Revista Carta Bem Viver

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Objetivo: Tratar dos temas da atualidade, economia, política e cultura do município, do estado e do país, fazendo um contraponto das informações apresentada. Público-alvo: Lideranças políticas, eclesiais,militares, civis,intelectuais, educadores,educando, sindicalistas, empresários e o público em geral.

🇧🇷🗳️ Federação Brasil da Esperança entra na disputa em Goiás com 18 candidatos e mira ampliação da bancada federal🔴 Adri...
14/08/2026

🇧🇷🗳️ Federação Brasil da Esperança entra na disputa em Goiás com 18 candidatos e mira ampliação da bancada federal

🔴 Adriana Accorsi e Rubens Otoni largam com força eleitoral comprovada; Delúbio Soares, fundador da CUT e participante da histórica campanha que levou Lula pela primeira vez à Presidência, surge na disputa pela terceira cadeira

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, entra na eleição de 2026 em Goiás com uma nominata de 18 candidatos a deputado federal e o desafio de ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.

🤝 A composição reúne parlamentares experientes, lideranças políticas e sindicais, professores, representantes de movimentos sociais e novas candidaturas.

Mais do que o desempenho individual de cada nome, porém, será a soma dos votos dos 18 candidatos que ajudará a definir quantas das 17 cadeiras de Goiás a Federação conseguirá conquistar.

📊 Na eleição proporcional, cada voto conta para a chapa. Por isso, candidatos que não aparecem entre os favoritos também cumprem papel fundamental na construção da votação coletiva e na disputa pelas vagas.

🗳️ OS 18 CANDIDATOS DA FEDERAÇÃO

🔴 Partido dos Trabalhadores – PT

🔴 Delegada Adriana Accorsi – 1331
🔴 Carlos Maranhão – 1378
🔴 Catarino Silva – 1315
🔴 Daniel Caçapava – 1300
🔴 Delúbio Soares – 1390
🔴 Professor Edward Madureira – 1310
🔴 Flaviane Santos – 1399
🔴 Mãe Isabel de Oxum – 1307
🔴 Maju Ferrari – 1367
🔴 Professora Railda – 1333
🔴 Professor Maurélio – 1314
🔴 Rubens Otoni – 1313
🔴 Suzana Carvalho – 1377
🔴 Valério Luiz – 1312

🔴 PCdoB

⭐ Claudia Trajano – 6513
⭐ Professor Fábio Tokarski – 6565
🟢 Partido Verde – PV
🌱 Denise Santos – 4343
🌱 Edmotos – 4333

📈 Adriana e Rubens começam na dianteira
O histórico eleitoral coloca Adriana Accorsi e Rubens Otoni como dois dos nomes de maior projeção eleitoral da chapa.

🗳️ Adriana recebeu 96.714 votos para deputada federal em 2022 e conquistou mandato na Câmara dos Deputados. Além disso, ampliou sua exposição política estadual ao disputar posteriormente a Prefeitura de Goiânia.

Rubens Otoni possui uma das trajetórias eleitorais mais consolidadas do PT goiano. Em 2022 recebeu 83.539 votos, além de carregar resultados expressivos em eleições anteriores.

📊 Na pesquisa espontânea citada nesta análise, Adriana aparece com 2,6% e Rubens com 1,8%.
Na fotografia apresentada pela pesquisa, ambos aparecem na dianteira entre os nomes da Federação.

🔴 Delúbio: das lutas sindicais à primeira vitória de Lula
Entre os integrantes da nominata, Delúbio Soares possui uma trajetória política singular.

👨‍🏫 Professor e militante sindical, Delúbio participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores – CUT, uma das principais organizações sindicais do país.

✊ Ao longo de sua trajetória, também exerceu funções de direção na entidade e participou da organização política e sindical dos trabalhadores.

Sua história está igualmente ligada à construção do Partido dos Trabalhadores e ao projeto político liderado por Luiz Inácio Lula da Silva.

🇧🇷 Um dos momentos marcantes dessa trajetória ocorreu em 2002.

Delúbio teve atuação na área financeira da campanha presidencial que levou Lula à Presidência da República pela primeira vez.

A vitória de 2002 representou um divisor de águas na política brasileira. Depois de três candidaturas anteriores, Lula venceu a eleição e iniciou seu primeiro mandato em janeiro de 2003.

📌 Delúbio integrou a estrutura política e financeira daquela campanha histórica.

Esse percurso permite compreender sua candidatura de 2026 para além de uma estreia eleitoral.

Delúbio chega à disputa carregando décadas de militância sindical, construção partidária, articulação política e participação direta em um dos episódios mais marcantes da história do PT: a primeira eleição presidencial de Lula.

🎯 O desafio agora é transformar esse patrimônio político em votos.

📊 Pesquisa coloca Delúbio entre os principais nomes da Federação

A pesquisa espontânea utilizada como referência nesta análise apresentou:

🥇 Adriana Accorsi – 2,6%
🥈 Rubens Otoni – 1,8%
🥉 Delúbio Soares – 0,7%
📚 Edward Madureira – 0,3%

Somados, os quatro alcançam 5,4% das citações espontâneas.

⚠️ É importante esclarecer que uma pesquisa espontânea não pode ser transformada automaticamente em resultado eleitoral.

Uma parcela expressiva do eleitorado ainda pode não ter definido candidato, outros integrantes da Federação podem não aparecer individualmente entre os nomes publicados e a eleição proporcional depende da votação válida efetivamente registrada nas urnas.

Mesmo assim, a pesquisa oferece uma fotografia do atual momento eleitoral.

🎓 Edward Madureira segue competitivo
A posição apresentada pela pesquisa não significa que a disputa interna esteja definida.

Professor Edward Madureira possui um importante ativo: votação eleitoral anterior comprovada.

🗳️ Em 2022, Edward recebeu aproximadamente 55 mil votos para deputado federal, ficando na suplência da Federação.

Trata-se, portanto, de um candidato com base eleitoral já demonstrada nas urnas.

A disputa apresenta características diferentes:
📊 Delúbio aparece melhor posicionado na pesquisa espontânea utilizada nesta análise.

🗳️ Edward carrega uma votação estadual anterior superior a 50 mil votos.

Será o desenvolvimento da campanha e, finalmente, o voto do eleitor nas urnas que determinarão o resultado.

📈 Projeção analítica de votação

Considerando histórico eleitoral, pesquisa espontânea, mandato, conhecimento público, capilaridade política e potencial de campanha, esta análise trabalha com faixas hipotéticas de votação, que não representam pesquisa eleitoral nem previsão oficial:

🔴 Adriana Accorsi – PT: 95 mil a 120 mil
🔴 Rubens Otoni – PT: 80 mil a 100 mil
🔴 Delúbio Soares – PT: 50 mil a 85 mil
🔴 Edward Madureira – PT: 40 mil a 65 mil
⭐ Fábio Tokarski – PCdoB: 10 mil a 25 mil
🔴 Valério Luiz – PT: 5 mil a 12 mil
🔴 Professor Maurélio – PT: 2 mil a 6 mil
🔴 Catarino Silva – PT: 2 mil a 6 mil
🔴 Daniel Caçapava – PT: 1 mil a 4 mil
🔴 Mãe Isabel de Oxum – PT: 1 mil a 4 mil
🔴 Carlos Maranhão – PT: 1 mil a 4 mil
🔴 Professora Railda – PT: 1 mil a 3 mil
🔴 Flaviane Santos – PT: 1 mil a 3 mil
🔴 Maju Ferrari – PT: 1 mil a 3 mil
🔴 Suzana Carvalho – PT: 1 mil a 3 mil
⭐ Claudia Trajano – PCdoB: 1 mil a 3 mil
🌱 Denise Santos – PV: 500 a 2 mil
🌱 Edmotos – PV: 500 a 2 mil

⚠️ Essas faixas devem ser entendidas exclusivamente como cenários analíticos, construídos a partir das informações consideradas no artigo, e não como resultados de pesquisa eleitoral.

🏛️ Quanto pode alcançar a Federação?
A soma dos diferentes potenciais permite trabalhar com três cenários hipotéticos.

📉 Cenário conservador

➡️ 290 mil a 320 mil votos
Nesse cenário, a Federação precisaria acompanhar atentamente o desempenho das demais chapas e a distribuição das vagas.

📊 Cenário intermediário

➡️ 350 mil a 400 mil votos
A votação colocaria a chapa em uma posição mais competitiva na distribuição das cadeiras.

📈 Cenário de crescimento

➡️ Acima de 400 mil, podendo chegar a 450 mil votos ou mais

Nesse patamar, cresce a possibilidade de ampliação da representação, sempre dependendo da votação total das demais federações e partidos e da aplicação das regras do sistema proporcional.

🤝 A força dos outros 14 candidatos pode ser decisiva
Um erro seria analisar apenas Adriana, Rubens, Delúbio e Edward.

Os demais 14 candidatos também poderão ter papel determinante na votação coletiva da Federação.
Imagine-se, por exemplo, que os quatro nomes de maior projeção produzam juntos aproximadamente 300 mil votos.

Se os outros 14 candidatos somarem apenas 30 mil, a Federação alcançaria cerca de 330 mil votos.
Mas, se produzirem conjuntamente 70 mil, 80 mil ou 100 mil votos, a chapa poderá ultrapassar a faixa de 400 mil votos.

É justamente essa votação complementar que pode fazer diferença na composição final da bancada.
Por isso, candidaturas como:

⭐ Fábio Tokarski
🔴 Valério Luiz
🔴 Professor Maurélio
🔴 Catarino Silva
🔴 Mãe Isabel de Oxum
🔴 Daniel Caçapava
🔴 Professora Railda
🔴 Carlos Maranhão
🔴 Flaviane Santos
🔴 Maju Ferrari
🔴 Suzana Carvalho
⭐ Claudia Trajano
🌱 Denise Santos
🌱 Edmotos

possuem importância estratégica para a votação coletiva da Federação.

✅ Cada voto dado a um candidato também contribui para o desempenho eleitoral da legenda/federação dentro das regras do sistema proporcional.

🔴 Delúbio e o desafio de transformar história em votos
A candidatura de Delúbio Soares é difícil de projetar numericamente porque não existe uma eleição recente sua para deputado federal que possa servir como parâmetro direto.

Entretanto, sua trajetória possui ativos políticos próprios.
✊ Participou da fundação da CUT.
🔴 Construiu décadas de relações no movimento sindical.
🤝 Participou da organização política do PT.
🇧🇷 Teve atuação na área financeira da campanha que levou Lula à Presidência pela primeira vez, em 2002.
Agora, essa trajetória será novamente submetida ao teste direto das urnas em Goiás.

📊 Dentro dos cenários trabalhados neste artigo, uma votação entre 60 mil e 80 mil votos o manteria em posição competitiva.

Acima desse patamar, sua candidatura ganharia ainda maior peso dentro da votação coletiva.
Mas existe um elemento fundamental:

🤝 Nenhum candidato disputa isoladamente no sistema proporcional.

O desempenho da Federação depende não apenas dos votos individuais dos nomes mais conhecidos, mas também da contribuição eleitoral de toda a nominata.

🇧🇷🗳️ A eleição será coletiva

As eleições proporcionais mostram que não basta reunir candidaturas individualmente competitivas.

É necessário construir uma chapa eleitoralmente forte.
🔴 Adriana Accorsi possui mandato e votação comprovada.

🔴 Rubens Otoni carrega décadas de experiência eleitoral.

🎓 Edward Madureira possui uma importante base de votos construída anteriormente.

✊ Delúbio Soares acrescenta à disputa sua história sindical, sua participação na fundação da CUT, décadas de construção partidária e sua atuação na campanha que levou Lula ao Palácio do Planalto pela primeira vez.

🤝 Ao lado deles estão outros 14 candidatos, cuja soma também poderá ser determinante para o tamanho final da bancada.

Assim, uma das grandes questões da eleição para a Federação Brasil da Esperança em Goiás será saber quantos deputados a força coletiva de seus 18 candidatos conseguirá eleger.

📊 O cenário somente poderá ser confirmado pelas urnas e pelos cálculos previstos na legislação eleitoral.

Até lá, cada campanha, cada município conquistado e cada voto somado poderá fazer diferença no resultado coletivo.

✍️ João Rodrigues – João Moradia
📰 Jornalista e Professor de Letras
🎓 Especialista em Gestão e Políticas Públicas
📚 Especialista em Pedagogia Catequética





🇧🇷 Goiás diante de um novo cenário político em 2026✍️ Por João MoradiaA política raramente se repete da mesma forma. Cad...
03/08/2026

🇧🇷 Goiás diante de um novo cenário político em 2026

✍️ Por João Moradia

A política raramente se repete da mesma forma. Cada eleição é influenciada por circunstâncias próprias, pela conjuntura econômica, pelo desempenho dos governos, pelas alianças partidárias e, sobretudo, pelo comportamento do eleitorado. Por isso, compreender o cenário de 2026 exige olhar para os resultados de 2022, mas também reconhecer que novas variáveis poderão influenciar a próxima disputa.

📊 Na última eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República com 50,90% dos votos válidos no Brasil. Em Goiás, entretanto, o resultado foi diferente: Jair Bolsonaro recebeu 2.193.041 votos (58,71%), enquanto Lula obteve 1.542.115 votos (41,29%).

Esses números revelam duas realidades distintas: uma preferência majoritária do eleitorado goiano por Bolsonaro e, ao mesmo tempo, uma base expressiva de mais de um milhão e meio de eleitores que optaram por Lula.

🔎 É justamente essa combinação que torna o cenário de 2026 objeto de tantas análises. Entre as hipóteses debatidas por observadores da política está a possibilidade de que o campo da direita apresente mais de uma candidatura competitiva à Presidência da República. Nomes como Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro são frequentemente mencionados nesse contexto. Caso esse quadro venha a se concretizar, a dinâmica eleitoral em Goiás poderá ser diferente da observada em 2022. Ainda assim, esse é apenas um dos fatores em jogo. O resultado dependerá também das alianças, das campanhas, do contexto econômico e da decisão dos eleitores.

🤝 Outro aspecto que merece atenção é a participação da sociedade. A experiência das últimas eleições mostrou a importância da organização comunitária, dos movimentos sociais e dos espaços de diálogo. Em diversas regiões do país, os Comitês Populares de Luta promoveram reuniões, debates e iniciativas de participação cidadã. Independentemente das preferências partidárias, experiências desse tipo ampliam a discussão pública e aproximam a população das decisões que afetam seu cotidiano.

🏗️ Também é essencial que o debate eleitoral seja acompanhado de uma avaliação das políticas públicas. Obras de infraestrutura, investimentos em educação, saúde, habitação, ciência, tecnologia, agricultura, geração de emprego e desenvolvimento regional são elementos que ajudam os cidadãos a formar sua opinião sobre a atuação dos governos.

🚀 Da mesma forma, o país continuará discutindo temas estratégicos para os próximos anos, como inovação, reindustrialização, transição energética, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental, redução das desigualdades e fortalecimento das instituições democráticas. Esses assuntos extrapolam a disputa entre candidaturas e dizem respeito ao projeto de desenvolvimento que a sociedade deseja construir.

🗳️ As eleições de 2026, portanto, não serão apenas uma comparação com 2022. Elas representarão uma nova oportunidade para que os brasileiros avaliem resultados, examinem propostas e definam, pelo voto, os rumos do país. Em uma democracia, esse processo se fortalece quando é acompanhado de informação, participação e debate público qualificado.

👤 Sobre o autor
João Rodrigues, conhecido como João Moradia, é professor de Língua Portuguesa, licenciado em Letras pelas Faculdades IESGO, especialista em Pedagogia Catequética pela PUC Goiás e em Gestão e Políticas Públicas pela FESP/SP. É jornalista e dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT).
Foi secretário municipal de Meio Ambiente de Formosa, presidente do Conselho Tutelar, presidente do Diretório Municipal do PT de Formosa e coordenador diocesano da Pastoral da Catequese da Diocese de Formosa.
Atualmente é coordenador da Rede Bem Viver, coordenador do Núcleo de Base Frei Tito de Alencar Lima (PT), coordenador-geral dos Comitês Populares de Luta de Formosa e Região, idealizador e assessor técnico-administrativo do Instituto Socioambiental Formosa para Todos (ISAFPT) e diretor nacional da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM).

23/06/2026

📰 Editorial | Formosa e a crise previdenciária: quando o passado pesa sobre o presente ⚖️📊

A discussão sobre a dívida previdenciária do FORMOSAPREVI em Formosa (GO) não é apenas um tema contábil ou administrativo. Ela expõe, de forma contínua e incômoda, um problema estrutural de longa duração na gestão das contas públicas municipais: o desequilíbrio entre arrecadação, repasses previdenciários e compromissos com os servidores.

O que se observa nos registros legais e históricos é que o passivo previdenciário não surgiu de um único ponto no tempo, nem pode ser atribuído a uma única administração. Ele se construiu ao longo de anos, por meio de sucessivos parcelamentos, reparcelamentos e atrasos de contribuições patronais que deveriam ter sido repassadas regularmente ao regime próprio.

Esse tipo de dinâmica tem um efeito conhecido na gestão pública: o problema não desaparece, apenas é empurrado para frente. A cada renegociação, o alívio imediato no caixa convive com o crescimento do passivo futuro, pressionado por juros, correções e novas obrigações que continuam surgindo.

Entre 2005 e 2008, já havia sinais de dificuldades no repasse das contribuições, levando aos primeiros parcelamentos. 🧾 Em 2013, novos débitos foram formalizados em lei, consolidando juridicamente parte da dívida. Nos anos seguintes, especialmente entre 2016 e 2017, novas renegociações ampliaram prazos e incorporaram passivos antigos. Mais recentemente, entre 2022 e 2024, novos registros indicaram a continuidade desse ciclo, com estimativas debatidas politicamente na casa de dezenas de milhões de reais.

O ponto central não está apenas nos números, mas na persistência do padrão. O regime próprio de previdência exige previsibilidade, responsabilidade fiscal e disciplina contínua. Quando esses elementos falham de forma recorrente, o resultado é a erosão gradual da confiança no sistema e a ampliação da pressão sobre o orçamento público. 📉

No cenário mais recente da Câmara Municipal 🏛️, a votação apertada em matérias do Executivo — com 8 votos favoráveis, 7 contrários e 1 abstenção — revela um ambiente político de forte divisão e vigilância. Ainda que a aprovação represente a manutenção da governabilidade, o placar também indica que há preocupações relevantes em relação aos impactos fiscais e previdenciários das decisões tomadas.

É nesse ponto que o debate precisa ir além da disputa política imediata. A previdência dos servidores não é apenas uma conta do governo de plantão; ela representa compromissos de longo prazo com trabalhadores que dedicaram anos ao serviço público. 👥 Qualquer fragilidade nesse sistema tende a se converter em risco institucional e social.

O desafio que se impõe ao município não é apenas reconhecer a existência do passivo, mas enfrentar suas causas estruturais. Isso exige transparência contínua, planejamento atuarial consistente e, sobretudo, compromisso intertemporal — ou seja, a capacidade de decisões atuais não agravarem ainda mais o cenário futuro. ⚖️

Formosa, como tantos municípios brasileiros, vive o dilema clássico da gestão previdenciária: equilibrar o presente sem comprometer o amanhã. Ignorar essa equação não a elimina — apenas a torna mais cara e mais difícil de resolver com o passar do tempo.

O debate, portanto, está longe de encerrado. E talvez essa seja a única certeza: enquanto o modelo de financiamento e gestão do regime próprio não for tratado com prioridade estratégica, a previdência continuará sendo um tema recorrente, sensível e politicamente decisivo no município. 📌

João Rodrigues 🖋️
Jornalista e professor, graduado em Letras (Língua Portuguesa e Inglesa), com especialização em Pedagogia Catequética e em Gestão e Políticas Públicas.

✊ MARCHA DO BEM VIVER – Formosa a BrasíliaNo dia 7 de maio de 2026, moradores, lideranças comunitárias e movimentos soci...
08/04/2026

✊ MARCHA DO BEM VIVER – Formosa a Brasília
No dia 7 de maio de 2026, moradores, lideranças comunitárias e movimentos sociais participarão da Marcha do Bem Viver, saindo de Formosa (GO) em direção a Brasília (DF) para fortalecer a luta por moradia digna, justiça social e direito à cidade.
👥 A marcha homenageia os patronos dos residenciais:
🏠 Residencial Miguel Lobato
🏠 Residencial Dona Lindu
🏠 Residencial Lindolfo Florêncio de Melo
📍 A mobilização passará por importantes espaços públicos da capital federal, incluindo a Caixa Econômica Federal, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, levando a voz do povo que luta pelo direito de morar bem para bem viver.
✊ Por moradia digna para o povo!
🏠 Instituto de Moradia Formosa Para Todos
🌱 Projeto Morar Bem Para Bem Viver
📢 Organização:
Rede Bem Viver – ISAFPT, AHDM, Comitês Populares Dona Lindu, Miguel Lobato e Darci Accorsi
🤝 Apoio: CONAM
📣 Marcação institucional e apoio democrático













🤝 Apoio político e institucional


















08/04/2026
Piso do magistério: valorização da educação é compromisso com o futuro do BrasilPor João RodriguesA recente decisão do G...
21/01/2026

Piso do magistério: valorização da educação é compromisso com o futuro do Brasil

Por João Rodrigues

A recente decisão do Governo Federal de corrigir a fórmula de cálculo do piso salarial nacional do magistério e garantir um reajuste de 5,4% para 2026 não é um favor aos professores. Trata-se do cumprimento da lei, do respeito à educação pública e do reconhecimento de que não existe país desenvolvido sem valorização de seus educadores.

A tentativa inicial de aplicar um reajuste de apenas 0,37%, com base em uma interpretação restritiva da Lei nº 11.738/2008, representava um grave retrocesso. Não repunha a inflação, não garantia ganho real e contrariava o espírito da lei do piso, criada para assegurar dignidade salarial e valorização profissional. A reação da categoria foi legítima, necessária e vitoriosa.

A mobilização nacional dos trabalhadores em educação, organizada pela CNTE, aliada ao diálogo institucional com o Ministério da Educação, resultou na edição de uma Medida Provisória que altera a metodologia de cálculo do reajuste. A nova regra considera a inflação somada ao crescimento médio do Fundeb nos últimos cinco anos, garantindo ganho real e fortalecendo o piso como política permanente de valorização do magistério.

É impossível falar do piso do magistério sem reconhecer o papel histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi no seu governo que o piso nacional foi criado, em 2008. Tenho o privilégio de afirmar que testemunhei presencialmente, no Palácio do Planalto, o presidente Lula sancionando a lei do piso nacional do magistério. Aquele momento simbolizou uma mudança de paradigma: o Estado brasileiro reconhecendo que professor não pode ser tratado como gasto, mas como investimento estratégico.

Por isso, é fundamental afirmar com clareza: os municípios devem acatar integralmente essa decisão do Governo Federal. Piso é lei, não é sugestão. Da mesma forma, é obrigatório o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, que garante a todos os professores o direito a 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse, como planejamento, estudos, formação continuada e coordenação pedagógica. Negar esse direito é precarizar o trabalho docente e comprometer a qualidade da educação.

A valorização da educação não pode ser seletiva. Professores, merendeiras, porteiros, secretários e demais funcionários de escola também são educadores. Uma escola não funciona sem esses profissionais. Por isso, é urgente avançar na construção de um piso salarial nacional para os funcionários da educação, garantindo justiça e reconhecimento a quem sustenta o cotidiano escolar.

Educação pública forte exige investimento, respeito à lei e compromisso político. Defender o piso do magistério e os direitos dos trabalhadores da educação é defender o futuro do Brasil.

País justo e soberano é um país que valoriza a educação, os alunos e os trabalhadores da Educação.

João Rodrigues
Professor da Rede Pública Municipal de Planaltina de Goiás ✊📚🇧🇷

Endereço

Rua Claudiano Rocha, 279 Centro Formosa
Formosa, GO
73807-285

Telefone

+556196347239

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