpretação, ao peso da trilha de Hans Zimmer e a incomensurável grandiloquência áspera de Fernan...

Quando a mulher é inteligente, independente, em paz consigo, com a autoestima elevada e intrépida, torna-se uma pessoa i...
20/10/2017

Quando a mulher é inteligente, independente, em paz consigo, com a autoestima elevada e intrépida, torna-se uma pessoa indescritivelmente linda e fascinante; todos conseguimos captar e contemplar tais belezas sem que ela necessite enveredar pelas vias da erotização, tampouco da (auto) objetif**ação; isto é, todas as suas qualidades são dispostas de forma harmônica e apetecível; transbordam força e altivez.

Todavia, o que de fato marca e difere umas das outras, definitivamente, é o charme; os singelos e irrepetíveis traços de singularidade e excentricidade demasiadamente vilipendiados pela maioria das pessoas, impercebíveis aos olhos da cobiça, do julgo, mas que atrai a nós, seres perceptores, afetuosos e de sensibilidade aguçada, de forma tal que não sabemos decifrá-los em sua totalidade, tampouco externalizar o porquê de tal embevecimento.

Indubitavelmente, a mulher é a mais bela, estonteante e enigmática intervenção astral manifesta na natureza, sublimemente esculpida por escultores divinos. É o verdadeiro devir que entrecorta os perceptos captados por quem o contempla.

NothingNada nada nadaNada mais do que nadaPorque vocês querem que exista apenas o nadaPois existe o só nadaUm pára-brisa...
13/09/2016

Nothing

Nada nada nada
Nada mais do que nada
Porque vocês querem que exista apenas o nada
Pois existe o só nada
Um pára-brisa partido uma perna quebrada
O nada
Fisionomias massacradas
Tipóias em meus amigos
Portas arrombadas
Abertas para o nada
Um choro de criança
Uma lágrima de mulher à-toa
Que quer dizer nada
Um quarto meio escuro
Com um abajur quebrado
Meninas que dançavam
Que conversavam
Nada
Um copo de conhaque
Um teatro
Um precipício
Talvez o precipício queira dizer nada
Uma carteirinha de travel’s check
Uma partida for two nada
Trouxeram-me camélias brancas e vermelhas
Uma linda criança sorriu-me quando eu a abraçava
Um cão rosnava na minha estrada
Um papagaio falava coisas tão engraçadas
Pastorinhas entraram em meu caminho
Num samba morenamente cadenciado
Abri o meu abraço aos amigos de sempre
Poetas compareceram
Alguns escritores
Gente de teatro
Birutas no aeroporto
E nada.

Pagu/Patricia Rehder Galvão. Grandiosa poetisa, escritora, etc., brasileira!
Publicado n’A Tribuna, Santos/SP, em 23/09/1962.

13/09/2016
Jardim EtéreoA noite abriu suas negras asas sobre mim, envolvendo-me num amplexo de saudade cuja volúpia transportou-me ...
09/09/2016

Jardim Etéreo

A noite abriu suas negras asas sobre mim, envolvendo-me num amplexo de saudade cuja volúpia transportou-me para as brumas da solidão. Em sinistra abstração, contemplei à imensa abóbada celeste, tão obscura e introspectiva, salpicada de radiantes grãos de prata. - Eram as estrelas, Flores astrais e longínquas de um jardim misterioso e mais antigo do que as noites do tempo, que, da imensidão do cosmos, irradiava o fulgor dos belos diamantes lapidados pelas mãos do grande arquiteto do universo.

- Cigano El Toro

18/02/2016

A paixão (alquimia física) e o amor ( alquimia astral), sob vontade, livre de ciúmes, prisões e vaidades mundanas não são os pilares primordiais para que uma relação conjugal dê certo, seja duradoura, imorredoura - mesmo que se separem fisicamente, o que fizerem juntos f**ará eternizado na memória de ambos -, mas, sim, o devir loucura, o espírito subversivo, rebelde, aventureiro, a identif**ação de si mesmo na pessoa amada, porque a única companhia a qual você sente intrínseco júbilo em possuir, e suporta independente da situação, é a sua.
Somente o homem que possui amor próprio e é feliz tendo seus vários eus como únicas companhias, é capaz de ser feliz ao lado de uma mulher - e seus vários eus - cujo espírito seja tão irrequieto e poético quanto o seu.

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