Revista Tempo e Argumento

Revista Tempo e Argumento Revista com foco em História do Tempo Presente vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Histó

Relembramos hoje a entrevista que a historiadora portuguesa Maria Inácia Rezola concedeu ao professor Reinaldo Lindolfo ...
17/07/2026

Relembramos hoje a entrevista que a historiadora portuguesa Maria Inácia Rezola concedeu ao professor Reinaldo Lindolfo Lohn (UDESC), publicada no peunúltimo número da Tempoe Argumento.

Rezola leciona na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS-IPL), em Lisboa, instituição na qual integra o doutorado em Ciências da Comunicação. Atuou na revista Comunicação Pública e é investigadora, desde 2024, do Laboratório de Investigação Aplicada em Comunicação e Media (LIACOM). Além disso, desde 1995, atua no Instituto de História Contemporânea (IHC), que é vinculado à Universidade NOVA de Lisboa. Nessa instituição obteve seu Doutorado em História Institucional e Política Contemporânea pela Faculdade de Ciência Sociais e Humanas, sob orientação de António Reis, com a tese “O Conselho da Revolução e a transição para a democracia em Portugal (1974-1976)”. Ao longo de sua trajetória profissional tem se dedicado a diferentes abordagens que envolvem a História política comparada, enfocando temas como transições políticas, colonialismo e memória. Os objetos de pesquisa a que se dedica a levam a apresentar uma extensa produção bibliográfica sobre autoritarismo, mudança política, democratização e justiça transicional nas novas democracias, assim como as interações Igreja-Estado e, particularmente, estudos sobre a mídia, o jornalismo e suas relações com a escrita da História. Publicou uma dezena de livros e muitos outros artigos e capítulos, bem como coeditou um dicionário de oito volumes sobre a Revolução Portuguesa de 1974-1975, em uma trajetória profissional de grande relevância. Dado o impacto de sua produção nos debates públicos em seu país acerca da conhecida “Revolução dos Cravos” e seus desdobramentos políticos e sociais, foi nomeada pelo Conselho de Ministros Português, em 2022, Comissária Executiva da Comissão das Comemorações do Quinquagésimo Aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Para ler na íntegra, acesse o link da revista: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0301

O artigo de Leandro Seawrigt analisa parte das transformações da historiografia diante da inteligência artificial e da s...
01/04/2026

O artigo de Leandro Seawrigt analisa parte das transformações da historiografia diante da inteligência artificial e da sociedade digital. Inicialmente, discute a possível reconfiguração da consciência histórica e os desafios metodológicos impostos pelo advento das tecnologias digitais, questionando se a historicidade das máquinas pode equiparar-se em certa medida à experiência humana. Em seguida, explora a semântica das máquinas por meio da metáfora do “náufrago” (empregada por Rodrigo Bonaldo), que ilustra a constante falibilidade implicada no trabalho de historiadores programadores e daqueles que incursionam pelo digital. Por fim, o artigo aborda a decolonialidade e a ética na sociedade digital, criticando os modelos eurocêntricos presentes na escrita da história e na programação algorítmica. Defende, ainda, a integração de perspectivas decoloniais para uma historiografia crítica. O estudo, assim, convida a uma reflexão sobre como as novas tecnologias podem reconfigurar o entendimento do tempo, da memória e da decolonialidade na disciplina histórica.

Leia o texto na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0107

os últimos anos, a discussão em torno da decolonialidade tem avançado no campo das ciências humanas e sociais, em especi...
03/03/2026

os últimos anos, a discussão em torno da decolonialidade tem avançado no campo das ciências humanas e sociais, em especial no campo da história. Entendemos a decolonialidade como um movimento teórico indissociável da práxis (ação) e que busca, entre outras coisas, a (re)fundação das universidades brasileiras (Carvalho, 2019). Nesse sentido, a ruptura com a colonialidade, passa invariavelmente pela necessidade de dialogar com as epistemologias formuladas por aqueles/as alçados à condição de “condenados da terra”. Em consonância com a perspectiva da decolonialidade, o artigo de Felipe Alves de Oliveira busca, a partir dos diálogos com importantes teóricas negras, Audre Lorde, bell hooks e Grada Kilomba refletir sobre a importância de se romper com a noção de intelectual forjada pela colonialidade. Partindo da noção de que o/a intelectual é alguém que produz ideias contra-hegemônicas (bell hooks), o texto apresenta a trajetória de José Correia Leite, um dos maiores expoentes do movimento negro brasileiro do século XX. A partir do percurso intelectual de Leite, o retoma artigo importantes aspectos da luta protagonizada por mulheres e homens negros(as) no Brasil em busca na “nova abolição”.

Leia o texto na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0105

A História Negra, como campo de estudo e pesquisa, surgiu nos Estados Unidos na segunda metade no século XIX, ganhando r...
28/01/2026

A História Negra, como campo de estudo e pesquisa, surgiu nos Estados Unidos na segunda metade no século XIX, ganhando reconhecimento no século posterior. Já, no Brasil, a historiografia sobre a experiência negra tem avançado desde o século XX, configurando um cabedal intelectual que atende às demandas do contexto e dialoga com a produção estrangeira. O art temigo de Petrônio Domingues e Elaine Pereira Rocha tem como finalidade reportar e analisar o nascimento e consolidação da História Negra nos Estados Unidos. Em um segundo momento será discutido como, no Brasil, a escrita da história tem abordado a experiência negra no período da escravidão e da pós-Abolição, para daí indagar se o Brasil formulou prescrições de uma História Negra. Em caso positivo, saber se a nacional se assemelha a do paradigma estadunidense.

Leia o artigo na íntegra pelo site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0103

O artigo de Amailton Azevedo aborda  a noção de autoria negra sob o prisma da crítica pós-colonial. Para tanto, mobiliza...
21/01/2026

O artigo de Amailton Azevedo aborda a noção de autoria negra sob o prisma da crítica pós-colonial. Para tanto, mobiliza o conceito de Atlântico Negro como aporte teórico e metodológico para argumentar a favor de uma autoria negra. Se propõe, de igual modo, a pensá-la como um conjunto de saberes e fazeres complexos, dinâmicos e diversos que se desenvolveu entre a África e alhures. Desse modo, defende a autoria negra como uma transação intelectual transcultural e transnacional.

Leia o artigo que compõeo último dossiê da Tempo e Argumento na íntegra no site da revista. Link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0102



As particulares formações sociais da América Latina apresentam diferenças e semelhanças no processo de racialização de g...
12/01/2026

As particulares formações sociais da América Latina apresentam diferenças e semelhanças no processo de racialização de grupos subalternizados, sejam indígenas, negros ou não-brancos. Esses fenômenos de classificação social baseados na ideia de raça, em sociedades colonizadas, foram teorizados por diversos intelectuais do subcontinente, sejam ligados à militância de esquerda, aos movimentos sociais e às epistemologias decoloniais. Analisam-se as possibilidades inferenciais entre os conceitos de Colonialidade do Poder, de Aníbal Quijano, e as elaborações sobre Racismo Estrutural, perspectiva desenvolvida nos estudos raciais nos Estados Unidos e que encontra semelhanças com o caso brasileiro, nas ideias e teorias presentes no ativismo negro de Clóvis Moura e Lélia Gonzalez. Sem evidências de um diálogo direto, a convergência entre tais teorias, em hipótese, parte da metodologia histórico-estrutural, refletindo a estreita relação entre a colonialidade e a racialidade com o surgimento do capitalismo e da modernidade. Essa rede conceitual fortalece a construção de um conhecimento integrado e um diálogo fecundo com a teoria crítica latino-americana e a tradição negra radical brasileira.

Leia o artigo na íntegra pelo link: https://revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180317452025e0101

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