26/08/2026
Dados do IBGE de 2024, analisados pelo Instituto Trata Brasil, mostram que brasileiros com acesso aos serviços de saneamento básico têm, em média, dois anos a mais de escolaridade do que aqueles que vivem sem esses serviços. A média chega a 9,5 anos de educação formal entre a população com acesso a saneamento, contra 7,5 anos entre quem não possui os serviços. A diferença aparece em todas as regiões do país, sendo de 1,77 ano no Nordeste.
A relação entre saneamento e educação também está ligada às condições de saúde. Crianças e adolescentes que vivem sem acesso adequado à água tratada e à coleta de esgoto f**am mais expostos a doenças como diarreia e hepatite A, o que pode provocar faltas frequentes às aulas e, em casos mais graves, contribuir para a evasão escolar. Dessa forma, a falta de infraestrutura básica pode prejudicar não apenas a saúde, mas também a permanência e o desempenho dos estudantes.
Os impactos podem continuar na vida adulta. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil citado pela reportagem, jovens que tiveram acesso ao saneamento durante a infância e a adolescência podem alcançar uma renda até 46,1% maior ao longo da vida em comparação com aqueles que cresceram sem os serviços. O Marco Legal do Saneamento estabelece como meta para 2033 atender 99% da população brasileira com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto, buscando ampliar os efeitos positivos sobre saúde, educação e redução das desigualdades.