07/06/2026
BR-235: A ESTRADA DA MORTE QUE SERGIPE NÃO PODE MAIS IGNORAR
Na tarde de 4 de junho de 2026, quatro pessoas perderam a vida em um grave acidente na BR-235, no trecho do povoado Cafuz, em Areia Branca. Mais uma tragédia que se soma a uma sequência de ocorrências que vêm transformando a principal ligação entre a capital e o interior sergipano em um corredor de insegurança.
O caso mais recente não é isolado. Em dezembro de 2025, outro acidente na mesma região deixou uma vítima fatal e onze feridos. Um mês antes, três pessoas morreram em uma colisão registrada em Itabaiana. Os números se repetem, as manchetes mudam, mas o problema permanece.
A BR-235 é uma das rodovias mais importantes de Sergipe. Por ela circulam trabalhadores, estudantes, produtores rurais, comerciantes e milhares de famílias diariamente. No entanto, a estrutura da via não acompanha o crescimento do fluxo de veículos. A combinação entre pista simples, tráfego intenso e limitações estruturais aumenta os riscos e transforma erros comuns em tragédias irreversíveis.
Há anos a duplicação da BR-235 é anunciada como prioridade. Projetos são apresentados, estudos são divulgados e promessas são renovadas. Mas a realidade é que as obras ainda não começaram.
Enquanto os projetos seguem em análise e os cronogramas permanecem indefinidos, vidas continuam sendo perdidas.
A população sergipana não precisa de novos anúncios. Precisa de respostas. Precisa saber quando a duplicação vai sair do papel. Precisa de investimentos concretos em segurança viária. Precisa de ações que reduzam os riscos para quem depende da rodovia todos os dias.
A BR-235 deixou de ser apenas uma pauta de infraestrutura. Hoje ela é uma questão de segurança pública, desenvolvimento econômico e respeito à vida.
E porque Sergipe já esperou tempo demais.