07/03/2026
Pesquisadores que estudam a habitabilidade do solo marciano observaram que certos compostos presentes no regolito — a camada de poeira e rochas que cobre a superfície do planeta — podem prejudicar ou inibir organismos microscópicos.
O estudo, publicado no Penn State, da Universidade Estadual da Pensilvânia, aponta um possível paradoxo para futuras missões espaciais. As mesmas características químicas que tornam a superfície de Marte hostil à vida também podem ajudar a evitar que microrganismos terrestres contaminem o planeta, um risco levado muito a sério pelas agências espaciais.
Ao serem colocados no simulador MGS-1, os tardígrados rapidamente mostraram sinais de estresse. Em dois dias, muitos deles entraram em estado de dormência.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada pela microbiologista Corien Bakermans, da Universidade Estadual da Pensilvânia.
Os cientistas analisaram como tardígrados — pequenos animais microscópicos conhecidos como “ursos-d’água” — reagem quando expostos a um solo que simula a composição química de Marte.
Fonte: CNN