06/09/2026
Carlos Pedro Garcia dos Santos Júnior, de 23 anos, conhecido como Juninho Laçador, era bicampeão nacional de rodeio na categoria laço duplo e uma pessoa muito querida na cidade de Vilhena, em Rondônia.
Juninho havia se relacionado com Ana Clara Marquezini, que era filha do proprietário do haras onde ele trabalhava e treinava.
Mas o relacionamento chegou ao fim.
Depois da separação, Juninho seguiu a vida e começou um novo relacionamento. Ana Clara também passou a se relacionar com outra pessoa.
Mas Ana Clara não teria aceitado o término e continuava insistindo para reatar o relacionamento com Juninho.
Mas ele não queria voltar. E, diante da rejeição, segundo a polícia, ela decidiu se vingar.
As investigações apontaram que Ana Clara passou a conversar com o então namorado, Fellype Gabriel da Silva Campos, e teria instigado a morte do ex-namorado.
Um mês antes do crime, uma 4rma foi furtada da propriedade do pai de Ana Clara. Foi justamente essa arma que foi utilizada no crime.
E, no dia da emboscada, ela teria indicado quais porteiras deveriam ser fechadas para impedir que Juninho conseguisse sair do local.
No dia 29 de dezembro de 2022, Juninho chegou ao haras acompanhado de um amigo, Carlos Marino Ramos de Oliveira, e de um adolescente de 14 anos.
Ao chegarem à propriedade, encontraram uma das porteiras fechada. O adolescente então desceu do veículo para abrir a passagem.
Foi nesse momento que um homem saiu de dentro da mata armado. Ele teria anunciado um assalto, dizendo: “Perdeu”, mas aquilo não era um assalto.
Segundo a polícia, tudo fazia parte de uma emboscada. O atirador disparou diversas vezes contra o veículo. Juninho foi atingido e morreu ainda no local.
O amigo que estava com ele também foi baleado quatro vezes e ficou em estado gravíssimo, mas conseguiu sobreviver.
Após a morte de Juninho, Ana Clara publicou uma mensagem nas redes sociais lamentando a morte do ex-namorado.
Mas, poucos dias depois, o caso começou a ter uma reviravolta. A polícia identificou e prendeu os outros envolvidos no crime.
Durante as investigações, os agentes tiveram acesso a mensagens que, segundo a Polícia Civil, revelaram que o assassinato teria sido planejado por Ana Clara.
Nas conversas trocadas com o então namorado, ela demonstrava não aceitar que Juninho tivesse seguido em frente.
Ana Clara teria afirmado que queria o ex-namorado morto e que, se Fellype não a ajudasse, ela mesma faria aquilo com as próprias mãos.
Para a Polícia Civil, a motivação do crime foi clara: Ana Clara não aceitava o fim do relacionamento e o fato de Juninho estar com outra pessoa.
O inquérito foi concluído e os envolvidos acabaram sendo levados à Justiça.
Em novembro de 2024, os dois homens envolvidos diretamente no crime foram julgados.
Kaio Cabral da Silva Pinho, apontado como o autor dos disp4ros, foi condenado a 25 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado.
Já Fellype Gabriel da Silva Campos, que era namorado de Ana Clara na época do crime, foi condenado a 23 anos de prisão em regime inicial fechado.
Ana Clara foi julgada posteriormente.
No dia 11 de abril de 2025, ela foi levada ao Tribunal do Júri e acabou condenada a 23 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.
O júri reconheceu a acusação de que ela havia participado do planejamento da morte do ex-namorado.