19/12/2025
Venho a público relatar um fato ocorrido no dia 17 de dezembro, durante uma confraternização de final de ano na Escola Santo Sousa, envolvendo alunos formandos, seus padrinhos e madrinhas, pais, convidados, corpo docente, além da presença da prefeita, secretários municipais, vereadores, aliados e amigos da gestão.
Entre os formandos, uma das crianças tinha como padrinho meu neto, Henrique Penaranda Sertão Machado Neto, de apenas 9 anos de idade. No momento solene da cerimônia, quando os nomes dos formandos e de seus respectivos padrinhos e madrinhas começaram a ser anunciados, todos foram chamados, um a um. No entanto, ao chegar a vez do meu neto, seu nome simplesmente não foi citado.
A mãe da formanda procurou a direção da escola e questionou o motivo da omissão. A diretora confirmou que aquele era, de fato, o nome do padrinho. Mesmo assim, novamente o nome do garoto não foi anunciado. Para agravar ainda mais a situação, em determinado momento, ele foi citado de forma equivocada, sendo tratado como “madrinha”, o que gerou ainda mais constrangimento.
O resultado foi uma situação extremamente humilhante para a criança, que passou a questionar por que todos os outros padrinhos foram chamados e ele não. Trata-se de um menino de 9 anos, totalmente alheio a disputas políticas, mas que acabou sendo atingido por elas.
O que causa indignação é o motivo evidente dessa exclusão: o nome do meu neto é igual ao meu. Sou pré-candidato a prefeito de Ilha Grande para as eleições de 2028, e tudo indica que, para evitar qualquer menção que pudesse remeter à política, optaram por excluir o nome da criança da cerimônia, mesmo diante de autoridades municipais presentes.
Denuncio publicamente esse fato à população de Ilha Grande, às autoridades educacionais e à sociedade em geral. Informo, ainda, que levarei o caso aos órgãos competentes, inclusive ao Ministério Público, para que haja apuração e retratação sobre o ocorrido.
Política se faz com propostas, diálogo e respeito. Não se faz excluindo nomes, muito menos ferindo a dignidade de uma criança. O episódio ocorrido no dia 17 de dezembro de 2025 não pode se repetir e não será silenciado.