12/10/2025
A vida se apresenta como um problema matemático. O mestre, que é o mundo, lhe entrega a primeira questão: "Você tem cinco maçãs. Deu duas ao seu irmão e comeu uma. Quantas sobraram?"
Você, obedientemente, responde: "Sobraram duas."
E assim segue a existência: a cada questão solucionada, o mestre lhe confia um problema maior, um enigma mais complexo, apenas para mantê-lo ocupado na superfície do jogo.
Até que um dia você desperta. E nesse despertar, percebe que tudo foi uma ilusão. Compreende que mentiram para você e, pior, você mesmo se tornou um mentiroso voluntário, repetindo as regras de um jogo que nunca foi real.
Então, a resposta final surge de dentro, não para o mestre, mas para o seu próprio ser: Não há maçãs. Não há mestre. Nem mesmo existe algo que possa ser verdadeiramente chamado de "Eu".
Essa percepção é a ruptura final. É atravessar as fronteiras da ilusão e adentrar as vias que ascendem ao infinito.
Por: Soham Nagananda KaliOm (ईं)