26/01/2026
Fortaleza dos anos 60 respirava vida na **Praça do Ferreira**. Ali não era só um espaço urbano: era o **coração pulsante** da cidade. O chão fervia de passos, ideias e encontros. Homens de chapéu, ternos claros, mulheres elegantes, leques discretos, conversas que começavam banais e terminavam filosóf**as.
A praça era ponto de **intelectuais, políticos, boêmios, jornalistas, artistas e curiosos**. No **Café Java, no Iracema, no Art-Nouveau**, o café era forte e a palavra mais ainda. Discutia-se futebol, poesia, política, espiritismo, futuro, destino… cada mesa um pequeno universo. Quem sentava ali aprendia a ouvir e a falar.
Os **bancos da praça** eram palcos de encontros casuais e decisivos: namoros que nasciam, amizades eternas, conspirações políticas, debates acalorados. Era comum alguém sair de casa sem rumo certo e acabar a tarde transformado por uma conversa.
A Praça do Ferreira funcionava como um **campo energético coletivo**: ideias circulavam como correntes invisíveis, cada pessoa alimentando o todo. Era ali que Fortaleza pensava, sonhava e se reconhecia. Um verdadeiro templo laico da convivência, onde o tempo desacelerava e a cidade se encontrava consigo mesma.