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*Jardim Botânico terá entrada gratuita*O Jardim Botânico de São Paulo terá entrada gratuita nesta quarta-feira (12), em ...
10/08/2026

*Jardim Botânico terá entrada gratuita*

O Jardim Botânico de São Paulo terá entrada gratuita nesta quarta-feira (12), em comemoração aos 57 anos do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI), Unidade de Conservação que abriga o espaço. Criado oficialmente em 12 de agosto de 1969, o parque reúne um dos maiores fragmentos de Mata Atlântica da cidade de São Paulo e protege nascentes do Riacho do Ipiranga.

A iniciativa, promovida pela administração do Botânico, convida o público a conhecer um refúgio de natureza e reforça a importância da conservação da biodiversidade em uma área cercada pela urbanização. Com mais de 470 hectares, o PEFI reúne nascentes, lagos e uma rica variedade de espécies da fauna e da flora.

No Jardim Botânico, o passeio inclui trilhas, jardins, lagos, coleções botânicas e espaços históricos. Entre os destaques está a Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga, acessível e que abriga diversas espécies da fauna, como aves e primatas.

Zoo de SP apresenta trio de lobo-guará ao públicoQuem visitar o Zoológico de São Paulo encontrará três novos moradores. ...
10/08/2026

Zoo de SP apresenta trio de lobo-guará ao público

Quem visitar o Zoológico de São Paulo encontrará três novos moradores. Nascidos em 26 de maio, os filhotes de lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) deixaram a área técnica, onde permaneceram com a mãe e sob cuidados de biólogos e veterinários nas primeiras semanas de vida, e passaram a ocupar o recinto de visitação.

O trio é filho de Pitanga e Caju, casal que integra o programa de conservação da espécie desenvolvido pelo Zoológico de São Paulo. Esta é a segunda ninhada dos animais. A primeira nasceu em maio de 2025, quando o casal teve dois filhotes.
O nascimento contribui para a preservação do lobo-guará, classif**ado como vulnerável à extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Maior canídeo da América do Sul, o lobo-guará é um dos principais símbolos do Cerrado brasileiro. Apesar do nome, não é um lobo nem uma raposa. Trata-se de uma linhagem única dentro da família dos canídeos, com características genéticas próprias.

As pernas longas, o focinho alongado e a pelagem avermelhada estão entre suas características mais marcantes. O termo “guará”, de origem tupi-guarani, signif**a “vermelho”. De hábitos onívoros, alimenta-se de frutos, plantas, insetos e pequenos vertebrados. A lobeira, fruto típico do Cerrado, é um dos principais componentes de sua dieta. Os três filhotes já têm nome: Açaí, Guaraná e Cupuaçu.

Metrô de SP recebe campanha de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola em cinco estaçõesO Metrô, em parceria com a S...
10/08/2026

Metrô de SP recebe campanha de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola em cinco estações

O Metrô, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), promove entre os dias 10 e 28 de agosto uma nova etapa da campanha de vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) em cinco estações. A iniciativa dá acesso à imunização durante os deslocamentos diários e contribui para ampliar a cobertura vacinal na cidade.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode causar complicações graves. Manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para proteger a saúde individual e coletiva, reduzir o risco de transmissão e evitar o surgimento de novos casos.

Entre as ações programadas, a vacinação na Estação Tucuruvi merece atenção especial. Localizada na zona norte da capital, a região registra casos recentes de sarampo, tornando a imunização ainda mais importante para fortalecer as medidas de prevenção e controle da doença.

Os postos estarão disponíveis em diferentes dias e horários, permitindo que os passageiros aproveitem o deslocamento pelo sistema metroviário para verif**ar e atualizar a situação vacinal.

Serviço

Estações Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha) e São Mateus (Linha 15-Prata-monotrilho)
Data: 17, 19 e 21 de agosto
Horário: das 10h às 20h

Estação Vila Prudente (Linha 2-Verde do Metrô e a Linha 15-Prata-monotrilho)
Data: de 17 a 21 de agosto
Horário: das 10h às 16h

Estação Tucuruvi (Linha 1-Azul)
Data: de 10 a 14 e de 17 a 21 de agosto
Horário: das 10h às 16h

Estação Vila Matilde (Linha 3-Vermelha)
Data: 27 e 28 de agosto
Horário: das 10h às 16h

05/08/2026

NOSSA OPINIÃO

Lulinha precisa se explicar

A autorização do Supremo Tribunal Federal para a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recoloca em evidência um princípio elementar do Estado de Direito: toda suspeita consistente deve ser investigada com independência, respeito ao devido processo legal e absoluta transparência. A condição de filho do presidente da República não pode servir nem como escudo contra investigações, nem como justif**ativa para condenações antecipadas.

O caso reúne ingredientes suficientes para despertar atenção pública. A Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência relacionadas à atuação junto a órgãos federais e sustenta que, nos diferentes episódios investigados, teria havido o uso da proximidade familiar com o chefe do Executivo para facilitar o acesso de empresários ao governo. As investigações ainda estão em curso e nenhuma delas representa prova de culpa. Ainda assim, a sucessão de inquéritos evidencia que existem fatos considerados relevantes pelos investigadores e que merecem esclarecimento.

Em uma democracia madura, investigar não é perseguir. O interesse público exige que as autoridades avancem na coleta de provas, preservem garantias individuais e apresentem conclusões baseadas exclusivamente nos fatos. O ônus da prova pertence a quem acusa, mas o dever de investigar recai sobre os órgãos competentes quando há indícios considerados suficientes para a abertura de procedimentos formais.

A transparência assume papel ainda mais relevante porque o episódio inevitavelmente produz repercussões políticas. A proximidade entre investigado e presidente da República amplia a necessidade de afastar qualquer dúvida sobre favorecimento, interferência ou seletividade. A própria defesa de Lulinha afirma receber a abertura do novo inquérito com serenidade, sustenta que não há irregularidades e cobra providências contra vazamentos de informações sigilosas, alegando uso político de setores da Polícia Federal. Também pediu investigação sobre o vazamento dessas informações, medida acolhida pelo ministro Flávio Dino.

Esses elementos mostram que a transparência não interessa ap***s à sociedade. Ela também protege o direito de defesa e impede que versões parciais substituam a produção regular de provas. Vazamentos seletivos, quando ocorrem, contaminam o debate público, alimentam narrativas políticas e enfraquecem a confiança tanto nos investigadores quanto nos investigados.

O que está em julgamento não é ap***s a conduta de um investigado, mas a capacidade das instituições brasileiras de agir com imparcialidade. Se as suspeitas forem confirmadas, caberá responsabilização. Se forem afastadas, caberá o reconhecimento da inocência. Em qualquer hipótese, somente uma investigação conduzida com rigor técnico, respeito às garantias legais e máxima transparência poderá produzir um resultado legítimo perante a sociedade e fortalecer a confiança no Estado de Direito.

O programa Domingão Tarifa Zero alcançou a marca histórica de 400 milhões de passageiros transportados gratuitamente des...
04/08/2026

O programa Domingão Tarifa Zero alcançou a marca histórica de 400 milhões de passageiros transportados gratuitamente desde a sua implantação, em 17 de dezembro de 2023. O número foi atingido no último domingo, 2 de agosto de 2026, durante a realização da 145ª edição do projeto, que garante a mobilidade de milhares de pessoas pela capital.

Somente no dia 2, o sistema municipal registrou 2,83 milhões de passageiros. Esse volume representa um crescimento 17% em comparação primeiro domingo de agosto de 2023, anterior ao início da gratuidade, quando 2,41 milhões de passageiros se deslocaram

Para garantir o conforto e a circulação de quem aproveitou o dia para acessar parques, equipamentos culturais, centros de compras e polos de lazer por toda a cidade, a SPTrans colocou uma frota de 4.942 ônibus nas ruas. Nos horários de pico de movimento, registrados entre 12h e 19h, a rede chegou a atender cerca de 200 mil passageiros por hora.

Como funciona o benefício

O Domingão Tarifa Zero abrange todos os domingos do ano, das 0h às 23h59, além dos feriados de Natal, Ano Novo e Aniversário da Cidade. Para usufruir do transporte gratuito, o passageiro deve encostar o seu Bilhete Único no validador para liberar a catraca normalmente, mas sem qualquer cobrança de tarifa. Já o usuário que estiver sem o cartão tem o desembarque e a passagem liberados diretamente pelo cobrador ou pelo motorista do coletivo.

Mulheres vão às ruas pela votação do PL da MisoginiaO Levante Mulheres Vivas mobiliza neste domingo (2) cidades de todas...
02/08/2026

Mulheres vão às ruas pela votação do PL da Misoginia
O Levante Mulheres Vivas mobiliza neste domingo (2) cidades de todas as regiões do país para pressionar a Câmara dos Deputados pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 896/2023, o PL da Misoginia.

O texto já foi aprovado no Senado e aguarda, em regime de urgência, o despacho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser votado no plenário da Casa. O PL inclui crimes motivados por misoginia entre os que são punidos por discriminação e preconceito.

O texto, que altera a Lei 7.716/1989, acrescenta p***s de dois a cinco anos de reclusão aos crimes de misoginia, definidos como “a prática, a indução ou a incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher, em razão da condição de mulher.“

A condição de mulher também foi incluída no artigo que trata de injúria, ofensa de dignidade ou decoro em razão de raça, cor, etnia e procedência nacional.
As mobilizações ocorrem em Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Capão da Canoa (RS), Cataguases (MG), Curitiba, João Pessoa, Juazeiro (BA), Parnaíba (PI), Pelotas (RS), Ponta Grossa (PR), Rio de Janeiro, Salvador, São José (SC), São Paulo e Sorocaba (SP), ao longo de todo o dia.

Saiba como a urna eletrônica garante a soberania do votoFaltando pouco mais de dois meses para as Eleições 2026, o Tribu...
01/08/2026

Saiba como a urna eletrônica garante a soberania do voto
Faltando pouco mais de dois meses para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que as urnas eletrônicas, utilizadas há 30 anos no país, são submetidas a cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria que envolvem órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação da Corte, Júlio Valente, o sistema brasileiro está entre os mais auditáveis do mundo e não registra casos comprovados de fraude.

"Acima de qualquer argumento técnico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas."

Uma das principais etapas de fiscalização é o Teste Público de Segurança (TPS), realizado sempre em anos sem eleições. O procedimento permite que qualquer brasileiro com mais de 18 anos apresente propostas de ataques aos sistemas eleitorais para tentar identif**ar vulnerabilidades.

Segundo Valente, não é necessário ser especialista em tecnologia para participar. Embora profissionais da área e pesquisadores sejam maioria entre os participantes, qualquer cidadão pode submeter planos de teste.

"O teste público democratiza a possibilidade de validar a segurança do processo eleitoral", afirmou.

Caso alguma fragilidade seja identif**ada, a equipe técnica do TSE implementa as correções. Depois disso, os próprios investigadores são convidados a retornar ao tribunal para verif**ar se os problemas apontados foram solucionados antes do ano eleitoral.

Desde sua criação, o TPS já foi realizado oito vezes e recebeu contribuições que resultaram em melhorias nos sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral.

Para o secretário, o processo faz com que a segurança das eleições deixe de ser uma responsabilidade exclusiva do tribunal e passe a contar também com a colaboração da sociedade.

Universidades e órgãos públicos
Ao longo dos anos, os te**es contaram com a participação de pesquisadores de universidades, especialistas em tecnologia e representantes de instituições públicas.

Entre os participantes das últimas edições, Valente citou equipes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, de universidades do Rio Grande do Sul e da Polícia Federal.

Código-fonte
Outra etapa do processo de fiscalização é a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais às entidades habilitadas. Segundo o secretário, todos os programas utilizados nas eleições f**am disponíveis para análise um ano antes do pleito.

O código-fonte corresponde às instruções que determinam o funcionamento dos programas de computador. De acordo com Valente, todas as linhas de programação podem ser examinadas pelas instituições fiscalizadoras.

"Não existe absolutamente nenhuma linha do código-fonte que seja escondida, secreta ou que não seja compartilhada com essas instituições."

Inúmeras entidades acompanham essa etapa, incluindo, entre outras, o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Polícia Federal, partidos políticos e universidades brasileiras que possuam departamentos de tecnologia da informação.

Segundo o secretário, essas instituições atuam como agentes independentes de fiscalização e reforçam a transparência do processo eleitoral.

Contexto
No último sábado (25), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que negou vistos de entrada no Brasil a dois funcionários do governo dos EUA: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

O motivo, segundo o Itamaraty, é que o governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado estadunidense de enviar funcionários para monitorar as urnas eletrônicas.

Uma reportagem do jornal The Washington Post afirmou que a gestão do presidente Donald Trump pretendia enviar representantes ao Brasil para levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Departamento de Estado americano negou que essa fosse a finalidade da missão.

O TSE marcou para o dia 17 de agosto uma segunda reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais, a fim de explicar o funcionamento da urna eletrônica brasileira, bem como do sistema eleitoral do país.

54% das mulheres dizem ter sofrido violência de parceirosMais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacioname...
29/07/2026

54% das mulheres dizem ter sofrido violência de parceiros
Mais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacionamento com homens declararam ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, ap***s 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

Os resultados constam na pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira, feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, divulgada nesta quarta-feira (29).

O objetivo do estudo, que ouviu 1,5 mil pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do país, em abril de 2026, é apresentar um retrato atualizado de como a sociedade brasileira percebe a violência doméstica e familiar.

“A violência contra a mulher no Brasil segue em patamares alarmantes e crescentes: em 2025, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, e 155 mil denúncias de violência, o que equivale a 425 casos por dia”, diz Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão.

Vera avalia que os números revelam não ap***s a persistência de agressões físicas, psicológicas, se***is e patrimoniais no ambiente doméstico, mas os desafios ainda enfrentados para a efetiva proteção das mulheres, mesmo depois de duas décadas da Lei Maria da Penha.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, é considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil.

O principal entrave apontado pelas mulheres para efetivar uma denúncia de violência doméstica e familiar é a sensação de impunidade, mencionada por 56% das entrevistadas. Em seguida, a lentidão da Justiça na condução dos processos relacionados à violência doméstica no Brasil é citada por 39%.

Além disso, a maioria das mulheres (77%) acredita que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens. A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força. A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por 3 em cada 4 mulheres.

Segundo as entidades que produziram a pesquisa, os resultados mostram avanços importantes promovidos pela legislação, mas indicam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural, e concluem que a superação desse cenário exige atuação articulada do Estado.

Conhecimento sobre a Lei
“Os dados mostram a Lei Maria da Penha como um mecanismo consolidado e reconhecido pela sociedade como essencial na proteção das mulheres. No entanto, o estudo também acende um alerta: a lei, isoladamente, não é vista como suficiente no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva.

A pesquisa conclui que, após 20 anos, a Lei Maria da Penha é amplamente difundida no Brasil e que praticamente toda a população conhece ou já ouviu falar dela. Metade das mulheres (49%) afirma conhecer bem a legislação. Apesar disso, 82% das brasileiras entendem que, sozinha, ela não é suficiente para enfrentar o problema de forma efetiva.

Sete em cada 10 mulheres sentem que essa lei tem impacto real na vida das mulheres e mais da metade (54%) se sente mais protegida pela existência da lei. Para 3 em cada 4 brasileiras, a lei faz com que elas se sintam mais conscientes sobre os riscos de sofrer violência.

A maioria das mulheres avalia que, antes da Lei Maria da Penha, havia maior impunidade e menor proteção às vítimas: 81% acreditam que predominavam a omissão diante da violência e a falta de acolhimento às mulheres, enquanto 64% consideram que as punições aplicadas aos agressores eram brandas.

Essa legislação é espontaneamente descrita pela maioria das brasileiras como destinada à proteção das mulheres. Nove em cada 10 mulheres (88%) afirmam conhecer a previsão da lei para casos de violência física, mas menos da metade (46%) conhece a inclusão da violência patrimonial entre as formas de violência previstas na lei.

As medidas protetivas de urgência presentes na lei são conhecidas por oito em cada 10 brasileiras (83%). No entanto, o conhecimento sobre as medidas de proteção patrimonial alcança ap***s 38% dessas mulheres.

A diretora de pesquisa ressalta que uma parcela signif**ativa da população ainda naturaliza comportamentos violentos em relacionamentos, sobretudo aqueles ligados a controle e vigilância.

“Isso é bastante preocupante porque, como mostra a pesquisa, a violência psicológica é a realidade mais frequentemente enfrentada pelas mulheres.”

29/07/2026

NOSSA OPINIÃO

Democracia exige propostas

A campanha eleitoral que se inicia oferece ao Brasil mais uma oportunidade de reafirmar um dos pilares da democracia: a escolha livre de seus representantes por meio do voto. Mas essa escolha só será verdadeiramente qualif**ada se o debate público estiver centrado em ideias, programas de governo e soluções para os problemas nacionais, e não na troca permanente de acusações, ofensas pessoais e estratégias de desinformação.

Os primeiros movimentos da disputa presidencial mostram um cenário político diversif**ado. Diferentes partidos já oficializaram candidaturas ou definiram seus posicionamentos para a eleição, enquanto novas legendas apresentam seus programas e outras optam por fortalecer suas bases estaduais. Ao mesmo tempo, entidades da sociedade civil também procuram influenciar positivamente o ambiente eleitoral ao propor compromissos públicos em defesa da democracia, da comunicação e da proteção do jornalismo.

É um movimento saudável. Afinal, eleições não existem ap***s para definir vencedores e vencidos. Servem, sobretudo, para colocar em discussão diferentes projetos de país. O eleitor tem o direito de saber como cada candidato pretende enfrentar desafios históricos, como crescimento econômico, geração de empregos, saúde, educação, segurança pública, combate às desigualdades, transição energética e modernização do Estado. São essas respostas que devem ocupar o centro da campanha.

Infelizmente, a experiência recente demonstra que o debate político brasileiro tem sido frequentemente contaminado pela polarização extrema. Ataques pessoais, vídeos manipulados, campanhas negativas e discursos voltados mais para a destruição do adversário do que para a apresentação de propostas acabam monopolizando a atenção pública. O resultado é uma campanha empobrecida, na qual o marketing eleitoral muitas vezes se sobrepõe ao conteúdo.

Esse ambiente produz efeitos nocivos. Em primeiro lugar, dificulta que o eleitor compare projetos concretos. Em segundo, estimula a radicalização e amplia a desconfiança entre diferentes grupos da sociedade. Por fim, enfraquece a própria democracia ao transformar a eleição em uma disputa emocional permanente, na qual fatos e argumentos perdem espaço para narrativas construídas para gerar indignação.

Naturalmente, divergências fazem parte da política. Críticas entre adversários são legítimas e muitas vezes necessárias. Governantes precisam prestar contas de suas ações, e opositores têm o dever de fiscalizar e apontar falhas. Mas há uma diferença fundamental entre o confronto de ideias e a substituição completa das propostas por ataques. Quando isso acontece, perde o candidato, perde o eleitor e perde o País.

A democracia brasileira já demonstrou capacidade de superar momentos de intensa tensão política. Agora, o desafio é elevar o nível da campanha. O Brasil precisa de uma eleição em que os candidatos convençam pelo mérito de suas propostas, pela consistência de seus programas e pela capacidade de construir consensos. Ataques podem produzir manchetes e mobilizar torcidas. Mas são as ideias, e ap***s elas, que oferecem respostas para os problemas reais do País.

Parque de Ciência e Tecnologia oferece programação gratuita de fériasAs férias estão acabando, mas o Parque de Ciência e...
28/07/2026

Parque de Ciência e Tecnologia oferece programação gratuita de férias

As férias estão acabando, mas o Parque de Ciência e Tecnologia (CienTec) da USP, no bairro da Água Funda, oferece uma programação especial de férias até esse final de semana. São dez atividades gratuitas realizadas de segunda à sábado, das 9h às 16h, além das exposições fixas do parque. A programação conta com passeios temáticos, trilhas e conteúdos educativos de física, geofísica e biologia.

Os visitantes poderão participar de atividades práticas como a Física no Cotidiano e o Jardim da Física, com brinquedos e experimentos como o giroscópio humano, o gerador de Van de Graaff e a bicicleta dínamo. Também é possível aprender sobre a formação e o desenvolvimento do solo e fazer uma visita ao Planetário, com apresentações interativas e simulações de observação astronômica.

Além das atividades práticas, a programação conta com rotas como o Passeio Histórico, que explora os edifícios centrais do parque – em sua maioria tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) – e obras de arte como os vitrais preservados no prédio da administração e a estátua da Urânia, musa grega da astronomia. Há ainda o Passeio das Abelhas, que passa por diversas colmeias de abelhas sem ferrão nativas do Brasil e a Trilha Educativa na área de Mata Atlântica preservada na área do parque.

O CienTec também oferece exposições sobre os biomas do Brasil, com mosaicos, painéis explicativos e simulações de realidade aumentada, e o Espaço Geofísica, que explora a estrutura interna do planeta Terra e explica o funcionamento de terremotos, vulcões e placas tectônicas.

Serviço
O Parque de Ciência e Tecnologia (CienTec) da USP f**a na avenida Miguel Estefano, 4.200, Água Funda.
Visitas de segunda à sábado, das 9h às 16h. A entrada é gratuita.
Recomenda-se levar lanche porque não há venda de alimentos no local.

Endereço

Ipiranga, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 18:00

Telefone

+551129140655

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