Associação Goiana de Imprensa - AGI

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A AGI é uma entidade sem fins lucrativos, que não tem partido e nem religião, mas propicia voz a todos que respeitam as liberdades. A AGI não luta por grupos, mas pelo coletivo. E não adianta tergiversar. O processo de construção da paz passa, necessariamente, pela união de todos(as) os(as) comunicadores(as). A entidade é constituída por todos que trabalham ou tenham trabalhado na comunicação [jor

nalistas, relações públicas, radialistas, fotógrafos(as), cinegrafistas, publicitários(as), articulistas, escritores(as)] em Goiás, tendo por objetivo a defesa de seus associados em assuntos ligados à imprensa e às instituições do Estado e da Nação. Fundada em 1934, a AGI produz/edita jornal (bimestral), produz/edita revista (trimestral), edita livros, produz/edita conteúdo para as sua rede social, assim como realiza produção/edição às áreas da cultural, cinematográf**a, da educação e da saúde.

JORNALISMO INVESTIGATIVO DIZ ADEUS A MARCELO BERABA O jornalismo investigativo brasileiro despede-se de uma de suas refe...
29/07/2025

JORNALISMO INVESTIGATIVO DIZ ADEUS A MARCELO BERABA

O jornalismo investigativo brasileiro despede-se de uma de suas referências mais sólidas e respeitadas, Marcelo Beraba. A Associação Goiana de Imprensa (AGI) reconhece e agradece a dedicação desse profissional ao longo de décadas.

“Beraba consolidou sua trajetória com reportagens que marcaram época, sempre pautadas pela busca rigorosa da verdade, pelo compromisso com a ética e pelo respeito ao interesse público”, ressalta o presidente da entidade nonagenária, Valterli Guedes.

Fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o jornalista Marcelo Beraba morreu na tarde desta segunda-feira (28), aos 74 anos. Ele estava internado no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

Beraba descobriu um câncer no cérebro em março e chegou a passar por uma operação. Ele deixa duas filhas, dois enteados e três netos. O velório será no memorial do Carmo, no Cemitério do Caju, na quarta-feira, 30, entre 12h30 e 15h30.

O jornalista de dois casamentos teve duas filhas, Ana Luíza e Cecília, e outros dois que a vida lhe trouxe, João e Olívia, que deram a ele os três netos por quem era apaixonado.

Ele foi diretor do Grupo Estado, em Brasília. Trabalhou também na TV Globo, no jornal O Globo, no Jornal do Brasil e na Folha de S.Paulo, onde exerceu, entre outras, a função de ombudsman.

Beraba foi o primeiro presidente da Abraji, fundada por ele e outros jornalistas como resposta ao assassinato de Tim Lopes. Recebeu em 2005 o Prêmio Excelência em Jornalismo do ICFJ (International Center for Journalists).

A tarefa de guardião da ética no jornalismo, que tomou para si, era quase uma obsessão. Beraba desenvolveu técnicas meticulosas no planejamento de grandes coberturas e era extremamente rigoroso com a checagem de dados, muito antes da explosão das fakes news e das redes sociais. Nas cobranças por precisão era severo, mas nunca desrespeitoso, ao contrário, com frequência baixava o tom de voz.

Ainda bem jovem, Marcelo Beraba deu um furo de reportagem que até hoje tem reflexos na política brasileira e serviu, naquele momento, para mostrar publicamente o método do regime militar.

Foi em O ano era 1981 e, apesar da anistia política de dois anos antes, o Brasil ainda vivia sob o regime militar quando uma bomba explodiu dentro do carro ocupado por dois militares do Exército no estacionamento do Riocentro, onde milhares de jovens acompanhavam shows de música do 1º de Maio, embalados pelo ideal de redemocratização.

A explosão matou, na hora, o sargento Guilherme do Rosário e feriu gravemente o capitão Wilson Machado, agentes do Doi-Codi. Beraba foi um dos primeiros repórteres a chegar ao local e acabou conseguindo, com um dos médicos que acompanharam o atendimento hospitalar do capitão Wilson, o filme com as imagens da cirurgia.

As fotos, junto com a informação vinda de Brasília de que eram duas e não apenas uma bomba, serviram para comprovar que a intenção dos militares era forjar um atentado que seria atribuído a comunistas para evitar o processo de retorno ao regime democrático.

A diretora do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Rosental Calmon Alves, recorda-se do estilo de liderança de Barba, baseado sobretudo no diálogo sincero, na transparência, na paciência para escutar e na habilidade de encontrar pontos comuns e conciliação no meio de divergências que pareciam irreconciliáveis.

De acordo com Ricardo Uceda, diretor do IPYS – Instituto Prensa y Sociedad, o falecimento de Beraba é profundamente triste para o IPYS e para a comunidade da Conferência Latino-Americana de Jornalismo Investigativo (COLPIN), da qual foi um dos fundadores e do Prêmio Latino-Americano, onde atuou como jurado por mais de dez anos. Seu papel foi decisivo na relação entre jornalistas brasileiros e latino-americanos, inexistente há duas décadas.

Ao longo de sua carreira, Beraba formou gerações de jornalistas, não apenas por meio de suas reportagens emblemáticas, mas também pelo papel como mentor e editor. Compartilhava conhecimento, incentivava o pensamento crítico e defendia a liberdade de imprensa como pilar fundamental da sociedade. Seu olhar atento para os bastidores do poder e sua habilidade em revelar o que estava oculto inspiraram profissionais em todo o país.

Ao se despedir de Marcelo Beraba, o jornalismo investigativo reconhece não só a perda de um grande profissional, mas celebra a herança de integridade, coragem e dedicação à verdade que ele deixa para as futuras gerações. Seu legado é uma referência constante para quem acredita no papel transformador da informação e na necessidade de um jornalismo comprometido com a sociedade. A jornada de Marcelo Beraba permanece como exemplo vivo de que a busca pela verdade e o respeito à ética são caminhos indispensáveis para o jornalismo que deseja ser digno de sua missão.
(FOTO - reprodução)
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VEREADORES SE UNEM PARA REESTRUTURAR A PRAÇA JOSÉ RODRIGUES NAVES JÚNIOR - Bem localizada, numa região nobre e próxima a...
25/07/2025

VEREADORES SE UNEM PARA REESTRUTURAR A PRAÇA JOSÉ RODRIGUES NAVES JÚNIOR - Bem localizada, numa região nobre e próxima ao parque Vaca Brava e ao Goiânia Shopping, a praça José Rodrigues Naves Júnior exige maior atenção da Prefeitura de Goiânia, como a implantação de equipamentos para ginástica e brinquedos para crianças, para se tornar um espaço público mais frequentado e mais bem utilizado pela população que reside na região.

A observação foi unânime das pessoas que visitaram na manhã desta sexta-feira, dia 25, aquela área pública municipal destinada à praça C-246 e que, pela Lei nº 10.743, de 21 de janeiro de 2022, passou a homenagear um dos primeiros legisladores da Capital – Naves Júnior foi vereador por quatro legislaturas, de 1947 a 1962, num total de 16 anos, quando ocupou a presidência por dois anos e outras funções no Legislativo goianiense.

O vereador Anselmo Pereira, autor do projeto de lei que alterou o nome daquele logradouro, disse de sua luta para organizar aquele espaço, inclusive fazer placas com a nova denominação para identificá-lo, e que vai se unir ao vereador Luiz Fernando Naves Sanches Siqueira, neto do homenageado, para conseguir essas melhorias. Uma das opções será convidar uma construtora para assumir esse trabalho, de reestruturar a praça e conservá-la, valorizando-a e a homenagem prestada. Ela f**a entre as ruas C-235, C-245, C-247 e T-68, no Jardim América.

A visita teve a presença da viúva do homenageado, Sra. Maria Luiza Naves, que estava completando naquele momento 104 anos de vida e teve a data lembrada; dos presidentes do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Jales Guedes Coelho Mendonça, e do Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os povos do Cerrado, Nilson Jaime, também representando a Associação Goiana de Imprensa; e dos dois parlamentares.

Moradores da região, familiares e amigos também compareceram, todos elogiando a iniciativa da homenagem e a oportunidade de valorizar o local, projetando ainda mais o nome de Goiânia. A médica Marly Arruda, que mora numa das ruas de acesso ao logradouro e sempre lutou por essas melhorias, disse que vai ser uma guardiã do espaço. Em seguida, os presentes se dirigiram para a Igreja São Paulo Apóstolo, para a missa em homenagem à Sra. Maria Luiza Naves.

(Na foto, Maria Luiza Naves, dona Nenzinha, a matriarca dos Naves, comemorando 104 anos de vida cercada por todos filhos.)

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NOTA DE PESAR E RECONHECIMENTO AO LEGADO DO PADRE CÉSAR GARCIA –  Restavam 25 minutos para finalizar a sexta-feira do di...
12/07/2025

NOTA DE PESAR E RECONHECIMENTO AO LEGADO DO PADRE CÉSAR GARCIA – Restavam 25 minutos para finalizar a sexta-feira do dia 11 de julho, quando o padre César Luis Garcia se despediu da sua experiência terrena. Aos 71 anos de idade, dos quais 40 dedicados ao sacerdócio, padre César Garcia não resistiu às complicações de um câncer ósseo iniciado na região da pélvica. Nos últimos dois anos, ele, mesmo vivenciando dores, optou pelo silêncio.

A revelação da doença, porém, aconteceu recentemente. O velório, que inicia às 7 horas deste sábado (12), acontecerá na Paróquia Mãe de Misericórdia, no Setor Sul, onde o padre César era o pároco. A Missa de Exéquias está prevista para acontecer às 15 horas. Duas horas mais tarde, o seu corpo será sepultado no Cemitério Jardim das Palmeiras.

No início de julho, a comunidade lançou a campanha ‘Livro de Ouro’ para arrecadar doações em apoio ao tratamento terapêutico do sacerdote. Em carta emocionada, ele agradeceu: “Estou sendo curado e feliz pela amizade de vocês”.

O falecimento do Padre César Garcia deixa a AGI, os setores culturais de nosso estado e toda a legião de católicos que integraram seu rebanho mergulhados em um profundo sentimento de orfandade. A ausência deste notável sacerdote, cuja trajetória foi entrelaçada de forma singular à vida cultural, social e religiosa de Goiás, representa não apenas a perda de um líder espiritual, mas de um verdadeiro mentor e amigo para incontáveis pessoas.

Ao longo de mais de quatro décadas de sacerdócio, celebradas em dezembro de 2024, Padre César Garcia construiu uma história marcada por dedicação, erudição e humanismo. Natural de Itauçú-GO, tendo por pais Maria Rita de Sousa e José Garcia de Souza, enriqueceu o cenário intelectual e espiritual não apenas como pároco, mas também como estudioso e promotor incansável da cultura: licenciado em Filosofia, estudou Teologia, artes plásticas e os idiomas francês, espanhol e latim.

Sua atuação extrapolou os limites da Igreja Católica e Apostólica, tornando-se professor universitário, secretário municipal de cultura, presidente do programa de proteção de testemunhas do Estado de Goiás (Provita) e assessor especial em relações internacionais (AERI). Especialista em antropologia das viagens, cultura e história, deixou ainda sua marca como autor de obras relevantes, como ‘Confaloni no presente’ e ‘Iris’.

Padre César era, também, um genuíno inovador, sem perder de vista o coletivo, ao qual não poupava formas pioneiras de evangelização. Ele foi o primeiro a transmitir missas pela internet, quando no comando da Igreja Nossa Senhora das Graças, a Reitoria, ao lado do Cetro de Convenções de Goiânia.

Neste momento de despedida, a Associação Goiana de Imprensa (AGI) os setores culturais, a comunidade católica e todas as pessoas tocadas por seu legado unem-se em prece e gratidão. Sentimo-nos órfãos, mas profundamente gratos por termos convivido com um ser humano tão distinto, cuja presença continuará a ressoar nos altares da memória coletiva e nos corações de cada um que teve a honra de partilhar de sua jornada. Uma despedida marcada pela gratidão, pela saudade e pelo compromisso com a memória

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