04/04/2026
Meu filho Ravi,
Antes de você existir no mundo, você já existia como intenção. Não apenas minha e do seu pai, mas de Deus, que esteve presente durante todo o processo e,principalmente, quando o medo tentou falar mais alto, e filho, quando os desafios vieram tudo o que eu tinha era fé. E foi o suficiente. Deus cuidou de tudo e ficamos bem.
Esses dias uma amiga me perguntou o que eu achava de ser mãe de menino. Respondi qualquer coisa, não quis me aprofundar. Mas essa pergunta ficou comigo. E eu percebi que tenho muito a dizer sobre isso mais do que cabia numa conversa.
Ser mãe de menino é, ao mesmo tempo, um ato político, espiritual e filosófico.
É político porque cada escolha que faço na sua criação reverbera além dessas quatro paredes. O menino que aprende em casa que força não é violência, que amor não é posse, que presença vale mais que poder, esse menino um dia vai ocupar espaços, vai ter relacionamentos, vai influenciar outros homens. E o mundo vai ser diferente por causa disso.
É espiritual porque acredito que almas não chegam por acaso. Você foi confiado a mim por Deus. Não para ser meu, mas para ser do mundo do jeito certo. A Bíblia diz em Provérbios 22:6 que devemos instruir a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. Essa palavra não é só uma orientação, é um pacto. Estou plantando em você a partir de hoje o que espero ver florescer no homem que você será amanhã.
É filosófico porque me obriga a perguntar, todos os dias: que tipo de ser humano eu quero ajudar a formar? Não apenas um homem de sucesso, mas um homem de valor e princípios inegociáveis.
O mundo tem muitos homens. Precisa de mais homens inteiros. E eu, Ravi, escolho te criar inteiro com emoção e razão, com fé e questionamento, com raízes profundas e asas livres.E Deus me ajude nessa missão.
Você ainda não sabe o seu nome. Mas Deus já sabe o seu propósito, e me honrou ao me escolher para caminhar ao seu lado.
Com amor,
Sua Mamãe ❤️