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06/09/2026
O maior desafio da liderança mora dentro de quem lideraNunca se falou tanto sobre liderança. Empresas investem em inteli...
06/09/2026

O maior desafio da liderança mora dentro de quem lidera

Nunca se falou tanto sobre liderança. Empresas investem em inteligência artificial, produtividade e transformação digital. Ao mesmo tempo, aumentam os casos de burnout, a dificuldade de reter talentos, os conflitos entre gerações e a pressão sobre executivos e gestores. É um paradoxo. Quanto mais ferramentas temos para apoiar as decisões, maior parece ser o peso de decidir.

Ao longo de mais de duas décadas atuando na liderança de equipes, na gestão de crises, em investigações corporativas e na formação de executivos, percebi que os maiores riscos para uma organização nem sempre vêm das mudanças do mercado. Muitas vezes, começam dentro da mente de quem lidera.

Foi essa constatação que me motivou a escrever Líderes bons também tomam decisões ruins - e você não está imune a isso. O livro parte de uma realidade pouco discutida: profissionais competentes, éticos e experientes também erram. Na maioria das vezes, esses erros não acontecem por falta de conhecimento técnico, mas porque as decisões são tomadas sob pressão, medo, excesso de confiança, cansaço ou, simplesmente, no piloto automático.

Existe uma expectativa de que o líder sempre sabe o que fazer. Quem entrega bons resultados passa a carregar a imagem de alguém que nunca falha. O problema é que esse reconhecimento pode se transformar em um peso quando surgem situações para as quais não existe resposta pronta.

Crises aparecem sem aviso. Podem surgir em momentos de instabilidade econômica, em conflitos internos, denúncias, acidentes ou mudanças repentinas no mercado. Nessas horas, a qualidade da decisão depende menos da técnica e mais da capacidade do líder de compreender o que acontece dentro de si para responder melhor diante do inesperado. Por isso, considero o autoconhecimento uma das competências mais importantes da liderança contemporânea.

Liderar pessoas sem aprender a administrar os próprios pensamentos e emoções é um caminho arriscado. Impaciência, vaidade, rigidez, excesso de controle ou dificuldade para ouvir opiniões diferentes deixam de ser apenas características pessoais e passam a influenciar decisões, enfraquecer equipes e comprometer resultados.

As organizações já perceberam esse desafio. Desenvolver líderes preparados para atuar em ambientes complexos continua sendo uma das maiores preocupações das empresas. Ao mesmo tempo, cresce o estresse entre gestores e aumenta a dificuldade de formar novas lideranças, o que mostra que desenvolver competências técnicas já não é suficiente.

Também precisamos abandonar a ideia de que vulnerabilidade é sinal de fraqueza. O líder que reconhece seus limites ganha mais clareza sobre seus processos de decisão e reduz a influência de impulsos que costumam aparecer justamente nos momentos mais críticos.

Não existem líderes perfeitos. Existem líderes dispostos a aprender continuamente, rever comportamentos e transformar erros em aprendizado.
A pergunta mais importante que um gestor precisa fazer hoje é "o que está influenciando minha decisão?". Em um ambiente de mudanças aceleradas, decidir melhor é o maior diferencial competitivo.

Vanessa Carvalho é sócia-fundadora da CCL Projetos Transformacionais, especialista em Liderança e Gestão de Crises, mestre em Administração e autora do livro Líderes bons também tomam decisões ruins - e você não está imune a isso.

INDEPENDÊNCIAAmanhã é 7 de Setembro. Uma data que nos lembra o dia em que o Brasil decidiu que era hora de deixar de obe...
06/09/2026

INDEPENDÊNCIA
Amanhã é 7 de Setembro. Uma data que nos lembra o dia em que o Brasil decidiu que era hora de deixar de obedecer e começar a caminhar com as próprias pernas.
Mas existe uma independência que nenhuma proclamação é capaz de nos entregar.
A independência da mente.
Porque existem prisões que não têm muros, portas ou cadeados. São construídas dentro de nós, lentamente, com medo, preconceito, ressentimento e certezas que recebemos prontas e nunca tivemos coragem de questionar.
É o cárcere da mente.
E talvez essa seja uma das prisões mais perigosas justamente porque, quando estamos dentro dela, podemos acreditar que somos livres.
Pensamos que escolhemos, quando apenas repetimos. Defendemos opiniões que nunca examinamos. Rejeitamos ideias que nunca nos permitimos compreender. E, algumas vezes, preferimos estar certos a descobrir a verdade.
Há quem se torne prisioneiro do próprio orgulho. Há quem seja governado pelo medo de pensar diferente. E há quem confunda liberdade com a possibilidade de ouvir apenas aquilo que confirma o que já acredita.
Libertar a mente não significa abandonar convicções.
Significa ter coragem de examiná-las.
Admitir que podemos estar errados. Mudar de ideia. Fazer uma pergunta quando todos parecem ter uma resposta. Entender que aprender não diminui ninguém.
Ao contrário.
Talvez uma das maiores formas de liberdade seja justamente descobrir que ainda temos algo a aprender.
Uma mente livre não é aquela que acredita em tudo.
É aquela que consegue perguntar.
Porque perguntar abre uma janela onde antes havia apenas uma parede.
E talvez seja disso que precisamos: não apenas abrir os olhos, mas despertar.
Uma sociedade que deixa de questionar pode continuar independente no papel e, ainda assim, tornar-se prisioneira de quem pensa por ela.
Neste 7 de Setembro, talvez a independência que mais importe seja outra.
Aquela que acontece quando deixamos de ser prisioneiros das nossas próprias certezas.
Quando trocamos a repetição pelo pensamento.
Quando temos coragem de olhar para aquilo em que acreditamos e perguntar:
“Eu realmente penso assim ou apenas aprendi a pensar assim?”
Talvez a verdadeira independência comece exatamente nesse instante.
Quando a mente rompe as grades que ela mesma construiu.
Independência ou morte.
Naquele dia, era a liberdade de uma nação que estava em jogo.
Hoje, talvez seja a nossa.
Porque também existe uma morte que acontece em silêncio: quando deixamos de pensar.
E você, é livre?

Quase 95% dos produtores rurais enfrentam dificuldade para contratar trabalhadoresFalta de mão de obra já afeta a produç...
06/09/2026

Quase 95% dos produtores rurais enfrentam dificuldade para contratar trabalhadores
Falta de mão de obra já afeta a produção, eleva custos e leva produtores a acelerar investimentos em mecanização e automação

A escassez de mão de obra já impacta diretamente a rotina e os resultados dos produtores rurais brasileiros. Quase 95% dos empregadores consultados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmam ter alguma dificuldade para contratar trabalhadores no campo.

O levantamento, realizado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), mostra ainda que 84,3% dos produtores operam com um quadro de funcionários inferior ao necessário. O problema não se limita à contratação: 88,3% afirmam ter enfrentado algum tipo de consequência produtiva por causa da falta de trabalhadores.

Entre os principais impactos estão atrasos nas operações, apontados por 48,7% dos produtores, e adiamento ou desistência de planos de expansão, relatados por 48%. Outros 43,9% registraram aumento dos custos com mão de obra, enquanto 42,6% anteciparam investimentos em mecanização e automação. Já 42% relataram redução da produção.

A dimensão do problema aparece também na percepção dos próprios produtores. Para 44,5%, a mão de obra é hoje o principal desafio enfrentado no campo, à frente de fatores como custos, clima e preços.

Escassez de mão de obra acelera mecanização no campo
O cenário tem acelerado a transformação tecnológica da agropecuária. 88,8% dos produtores disseram ter buscado alguma alternativa para enfrentar a falta de trabalhadores, incluindo investimentos em tecnologia, medidas para atrair e reter profissionais, mudanças na atividade produtiva e aumento da terceirização. A mecanização aparece como a principal estratégia adotada individualmente.

Mesmo diante da escassez, o setor ampliou significativamente sua produtividade. Segundo o estudo, entre 1995 e 2025, a produtividade por hora trabalhada na agropecuária brasileira cresceu 515%, enquanto a produtividade por hora trabalhada no conjunto da economia avançou 28%.

Outro indicador mostra a mudança estrutural do campo: entre 2012 e 2025, a área agrícola aumentou 43,2%, enquanto o número de empregados por 100 hectares caiu 38,5%. Para a CNA, a própria dificuldade de contratação passou a estimular investimentos em tecnologia, com o objetivo de elevar a produtividade e melhorar as condições oferecidas aos trabalhadores.

A pesquisa aponta que a redução da disponibilidade de trabalhadores rurais está relacionada a transformações demográficas e sociais, como o aumento da escolarização, a expansão de oportunidades de emprego fora do setor agropecuário e o avanço da urbanização.

Os resultados foram apresentados pela economista da CNA Isabel Mendes durante o evento Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade, realizado pelo Sistema CNA/Senar em parceria com o Estadão.
Fonte: Brasil 61 - https://brasil61.com/n/quase-95-dos-produtores-rurais-enfrentam-dificuldade-para-contratar-trabalhadores-bras2617083

Dívidas rurais: veja quem pode renegociar e quais são as condiçõesMedida Provisória e resolução do CMN contemplam produt...
06/09/2026

Dívidas rurais: veja quem pode renegociar e quais são as condições
Medida Provisória e resolução do CMN contemplam produtores com perdas provocadas por eventos climáticos ou queda nos preços de comercialização

Em julho deste ano, os produtores rurais passaram a contar com novas alternativas para renegociar dívidas. A publicação da Medida Provisória nº 1.376/2026 e da Resolução CMN nº 5.330/2026 autorizou a reestruturação de débitos bancários de produtores afetados por adversidades climáticas ou pela queda nos preços de comercialização entre 2019 e 2025.

De acordo com as normas, podem ser incluídas na renegociação:

operações de custeio, comercialização e industrialização que tenham sido renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026 e estejam adimplentes;
operações de custeio, comercialização e industrialização contratadas até 31 de dezembro de 2025, que estejam inadimplentes desde 1º de janeiro de 2024 e tenham permanecido nessa condição até 31 de maio de 2026;
operações de investimento, vencidas ou com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026, contratadas até 31 de dezembro de 2025, que tenham entrado em inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e continuem nessa situação em 31 de maio de 2026.
Ficam de fora da medida as dívidas com revendas, tradings e agroindústrias, além dos débitos inscritos na Dívida Ativa da União.

Condições de pagamento
As condições de pagamento variam de acordo com o nível de perda registrado pelo produtor.

Perdas moderadas: quando ocorrerem em duas ou mais safras, com redução de pelo menos 30% da renda bruta, o prazo de pagamento pode chegar a oito anos;
Perdas severas: quando atingirem três ou mais safras, com redução de pelo menos 40% da renda bruta, o prazo pode chegar a dez anos.
Nos dois casos, há dois anos de carência para o pagamento do principal, com quitação anual dos juros. As taxas de juros equalizadas variam conforme o enquadramento do produtor: de 5% a 6% ao ano para o Pronaf, de 8% a 9% para o Pronamp e de 11% a 12% para os demais produtores.

A norma também dispensa a apresentação de decreto municipal de calamidade pública ou situação de emergência para o acesso às condições de renegociação.

Por outro lado, o produtor precisa comprovar as perdas por meio de laudo técnico elaborado por profissional habilitado, como engenheiro agrônomo ou técnico agrícola. O documento deve atestar os prejuízos provocados por eventos climáticos extremos ou a redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários financiados.

O prazo para contratação das operações termina em 12 de novembro de 2026.

Flexibilização para bancos
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução (n° 5.334/2026) que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios por bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos rurais contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

Pelas regras, as instituições financeiras são obrigadas a destinar 31,5% dos recursos captados por meio de depósitos à vista — como o dinheiro mantido em contas correntes, por exemplo, — ao crédito rural.

No entanto, antes da decisão do CMN, esses recursos só podiam ser utilizados para renegociar operações contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Dessa forma, a regra restringia o número de dívidas que cada instituição financeira poderia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

O Abre e Fecha do 7 de SetembroHorários de atendimento municipal durante o feriado da Independência: serviços, coletas e...
06/09/2026

O Abre e Fecha do 7 de Setembro
Horários de atendimento municipal durante o feriado da Independência: serviços, coletas e plantões entre 4 e 8 de setembro.
PREFEITURA O Paço Municipal "Messias Cândido Faleiros" terá expediente normal até sexta-feira, dia 4 de setembro, fechando às 17h, e retomará o atendimento no horário habitual na terça-feira, dia 8 de setembro.
LIMPEZA PÚBLICA A varrição de ruas pára no feriado prolongado e retorna na terça-feira (08/09). Já a coleta de lixo doméstico ocorrerá normalmente seguindo o cronograma regular. No entanto, no 7 de setembro, a coleta noturna terá início antecipado às 14 horas, voltando ao horário normal na terça-feira, dia 8 de setembro.
SAÚDE E EMERGÊNCIA
Unidades de Saúde (USFs, CEO, Farmácia Municipal, Fisioterapia e Saúde Mental): Expediente normal até sexta-feira (04/09) às 17h, fechando durante o final de semana e o feriado. O retorno acontece na terça-feira (08/09).
Pronto-Socorro: Funcionará normalmente em plantão de 24 horas.
GCM (Segurança): Trabalhará em regime de plantão 24 horas.
ASSISTÊNCIA SOCIAL, EDUCAÇÃO E CULTURA A Diretoria de Assistência (CRAS e DGB), a Diretoria de Educação, Esportes e a Casa de Cultura “Professor João Augusto de Mello” seguem o cronograma administrativo, encerrando as atividades na sexta-feira (04/09) às 17h e retornando na terça-feira (08/09).
GANHA TEMPO MUNICIPAL O Ganha Tempo Antônio de Jesus Marques terá expediente normal até sexta-feira, dia 4 de setembro, encerrando às 17h e permanecendo fechado no fim de semana e feriado. O atendimento será retomado na terça-feira, dia 8 de setembro.
DEAGUA As repartições da autarquia acompanham o fechamento administrativo a partir de sexta-feira (04/09) às 17h. Casos de emergência serão atendidos pelo plantão no telefone 115.

Prazo para envio de comprovantes do Auxílio Transporte começa hoje e vai até 8/9Estudantes beneficiados pelo Programa de...
06/09/2026

Prazo para envio de comprovantes do Auxílio Transporte começa hoje e vai até 8/9
Estudantes beneficiados pelo Programa de Auxílio Transporte em Guaíra podem entregar a documentação de comprovação das viagens para receber a partir desta terça-feira (1), dispondo de prazo até o dia 8 de setembro para protocolar os comprovantes referentes ao mês de agosto. A gestão municipal estabeleceu que o envio digital precisa ocorrer impreterivelmente até as 23h59, por meio do endereço eletrônico disponibilizado pela Diretoria Municipal de Educação.
Para assegurar o depósito previsto para o dia 21, cada matriculado precisa anexar o recibo da viação — contendo chancela ou assinatura corporativa, além do comprovante Pix atrelado ao boleto —, o atestado de frequência ou fatura quitada da instituição acadêmica, ambos emitidos no mês anterior, juntamente com o formulário de solicitação preenchido.
Os montantes repassados oscilam conforme o destino acadêmico: Barretos e Miguelópolis totalizam R$ 198,56; Bebedouro alcança R$ 328,42; enquanto Franca atinge R$ 401,72.
A Diretoria alerta que a primeira quinzena reserva-se exclusivamente à fiscalização financeira, mantendo as inscrições inéditas suspensas temporariamente até a abertura do segundo ciclo, agendado entre 21 e 30 de setembro.

Guaíra vive noites de emoção e goleadas no Veterano de FutsalA quadra do Ginásio de Esportes José Figueiredo tem fervido...
06/09/2026

Guaíra vive noites de emoção e goleadas no Veterano de Futsal
A quadra do Ginásio de Esportes José Figueiredo tem fervido com as emoções da rodada do Campeonato Veterano de Futsal. Promovida pela administração municipal através do Departamento de Esportes, a disputa tem reunido atletas experientes e apaixonados pela modalidade, mostrando espetáculo nas noites de quarta e sexta-feira.
Na última quarta-feira (2), os confrontos entregaram placares elásticos e muita intensidade em quadra. A equipe do Master Guaíra superou o T.G/Valmir Pneus/Ao Barulho por 8 a 1. Na sequência, o Esporte Clube Guairense aplicou uma goleada histórica de 10 a 0 sobre o Toin do Raio X.
A bola volta a rolar hoje, sexta-feira (4) para mais um capítulo eletrizante do torneio. A partir das 19h15, o embalado Esporte Clube Guairense mede forças novamente, desta vez contra o T.G/Valmir Pneus/Ao Barulho. Logo depois, às 20h, o Toin do Raio X busca a reabilitação diante do Ajax Futsal, prometendo um duelo acirrado pela supremacia na tabela.

SESI lança plataforma para qualificar gestores de saúde da indústriaAcademia da Saúde da Indústria oferece programas de ...
06/09/2026

SESI lança plataforma para qualificar gestores de saúde da indústria
Academia da Saúde da Indústria oferece programas de capacitação, imersões e conteúdos voltados à gestão estratégica

O Serviço Social da Indústria (SESI) lançou a Academia da Saúde da Indústria, uma plataforma voltada à capacitação, articulação e desenvolvimento de lideranças na área de saúde do setor. A iniciativa busca transformar a gestão da saúde em um ativo estratégico para a indústria brasileira, com foco em educação executiva, inteligência estratégica, networking e inovação.

Segundo o superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, a Academia da Saúde será o braço educacional do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) e pretende atender à necessidade de qualificação de gestores de saúde, benefícios e recursos humanos das empresas industriais.

“A partir de um processo de experiências práticas, a ideia é que a gente leve uma melhor gestão do benefício e da saúde e impacte positivamente na vida de milhares de pessoas que estão trabalhando na indústria ou são dependentes de trabalhadores da indústria”, explica.

Integração do ecossistema de saúde

O SESI já atua como agente integrador do ecossistema de saúde, conectando empresas, academia, governo, prestadores de serviços, operadoras, instituições de pesquisa e entidades representativas.

Segundo a entidade, a Academia da Saúde da Indústria deverá estimular a construção de soluções colaborativas para desafios complexos do setor, a partir da qualificação permanente, do intercâmbio de experiências e da produção de conhecimento aplicado.

A iniciativa também pretende contribuir para melhorar a gestão dos investimentos corporativos em saúde, com potencial para favorecer a retenção de talentos, reduzir o afastamento de profissionais, elevar a produtividade e adequar os custos assistenciais.

Para isso, a plataforma oferece:

Capacitação: formação e experiências imersivas para lideranças industriais;
Inteligência: acesso a dados, evidências, benchmarking e tendências para apoiar decisões relacionadas à gestão da saúde;
Aplicações: soluções práticas voltadas à geração de resultados para os negócios.
Metodologia
A metodologia da Academia da Saúde da Indústria é dividida em quatro etapas:

Escutar: identificação dos desafios reais da gestão da saúde;
Conectar: aproximação com especialistas e referências na área;
Aprender: participação em imersões, fóruns e acesso a conteúdos personalizados;
Aplicar: implementação de soluções e práticas com impacto no negócio.

Quem pode participar

A iniciativa é destinada a empresas de médio e grande porte integrantes do Movimento Empresarial pela Saúde (MES), além de executivos C-Level, gestores e especialistas em saúde, representantes do governo, operadoras, instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e universidades.

Para participar dos programas, capacitações e imersões da Academia da Saúde da Indústria, a empresa precisa primeiro aderir ao MES por meio do formulário oficial de inscrição do SESI.

Conecta Saúde 2026

A Academia da Saúde da Indústria foi anunciada durante o Conecta Saúde 2026, realizado na última terça-feira (1º), em São Paulo. Promovido pelo SESI e pelo Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o evento reuniu mais de 500 participantes, entre lideranças empresariais, gestores públicos, representantes do setor de saúde e especialistas.

O encontro discutiu como transformar diferentes atendimentos, informações e serviços de saúde em uma jornada contínua, capaz de acompanhar as pessoas antes, durante e depois de um quadro de saúde.

Na abertura do evento, o diretor-superintendente do SESI, Paulo Mol, destacou que uma visão integral da saúde exige o acompanhamento da trajetória do trabalhador ao longo do tempo, conectando informações, atendimentos e diferentes pontos da rede. Segundo ele, essa mudança passa por uma atuação mais preventiva, que começa antes do surgimento da doença e prioriza a continuidade do cuidado.

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, ressaltou que esse avanço também depende da capacidade de integrar os diferentes atores que fazem parte do sistema de saúde.

Senado adia votação da PEC que acaba com escala 6x1 para depois das eleiçõesO adiamento para o período pós-eleitoral é u...
06/09/2026

Senado adia votação da PEC que acaba com escala 6x1 para depois das eleições
O adiamento para o período pós-eleitoral é uma demanda do setor produtivo desde que a proposta estava em tramitação na Câmara dos Deputados. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende mais debate sobre os impactos da mudança para empresas e trabalhadores

O Senado Federal decidiu adiar para depois das eleições de outubro a votação em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6x1. A proposta chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (2), mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou na quinta-feira (3) que a matéria só será analisada pelo Plenário depois do pleito.

A decisão satisfaz o setor produtivo, que já havia manifestado publicamente a necessidade de discussões mais aprofundadas. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne mais de 2,3 mil associações e representa mais de 2 milhões de empreendedores, defende a postergação da votação devido à falta de debate suficiente com os setores afetados.

A entidade entregou aos parlamentares nota pública que reivindicava o adiamento da PEC. O documento foi protocolado no gabinete de Alcolumbre.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, entende que é possível encontrar uma solução equilibrada para todos. “Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão”, afirma.

O projeto altera a Constituição para extinguir a escala 6x1 — regime em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho por apenas um de descanso —, e limitar a jornada de trabalho em 40 horas semanais sem redução salarial. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e tem apoio popular expressivo: segundo pesquisas recentes, a aprovação da medida chega à casa dos 70% entre os brasileiros.

Estratégias
O adiamento ocorre a um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A intenção do Palácio do Planalto era usar a possível aprovação da matéria como trunfo político durante a campanha, dada a popularidade do tema.

Lideranças governistas atribuíram o adiamento a uma articulação da oposição "para esvaziar o Plenário", liderada por senadores da oposição. Agora, a mobilização daqueles favoráveis à medida é para uma nova votação ainda em outubro, antes de um provável segundo turno.

Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o resultado das urnas pode mudar a relação de forças na Casa Alta e, com isso, o adiamento reduz as chances de aprovação da PEC, apesar do otimismo entre parlamentares governistas. “Isso porque, pela tendência, veremos um Senado com uma base muito mais de oposição ao atual governo. Portanto, pautas encabeçadas pelo atual governo, independentemente se reeleito ou não, devem ficar para depois ou mesmo ficar na gaveta por algum período”, analisa o especialista.

Segundo ele, foram dois os fatores centrais que levaram à postergação a pressão do empresariado e a estratégia oposicionista. “Muitos empresários com muito acesso a parlamentares e que fizeram uma construção de um diálogo de longo prazo para que a decisão fosse mais conversada e mais trabalhada e, talvez, um meio termo fosse encontrado. E a outra questão foi uma pressão também da base política, especialmente da oposição, para que isso não representasse uma decisão que trouxesse dividendos eleitorais para o atual governo”, conclui.

Cotait Neto reafirmou a disposição permanente para o diálogo, mas alertou em relação aos possíveis impactos sobre a iniciativa privada, especialmente os pequenos negócios. “Não podemos aceitar que a sobrevivência de milhares de micro e pequenas empresas, em um país que já soma 8,5 milhões de micro, pequenas e médias empresas inadimplentes, com R$ 178,6 bilhões em dívidas, seja rifada em prol de dividendos políticos de curto prazo”, destacou Cotait.

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