13/08/2026
PARAR DE PIORAR, QUE TAL?
A mídia itabirana, pertinho de 100%, espelha bem a política local: não tem cultura literária, não tem cultura filosóf**a e não tem cultura histórica. O que poderia amenizar um pouco tanta ausência é a coragem, mas também lhe falta esse ingrediente.
O que sobra? Bagatelas e ninharias municipais. Quase sempre, só pauta irrelevâncias, ainda assim narrando aspectos menores delas, quase nunca alcançando o principal das questões. Pelo menos são perdoáveis jovens em início de carreira? Não, é gente velha, com até 50 anos de ofício.
O quadro geral é péssimo: a cidade, das mais ricas do Brasil, per capita, não está f**ando nem mais inteligente, nem mais culta, nem mais honesta e nem mais livre. Não há solução imediata. No curto prazo o que é possível é apenas parar de piorar, estancar a brutalização. Dificílimo, mas possível.
Aí deviam entrar os meios de comunicação, com coragem para debater os principais assuntos, doa a quem doer, e inteligência para iluminar o breu municipal, aumentar o repertório cultural da população e ajudar a criar uma força intelectual capaz de proteger a cidade de seus algozes.
Não há como resolver os graves problemas de Itabira sem esta primeiro f**ar inteligente e culta. Imagine alguém fazendo este plano: vou resolver minha vida e depois trato de f**ar inteligente. Sem forças atuando na arena pública em favor da inteligência, Itabira continuará a capitular de fracasso em fracasso.
Fracasso na cultura, na educação, na tecnologia, fracasso urbanístico e fracasso na economia, visceralmente dependente dos royalties e demais receitas da mineração, atividade de tipo colonial exercida pela empresa garimpeira e barrageira Vale.
Já é possível antever, sumindo na curva, com o maquinista dando adeus pela janelinha, o último vagão do último trem do último carregamento no último dia. F**ar atenta aos sinais, Itabira, e começar a se resolver logo, você que já era para ter se resolvido há décadas.
Ou f**a inteligente e culta com esforços somados pelos seus melhores cidadãos, num pacto social necessário, ou só restará o acaso de ser abençoada por um, pouco provável, Estalo de Vieira.
O TREM E RÁDIO ZAP