01/04/2026
O artigo de Leandro Seawrigt analisa parte das transformações da historiografia diante da inteligência artificial e da sociedade digital. Inicialmente, discute a possível reconfiguração da consciência histórica e os desafios metodológicos impostos pelo advento das tecnologias digitais, questionando se a historicidade das máquinas pode equiparar-se em certa medida à experiência humana. Em seguida, explora a semântica das máquinas por meio da metáfora do “náufrago” (empregada por Rodrigo Bonaldo), que ilustra a constante falibilidade implicada no trabalho de historiadores programadores e daqueles que incursionam pelo digital. Por fim, o artigo aborda a decolonialidade e a ética na sociedade digital, criticando os modelos eurocêntricos presentes na escrita da história e na programação algorítmica. Defende, ainda, a integração de perspectivas decoloniais para uma historiografia crítica. O estudo, assim, convida a uma reflexão sobre como as novas tecnologias podem reconfigurar o entendimento do tempo, da memória e da decolonialidade na disciplina histórica.
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