09/06/2026
A Bahia apresentou uma redução de 20,3% nos registros de mortes violentas entre os dias 1º de janeiro e 1º de junho de 2026, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Na capital baiana, a queda foi ainda mais expressiva, alcançando 30,8% no mesmo período.
Conforme levantamento obtido pela TV Bahia, o estado contabilizou 1.407 mortes violentas nos cinco primeiros meses do ano, o que representa uma média de nove assassinatos por dia. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registradas 1.765 ocorrências.
Em Salvador, foram contabilizados 242 homicídios entre janeiro e junho. Além da capital, municípios da Região Metropolitana e do interior da Bahia também registraram reduções significativas nos índices de mortes violentas. Confira os percentuais:
* Camaçari: redução de 41,8%;
* Juazeiro: redução de 49%;
* Dias D’Ávila: redução de 47,4%;
* Luís Eduardo Magalhães: redução de 42,1%;
* Barreiras: redução de 33,3%;
* Ilhéus: redução de 28,6%;
* Feira de Santana: redução de 12,9%;
* Eunápolis: redução de 58,6%;
* Jequié: redução de 28,6%.
Segundo a SSP-BA, os municípios de Senhor do Bonfim, São Sebastião do Passé, Acajutiba, Nova Soure e Igrapiúna não registraram ocorrências de mortes violentas durante o período analisado.
O levantamento divulgado pela secretaria não considera os dados referentes a mortes decorrentes de intervenções policiais. Ainda conforme informações apuradas pela TV Bahia, foram registradas 621 mortes em confrontos nos últimos cinco meses. Mesmo assim, esse indicador também apresentou redução de 14,4% em comparação com o mesmo período anterior.
Para o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, os resultados são reflexo do trabalho conjunto desenvolvido pelas forças de segurança estaduais e federais.
“A gente segue trabalhando com muitas operações. Esse ano, já são mais de 300 operações realizadas, três anos com um aumento no número de pessoas presas, mas também de apreensões de dr**as e armas. Operações não só preventivas, como a Força Total da Polícia Militar, mas operações integradas como as realizadas pela Polícia Civil”, destacou o secretário.