Revista Tempo e Argumento

Revista Tempo e Argumento Revista com foco em História do Tempo Presente vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Histó

O artigo de Leandro Seawrigt analisa parte das transformações da historiografia diante da inteligência artificial e da s...
01/04/2026

O artigo de Leandro Seawrigt analisa parte das transformações da historiografia diante da inteligência artificial e da sociedade digital. Inicialmente, discute a possível reconfiguração da consciência histórica e os desafios metodológicos impostos pelo advento das tecnologias digitais, questionando se a historicidade das máquinas pode equiparar-se em certa medida à experiência humana. Em seguida, explora a semântica das máquinas por meio da metáfora do “náufrago” (empregada por Rodrigo Bonaldo), que ilustra a constante falibilidade implicada no trabalho de historiadores programadores e daqueles que incursionam pelo digital. Por fim, o artigo aborda a decolonialidade e a ética na sociedade digital, criticando os modelos eurocêntricos presentes na escrita da história e na programação algorítmica. Defende, ainda, a integração de perspectivas decoloniais para uma historiografia crítica. O estudo, assim, convida a uma reflexão sobre como as novas tecnologias podem reconfigurar o entendimento do tempo, da memória e da decolonialidade na disciplina histórica.

Leia o texto na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0107

os últimos anos, a discussão em torno da decolonialidade tem avançado no campo das ciências humanas e sociais, em especi...
03/03/2026

os últimos anos, a discussão em torno da decolonialidade tem avançado no campo das ciências humanas e sociais, em especial no campo da história. Entendemos a decolonialidade como um movimento teórico indissociável da práxis (ação) e que busca, entre outras coisas, a (re)fundação das universidades brasileiras (Carvalho, 2019). Nesse sentido, a ruptura com a colonialidade, passa invariavelmente pela necessidade de dialogar com as epistemologias formuladas por aqueles/as alçados à condição de “condenados da terra”. Em consonância com a perspectiva da decolonialidade, o artigo de Felipe Alves de Oliveira busca, a partir dos diálogos com importantes teóricas negras, Audre Lorde, bell hooks e Grada Kilomba refletir sobre a importância de se romper com a noção de intelectual forjada pela colonialidade. Partindo da noção de que o/a intelectual é alguém que produz ideias contra-hegemônicas (bell hooks), o texto apresenta a trajetória de José Correia Leite, um dos maiores expoentes do movimento negro brasileiro do século XX. A partir do percurso intelectual de Leite, o retoma artigo importantes aspectos da luta protagonizada por mulheres e homens negros(as) no Brasil em busca na “nova abolição”.

Leia o texto na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0105

A História Negra, como campo de estudo e pesquisa, surgiu nos Estados Unidos na segunda metade no século XIX, ganhando r...
28/01/2026

A História Negra, como campo de estudo e pesquisa, surgiu nos Estados Unidos na segunda metade no século XIX, ganhando reconhecimento no século posterior. Já, no Brasil, a historiografia sobre a experiência negra tem avançado desde o século XX, configurando um cabedal intelectual que atende às demandas do contexto e dialoga com a produção estrangeira. O art temigo de Petrônio Domingues e Elaine Pereira Rocha tem como finalidade reportar e analisar o nascimento e consolidação da História Negra nos Estados Unidos. Em um segundo momento será discutido como, no Brasil, a escrita da história tem abordado a experiência negra no período da escravidão e da pós-Abolição, para daí indagar se o Brasil formulou prescrições de uma História Negra. Em caso positivo, saber se a nacional se assemelha a do paradigma estadunidense.

Leia o artigo na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0103

O artigo de Amailton Azevedo aborda  a noção de autoria negra sob o prisma da crítica pós-colonial. Para tanto, mobiliza...
21/01/2026

O artigo de Amailton Azevedo aborda a noção de autoria negra sob o prisma da crítica pós-colonial. Para tanto, mobiliza o conceito de Atlântico Negro como aporte teórico e metodológico para argumentar a favor de uma autoria negra. Se propõe, de igual modo, a pensá-la como um conjunto de saberes e fazeres complexos, dinâmicos e diversos que se desenvolveu entre a África e alhures. Desse modo, defende a autoria negra como uma transação intelectual transcultural e transnacional.

Leia o artigo que compõeo último dossiê da Tempo e Argumento na íntegra no site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0102



As particulares formações sociais da América Latina apresentam diferenças e semelhanças no processo de racialização de g...
12/01/2026

As particulares formações sociais da América Latina apresentam diferenças e semelhanças no processo de racialização de grupos subalternizados, sejam indígenas, negros ou não-brancos. Esses fenômenos de classificação social baseados na ideia de raça, em sociedades colonizadas, foram teorizados por diversos intelectuais do subcontinente, sejam ligados à militância de esquerda, aos movimentos sociais e às epistemologias decoloniais. Analisam-se as possibilidades inferenciais entre os conceitos de Colonialidade do Poder, de Aníbal Quijano, e as elaborações sobre Racismo Estrutural, perspectiva desenvolvida nos estudos raciais nos Estados Unidos e que encontra semelhanças com o caso brasileiro, nas ideias e teorias presentes no ativismo negro de Clóvis Moura e Lélia Gonzalez. Sem evidências de um diálogo direto, a convergência entre tais teorias, em hipótese, parte da metodologia histórico-estrutural, refletindo a estreita relação entre a colonialidade e a racialidade com o surgimento do capitalismo e da modernidade. Essa rede conceitual fortalece a construção de um conhecimento integrado e um diálogo fecundo com a teoria crítica latino-americana e a tradição negra radical brasileira.

Leia o artigo na íntegra pelo link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0101

A ditadura, que perdurou no Brasil entre 1964 e 1985, esteve diretamente vinculada à prática de graves violações aos Dir...
02/09/2025

A ditadura, que perdurou no Brasil entre 1964 e 1985, esteve diretamente vinculada à prática de graves violações aos Direitos Humanos, ataques contra trabalhadores, organizações e população urbana, cujas consequências se perpetuam na atualidade. Porém, as violações atingiram os povos originários (indígenas e afrodescendentes) em diferentes partes do país, especialmente na Amazônia, onde os grandes projetos desenvolvimentistas assentavam-se na exploração dos recursos naturais, como nos casos da extração do minério e da produção agropecuária. Os diferentes grupos étnicos que objetivamente sofreram as remoções forçadas, as mortes por doenças, ataques, envenenamentos, dentre outras possíveis violações, ainda atravessam um processo de questionamentos sobre seus territórios. Por isso, a importância da discussão a respeito das violações aos Direitos Humanos no espaço escolar, apresentando uma contraposição ao processo hegemônico de invisibilidade dos povos originários e distorções dos processos e evidências no Ensino de História.

Leia o artigo na íntegra pelo link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317442025e0202

A Revista Tempo e Argumento convida para o envio de artigos para o dossiê "Crises climáticas e consequências sociais: te...
14/08/2025

A Revista Tempo e Argumento convida para o envio de artigos para o dossiê "Crises climáticas e consequências sociais: teoria, história, historiografia", organizado por Claiton Marcio da Silva, William San Martin e André Secchieri Bailão.

PROPOSTA: As controvérsias sobre responsabilidade e as consequências das mudanças climáticas têm colocado o clima no centro dos debates públicos, estimulando estudos sobre caracterização, impactos, adaptação e mitigação. Diante das transformações planetárias, pesquisadores das humanidades têm se preocupado em tirar os fenômenos atmosféricos das margens de suas análises, buscando entender as complexas relações de interdependência entre planeta, vida e clima em múltiplas escalas. O clima e suas mudanças são vividos, experienciados e pensados de maneiras variadas em diferentes tempos e lugares, o que demanda investigações historiográficas. Assim, este dossiê busca reunir contribuições sobre as intersecções entre crises climáticas e suas consequências sociais, nos questionando sobre quais as potencialidades das discussões guiadas por diferentes campos da história e das humanidades. São bem-vindas contribuições que discutam mudanças históricas das percepções (científicas, filosóficas, humanísticas, culturais, midiáticas) sobre clima, e suas variabilidades e transformações, no passado e no tempo presente – um conjunto disputado de narrativas e experiências que embasaram explicações sobre o mundo, os seres e fenômenos não humanos, os povos e a história entre diferentes grupos, que pautaram políticas coloniais, nacionais e internacionais e a formação de redes de pesquisas. Também serão aceitos artigos que explorem como eventos climáticos se relacionam a mudanças sociais, às estruturas políticas e econômicas, a vulnerabilidades e resiliênciais; como eventos climáticos produzem e impactam conflitos, epidemias e crises diversas; como distintos grupos constroem narrativas e memórias dos eventos e atuam na esfera pública; e os conflitos entre formas de saber e viver, inclusive não ocidentais, relacionados às mudanças climáticas.

Acesse a chamada pelo endereço: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/dossie2026-1

Episódio 5: "Ditaduras na América Latina: os desdobramentos de uma tese".O tema das ditaduras na América Latina ocupou e...
12/08/2025

Episódio 5: "Ditaduras na América Latina: os desdobramentos de uma tese".

O tema das ditaduras na América Latina ocupou e ainda ocupa um espaço significado dentro dos debates da história do tempo presente. Com a abertura de arquivos, o surgimento de novas fontes e a proposição de problemas ainda não abordados referente a esses regimes, o campo de estudo das ditaduras tem se renovado constantemente, com pesquisas de fôlego.

Neste episódio do TeA podcast, João Júlio Gomes dos Santos Junior, professor do departamento de história da UDESC, e Ana Carolina Machado, doutoranda pelo PPGH UDESC, abordaram o tema a partir da experiência de pesquisa de Eliton Felipe de Souza, que resultou na tese “Muy Hermanos: A insurgência da ditadura militar brasileira nos países de América do Sul (1964-1985), defendida junto ao PPGH UDESC e premiada internacionalmente.

Ouça pelo Spotify: https://open.spotify.com/episode/4fvKLUS0YPBmVEEefyvPaj?si=WaHp_0duSfeCQ0ZhJG6EVw



O artigo de Erinaldo Cavalcanti se debruça sobre a ampliação das reflexões acerca dos saberes docentes da formação inici...
07/08/2025

O artigo de Erinaldo Cavalcanti se debruça sobre a ampliação das reflexões acerca dos saberes docentes da formação inicial do professor de história. Para isso, o auutor analisa como um conjunto de 115 estudantes matriculados no curso de licenciatura da Universidade Federal do Pará (UFPA) interpretam a questão: o que é necessário para ensinar história? Como metodologia, foi aplicado um questionário adotando, na sequência, os procedimentos quantitativos e qualitativos pelos quais foram catalogados os dados, e produzidos tabelas e gráficos sobre gênero, idade, cor e período em que estavam matriculados os discentes participantes. Em seguida, foram analisados os registros das respostas produzidas, problematizando os saberes que os futuros professores compreendem como necessários à docência. Pelos dados produzidos, percebe-se uma grande diversidade de saberes perfilando as interpretações dos discentes que envolvem os conhecimentos da área de referência, das áreas vizinhas e da própria experiência.

Acesse o texto na íntegra no site da revista. Link : https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317442025e0201

TENÇÃO: Prazo prorrogadoEste dossiê explora a trajetória histórica dos movimentos rebeldes protagonizados por populações...
31/07/2025

TENÇÃO: Prazo prorrogado
Este dossiê explora a trajetória histórica dos movimentos rebeldes protagonizados por populações afro-ameríndias na América Latina, destacando suas contribuições para a formação de resistências coletivas e ressignificação da ação política e da cultura no presente. O foco será em movimentos ocorridos nos séculos XX e XXI na perspectiva da história do tempo presente. O dossiê busca revelar como essas comunidades marginalizadas articularam estratégias de enfrentamento contra as estruturas opressivas, tanto de caráter colonial quanto republicano. O dossiê pretende reunir artigos que investiguem, sob diversas perspectivas, os fatores que impulsionaram movimentos e insurgências contemporâneas no Brasil e na América Latina. Entre os temas de interesse, estão as relações entre identidade étnica e resistência, as práticas culturais e religiosas como formas de subversão, e a influência dos movimentos afro-ameríndios sobre as lutas contemporâneas por direitos civis, territoriais e sociais. Além disso, o dossiê examinará o impacto dessas resistências na formação de uma memória coletiva e de discursos de identidade afro-ameríndia na América Latina. Autores são convidados a explorar tanto o papel das comunidades africanas e indígenas na organização de movimentos armados ou pacíficos, quanto as alianças entre essas populações e outros setores marginalizados, como camponeses e trabalhadores urbanos. A interação entre diferentes etnias e culturas dentro dos movimentos insurgentes será um ponto-chave, como a adaptação e transformação dessas lutas ao longo do tempo, em resposta às dinâmicas locais e globais de poder.

Outro aspecto central deste dossiê será a análise da memória e do legado dos movimentos e insurgências do passado distante no contexto contemporâneo. Como as populações afro-ameríndias têm reconfigurado suas narrativas históricas? De que forma as suas reivindicações de direitos têm sido articuladas em diálogos com o Estado e outras esferas sociais? Tais questões são fundamentais para entender como a história das resistências afro-ameríndias continua a moldar a política e a cultura da América Latina nos dias atuais.
Mai sinformações no site: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/dossie2025-3

O quarto episódio da segunda temporada do podcast Tempo e argumento tem como tema "História do Tempo Presente, Patrimôni...
29/07/2025

O quarto episódio da segunda temporada do podcast Tempo e argumento tem como tema "História do Tempo Presente, Patrimônio e Memória".

No âmbito da história do tempo presente, as discussões referentes ao patrimônio ocupam um lugar importante. Nessa seara, as possibilidades de abordagens são muitas, e perpassam não apenas os processos de monumentalização e patrimonialização, mas também os debates acerca das chamadas políticas de memória, dos usos públicos e políticos do passado, bem como dos chamados patrimônios incômodos, difíceis e sensíveis. Nesse sentido, no cerne das abordagens elaboradas na interface entre a história do tempo presente e o campo patrimonial, está o questionamento do que pode ou não ser considerado patrimônio, o que aponta uma relação permeada por disputas e batalhas por determinadas memórias em detrimento de outras. Neste episódio João Júlio Gomes dos Santos Júnior, professor do Departamento de História da UDESC, e Ana Carolina Machado, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História da UDESC, conversaram sobre a temática com Luís Alegría Licuime, docente na Universidade de Valparaíso, no Chile, um dos organizadores do dossiê "v. 16 n. 42 (2024): História do tempo presente, patrimônio e memória".

Ouça pelo spotify pelo endereço: https://open.spotify.com/episode/7fJBgVMUuUJZqkZ4cFPn9m?si=PJKUYj0DRCuj0k4XQjnbRQ.

Endereço

UDESC
Florianópolis, SC
88020-040

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