08/06/2026
A partir de julho de 2026, os veículos importados movidos a bateria e os modelos que usam motores a combustão e bateria passam a ser tributados com a alíquota máxima de 35 por cento de imposto de importação.
A medida conclui o cronograma de recomposição tarifária iniciado pelo Governo Federal em 2024 e tem como objetivo fortalecer a indústria automotiva instalada no país, incentivar a fabricação local e estimular novos investimentos produtivos.
Com a entrada em vigor da tarifa cheia, a tendência é de aumento sobre os preços dos veículos com essa tecnologia importados. Montadoras que exclusivamente importam seus veículos poderão enfrentar custos maiores para manter seus produtos competitivos, o que pode resultar em reajustes nas tabelas de preços. O impacto varia conforme o nível de nacionalização, a estratégia comercial de cada fabricante e a absorção parcial dos custos pelas empresas.
Diante desse cenário, diversas marcas aceleraram projetos de produção nacional e ampliaram os investimentos em fábricas e fornecedores locais para reduzir as importações e minimizar os efeitos da tributação. Ao mesmo tempo, os modelos fabricados no Brasil seguem contando com vantagens competitivas, incluindo incentivos fiscais concedidos por alguns estados, o que reforça o processo de nacionalização da indústria automotiva.
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