Academia de Letras do IFF Campus Itaperuna

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A Academia de Letras do IFF Campus Itaperuna é uma instituição literária, constituindo-se como um centro de produção de cultura das Letras.
É uma Academia em contexto escolar e foi criada a partir do projeto cultural "Literature-se".

Escritora ganhadora de prêmios como o extinto Walmap e o Prêmio Jabuti, MARIA ALICE BARROSO é dona de uma originalidade ...
19/09/2022

Escritora ganhadora de prêmios como o extinto Walmap e o Prêmio Jabuti, MARIA ALICE BARROSO é dona de uma originalidade sem tamanho ao compor as suas narrativas. A autora é a patrona da cadeira de número 40 em nossa Academia.
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A crítica literária não fez justiça ao consagrar o nome de Maria Alice, projetando-a no nosso cânone. Escritora de Miracema - interior do RJ -, ela identifica o Noroeste Fluminense em seu espaço ficcional.

Antes mesmo de conseguir detalhar os traços do rosto da filha caçula de Chico das Lavras, ele já conseguira apreender a expressão rebelde, indomável mesmo, daquele rosto cálido, em que os olhos pisca-piscavam, como que obedecendo a um ritmo interno de vida.

A saga do cavalo indomável, Maria Alice Barroso


“Criou-me, desde eu menino,/Para arquiteto meu pai./Foi-se-me um dia a saúde.../Fiz-me arquiteto? Não pude!/Sou poeta me...
19/09/2022

“Criou-me, desde eu menino,/Para arquiteto meu pai./Foi-se-me um dia a saúde.../Fiz-me arquiteto? Não pude!/Sou poeta menor, perdoai!”.
A Arquitetura perdeu um grande profissional, mas a Literatura ganhou um grande poeta! MANUEL BANDEIRA é o patrono da cadeira de número 39 em nossa Academia.
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“Ontem, hoje, a vida inteira.
Tu és para nós, Manuel, bandeira”.
Esses versos de Drummond confirmam a grandiosidade da poesia de Bandeira: ele será sempre o poeta maior, o poeta maduro. Salve, salve Manuel Bandeira.

Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


Erotismo, monólogos interiores e questionamentos existenciais: esses temas perpassam a obra de HILDA HILST, a autora que...
19/09/2022

Erotismo, monólogos interiores e questionamentos existenciais: esses temas perpassam a obra de HILDA HILST, a autora que é patrona da cadeira de número 38 em Nossa Academia.
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Com uma escrita questionadora, polêmica e muito provocadora, Hilda produziu uma obra múltipla. Escreveu ficção, dramaturgia crônicas, mas é inconfundível o uso de modelos poéticos que a autora criou.
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Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia
Quando cruzares o Amanhã, a luz, o impossível
Porque de barro e palha tem sido esta viagem
Que faço a sós comigo. Isenta de traçado
Ou de complicada geografia, sem nenhuma bagagem
Hei de levar apenas a vertigem e a fé:
Para teu corpo de luz, dois fardos breves.
Deixarei palavras e cantigas. E movediças
Embaçadas vias de Ilusão.
Não cantei cotidianos. Só cantei a ti
Pássaro-Poesia
E a paisagem-limite: o fosso, o extremo
A convulsão do Homem.

Carrega-me contigo.
No Amanhã.

Amavisse, Hilda Hilst


Produtor de uma literatura ecoante e fundamental em defesa dos povos indígenas e na luta pela preservação da Terra, AILT...
19/09/2022

Produtor de uma literatura ecoante e fundamental em defesa dos povos indígenas e na luta pela preservação da Terra, AILTON KRENAK aborda inúmeros problemas sociais e políticos em sua obra. O autor é o patrono da cadeira de número 37 em nossa Academia.
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Krenak provoca reflexões sobre como a humanidade está desconectada do planeta, destruindo-o. Salve Ailton Krenak! A leitura de sua obra é indispensável e urgente.
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O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida. Ter diversidade, não isso de uma humanidade com o mesmo protocolo. Porque isso até agora foi só uma maneira de homogeneizar e tirar nossa alegria de estar vivos.

Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak


Dama da literatura brasileira: esse é o título atribuído a LYGIA FAGUNDES TELLES. Tal designação faz jus à qualidade da ...
19/09/2022

Dama da literatura brasileira: esse é o título atribuído a LYGIA FAGUNDES TELLES. Tal designação faz jus à qualidade da obra de Lygia. A autora ocupa a cadeira de número 36 em nossa Academia.
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Membro da Academia Brasileira de Letras, a voz de Lygia também ecoou veementemente contra a censura. Deixou-nos como legado uma vasta obra composta de romances, crônicas e contos. A cultura brasileira se engrandece com a obra de Lygia.
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Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos. Principalmente fora, que é preciso um peito de ferro para enfrentar essa luta na qual entra não só fervor mas uma certa dose de cólera, fervor e cólera. Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas. E tem muita ferida porque as pessoas estão bravas demais, até as mulheres, umas santas, lembra?

Lygia Fagundes Telles - A disciplina do amor


AR**NO SUASSUNA tem uma produção literária comprometida com a arte popular. Na década de 70, fundou o Movimento Armorial...
19/09/2022

AR**NO SUASSUNA tem uma produção literária comprometida com a arte popular. Na década de 70, fundou o Movimento Armorial, buscando conhecer e desenvolver formas populares tradicionais de expressão. O escritor é o patrono da cadeira de número 35 em nossa Academia.
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Sua obra muito reverencia o sertão nordestino com toda a sua riqueza e valores culturais. Salve, salve Ar**no Suassuna!!
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Dizem que tudo passa e o tempo duro
tudo esfarela
O sangue há de morrer

Mas quando a luz me diz que esse ouro puro
se acaba pôr finar e corromper
Meu sangue ferve contra a vã razão
E há de pulsar o amor na escuridão

(A mulher e o reino - Fragmento, Ar**no Suassuna)


**noSuassuna

Uma das mais premiadas escritoras contemporâneas, MARINA COLASANTI possui reconhecidíssimo mérito por sua obra construíd...
19/09/2022

Uma das mais premiadas escritoras contemporâneas, MARINA COLASANTI possui reconhecidíssimo mérito por sua obra construída. A autora ocupa a cadeira de número 34 em nossa Academia.
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Seus contos são arrebatadores: preservam elementos de narrativas medievais, ao discutir temas atuais. Suas narrativas nos prende, enredando-nos e sua linguagem é única. Impossível ler Marina Colasanti e não se apaixonar pelos seus textos.
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A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(Fragmento da crônica “Eu sei, mas não devia”)


Poeta de temáticas que abordam a simplicidade da vida, MÁRIO QUINTANA escreveu versos que atravessaram gerações. Tentou ...
19/09/2022

Poeta de temáticas que abordam a simplicidade da vida, MÁRIO QUINTANA escreveu versos que atravessaram gerações. Tentou entrar na Academia de Letras, porém não conseguiu. Mas, em nossa Academia, o autor é o patrono da cadeira de número 33.
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Quintana é lírico e tematizou muitas vezes o amor, os sentimentos humanos e a própria criação literária, empregando uma linguagem acessível a todos.

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


Jovem poeta, contista e cordelista, JARID ARRAES constrói uma literatura engajada, tendo criado o Clube da Escrita para ...
19/09/2022

Jovem poeta, contista e cordelista, JARID ARRAES constrói uma literatura engajada, tendo criado o Clube da Escrita para Mulheres. A autora é a patrona da cadeira de número 32 em nossa Academia.
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Escritora premiada pelo seu trabalho, Jarid tem a força da mulher nordestina. Ao comentar sobre o processo de escrita de “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis”, ela assim afirma: “Ele [o projeto de escrita] nasceu de uma necessidade minha em encontrar mulheres negras que tivessem marcado a história do Brasil. Eu não tinha conhecido nenhuma na escola, mas sabia que elas existiam. A busca que começou pessoal se tornou coletiva, porque eu sabia que, assim como eu, muitas outras pessoas também precisavam delas.”

Por racismo e elitismo
Pouco dela hoje se fala
Mas tamanho preconceito
Seu legado jamais de cala
É por isso que eu lembro
E meu grito não entala.

Carolina é um tesouro
Para o povo brasileiro
É orgulho pras mulheres
Para o povo negro inteiro
Referência como exemplo
De valor testamenteiro.

(Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis, Fragmento referindo-se à escritora Carolina Maria de Jesus)


Escritor da chamada segunda geração modernista ou geração de 30, GRACILIANO RAMOS é o patrono da cadeira de número 31 em...
19/09/2022

Escritor da chamada segunda geração modernista ou geração de 30, GRACILIANO RAMOS é o patrono da cadeira de número 31 em nossa Academia. O autor é conhecido por apresentar temáticas de denúncia das mazelas sociais do povo nordestino.
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Sua linguagem é direta, precisa e “seca”. Sua obra é de grande relevância para a literatura brasileira. Ao longo de sua vida, além de escritor, também desempenhou outras funções, inclusive, atuando na esfera pública, como prefeito de Palmeira dos Índios, em Alagoas.
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“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam um cidadão. Depois que redigi esses infames relatórios, os jornais e o governo resolveram não me deixar em paz. Houve uma série de desastres: mudanças, intrigas, cargos públicos, hospital, coisas piores e três romances fabricados em situações horríveis – Caetés, publicado em 1933, S. Bernardo, em 1934, e Angústia, em 1936. Evidentemente, isso não dá uma biografia. Que hei de fazer? Eu devia enfeitar-me com algumas mentiras, mas talvez seja melhor deixá-las para romances.”

Trecho de carta enviada em nov.1937 por Graciliano a Raúl Navarro.


Escritora maranhense, MARIA FIRMINA DOS REIS é a patrona da cadeira de número 30 em nossa Academia. Considerada a primei...
19/09/2022

Escritora maranhense, MARIA FIRMINA DOS REIS é a patrona da cadeira de número 30 em nossa Academia. Considerada a primeira escritora negra, Maria Firmina escreveu assiduamente para vários jornais literários.
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Escreveu “Úrsula”, considerado o primeiro romance abolicionista de autoria feminina. Maria Firmina foi uma grande intelectual de seu tempo - século XIX - e foi “esquecida” pela crítica literária por longos anos. Recentemente, estudos sobre a autora vieram à tona, o que tem possibilitado dar visibilidade a obras de altíssima qualidade literária.
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“Oh! O sol é como o homem maligno e perverso, que bafeja com hálito impuro a donzela desvalida, e foge, e deixa-a entregue à vergonha, à desesperação, à morte! - e depois, ri-se e busca outra, e mais outra vítima!”


Grande compositor da música popular brasileira e poeta, PAULO CESAR PINHEIRO tem seus versos cantados por grandes intérp...
19/09/2022

Grande compositor da música popular brasileira e poeta, PAULO CESAR PINHEIRO tem seus versos cantados por grandes intérpretes como, por exemplo, Elis Regina. Paulo César é o patrono da cadeira de número 29 em nossa Academia de Letras.
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O autor começa a escrever poesia e letras de música ainda em tenra juventude, estabelecendo posteriormente parceria com grandes músicos e compositores.
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Oh! tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia
Veio ao meu encontro
Já raiou o dia
Vamos viajar.
Vamos indo de carona
Na garupa leve
Do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe
Lá do fim do mar.


Endereço

Itaperuna, RJ
28300000

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