Tempo de Florescer

Tempo de Florescer "Faça Florescer o Lugar Onde Você Foi Plantado"
Informativo, Serviços e Comércio de Juiz de Fora

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24/07/2021

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21/11/2020

Roda de conversa "Ancestralidade e Memória" na Semana da Consciência Negra 2019 na Escola Municipal Carolina de Assis com participação da Comitiva Shawãdawa, do congolês Olivier Nong’Olela Shamololo, e do Coletivo Vozes da Rua com a militante reconhecida como doutora Honoris Causa pela UFJF, Adenilde Petrina.

‘Nascer preto é um desafio de vida’, diz congolês Radicado em JF, Olivier Nong’Olela Shamololo.
Na bagagem, Olivier Nong’Olela Shamololo trazia a informação de que o Brasil é um país de maioria negra.
Vindo da República Democrática do Congo, sabia que não encontraria um país como o seu, com 97% da população negra. Não esperava, no entanto, encontrar uma paisagem racial tão contraditória quanto cruel. “Eu duvidei.
Pensei: Isso não é possível!. Se tem essa população toda, onde ela está? Mas quando morei no Rio de Janeiro, numa comunidade, fui conhecendo. Cada vez que me afastava mais das zonas nobres, eu via o povo preto, que ainda está nas periferias, nos quilombos”, diz ele, que há nove anos deixou sua terra natal e, com um grupo de amigos, aderiu ao programa de convênio que o permitia cursar arquitetura na UFJF. Estudou português na
capital fluminense e, no ano seguinte, iniciou a graduação em Juiz de Fora. Há dois anos, Olivier se formou, mas, pai de uma menina (brasileira!) de pouco mais de 3 anos, decidiu-se por permanecer.
Saído de um país rico em minerais, mas pobre socialmente, Olivier precisou sair de seu lugar de origem para alcançar outras oportunidades. Num novo país, também precisa resistir. E isso dia após dia. “Não gosto de colocar o racismo na minha mente. Nascer preto é um desafio de vida”, lamenta ele, que traz a ancestralidade no próprio cotidiano profissional. “O conhecimento não tem lugar, se ele está no barro, vou ao barro. As
pessoas acham que só as universidade são os lugares do conhecimento. Mas e a história? E os legados dos quilombos?”, questiona o arquiteto e urbanista.
‘O Brasil precisa se conectar com a África’
A distância entre o Congo e o Brasil são muitas e diferentes, aponta Olivier Nong’Olela Shamololo. “Quando cheguei, minha reação foi de espanto com novas coisas, novos modos de viver e, principalmente, a língua. O Congo sempre manteve um contato com o Brasil. Na questão do futebol, o pessoal de lá torce pelo Brasil. Sempre víamos aqueles times misturados, e isso dava uma alegria maior”, conta ele, que pouco a pouco foi se dando conta de outras dimensões de um país tão próximo e tão longe do seu. “A gente foi percebendo que a universidade não tinha muito preto. Ao mesmo tempo, percebíamos que a história tem muito da África”, reflete o arquiteto e urbanista, cujo domínio acerca do tema escravidão se ampliou no Brasil.
“Lá é falado, sabemos que aconteceu, mas chega a um certo momento que parece que não faz mais parte da gente, um legado isolado, com todo mundo meio que ignorando aquilo. Saber da formação histórica me deu um novo modo de ver a minha pessoa, minha própria cultura. Isso dá um pouco de emancipação”.
“O Brasil precisa se conectar com a África. De onde vieram nossos ancestrais? De lá! Tenho que ter noção de quem sou. Para mim é um país que tem uma importância muito grande na questão racial. Tem uma maioria da população preta e que sofre”, completa, citando a potência dos quilombos como paradigma de consciência e resistência.
Temos que nos emancipar da escravidão”, acrescenta Olivier Nong’Olela Shamololo, que conheceu o racismo no Brasil, onde permanece na esperança de ajudar a mudar essa perspectiva. “Não existe racismo no Congo. A gente fala de um tribalismo”, referindo-se à rivalidade entre grupos étnicos. “Acredito que nesses últimos anos as pessoas tomaram mais consciência da importância do novembro. Mudou-se a autoestima, mas a sociedade ainda tem muita estrada para caminhar.

https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/20-11-2019/nascer-preto-e-um-desafio-de-vida-diz-congoles.html

21/11/2020

Roda de conversa "Ancestralidade e Memória" na Semana da Consciência Negra 2019 na Escola Municipal Carolina de Assis com participação da Comitiva Shawãdawa, do congolês Olivier Nong’Olela Shamololo, e do Coletivo Vozes da Rua com a militante reconhecida como doutora Honoris Causa pela UFJF, Adenilde Petrina.

🌿 A TRADIÇÃO DOS SHAWÃDAWAS:
Os shawãdawas compõem um grupo originário da Terra Indígena Arara do Igarapé Humaitá, localizada no Alto Juruá, no estado brasileiro do Acre. Em 2010, segundo dados do Museu do Índio (Governo Federal do Brasil), a população era de 880 pessoas, enquanto levantamento de 2014 do Instituto Sociambiental (ISA) indica como remanescentes apenas 677 indivíduos.
Segundo o Museu do Índio (Governo Federal do Brasil), na região de Humaitá, atualmente encontram-se três comunidades e cinco aldeias da etnia, sendo elas respectivamente: Foz do Nilo, Raimundo do Vale e Novo Acordo; Santo Antônio, Paz, Bom Futuro, Matrinchã e São Luiz. No rio Val Paraíso, afluente direto do Juruá. Em decorrência do nome da sua área original, muitas vezes são chamados de arara por índios de outras etnias e não índios. Mas entre eles se autodenominam shawãdawas.
Como outros grupos indígenas do Acre, como os hunikuins e os shanenawás, os shawãdawas passaram pelas dificuldades impostas pelo período denominado de Ciclo da Borracha (1870 até 1913), passagem histórica que afetou de forma violenta e definitiva a porção acreana da Amazônia e parte da região Norte do Brasil. Nas batalhas com seringueiros e migrantes impulsionados por uma política migratória de estado, muitos desses povos originários foram explorados, aprisionados, mortos e tiveram suas vidas cerceadas pelo movimento de produção dos seringais. De acordo com dados do ISA, nos anos recentes essa etnia tem se empenhado no processo de revalorização de sua família linguística, pano. Atualmente também trabalham para fortalecer e recuperar suas tradições (com a ajuda dos mais antigos e que ainda dominam a língua).
Esse povo viveu um grande período de discriminação ao falarem sua língua materna, e por esse motivo f**aram um longo período sem transmiti-la a seus descendentes, gerando uma população infantil educada apenas em português. A consequência da interrupção do uso da língua foi o desaparecimento da terminologia de parentesco como a possível divisão social em metades, e em quatro (característica de outros grupos de língua pano). No início da década de 1990 eles começaram um processo de resgate da língua, e passaram a trabalhar uma educação bilíngue no grupo, com o apoio da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre).
A organização social nas aldeias se dá hoje por meio das lideranças indígenas, os caciques. Hoje há três, um para cada aldeia. As aldeias remanescentes não têm mais uniformidade por família, havendo indivíduos das principais famílias nas três aldeias. Assim como a retomada da língua original, os shawãdawas trabalham por um rearranjo no parentesco do grupo com o intuito de formarem descendentes. Nesse sentido, da união de um homem de origem mesmo que longínqua desse povo com uma mulher shawanáwa resulta um descendente da etnia da mãe, um legítimo shawãdawa.
Esta etnia é, de maneira geral, monogâmica e não tem um ritual para consolidar uma união, geralmente seguindo os ritos católicos. No entanto, existem regras para que ocorra uma casamento: o homem precisa ter uma espingarda para caçar e deve plantar um roçado para sustentar a mulher. É preciso também que ele construa uma casa (enquanto a habitação não f**a pronta a esposa mora na casa do pai do marido). O casamento é incentivado entre jovens casais, em uma faixa etária dos 13 ao 16 anos, o que favorece o crescimento populacional. Os papéis desempenhados seguem a forma binária (homem-mulher) que divide as tarefas por gênero.
A alimentação desse povo tem tradição na caça e agrícola, ambas funções do homem no código local, mas com a permissão de que as mulheres ajudem durante a colheita. A base da alimentação dos shawãdawas vem da mandioca, da qual também fazem a farinha. As mulheres se ocupam das atividades domésticas, cuidando da casa, dos filhos e de algumas criações, como porco e galinha. Mulheres também não participam da caça.
Os shawãdawas mais idosos são responsáveis hoje por passar as tradições desse povo às gerações. Por guardarem em si as memórias são muito respeitados. São esses guardiões que transmitem aos jovens, crianças e adultos as histórias mitológicas e os rituais, como a dança mariri (comum entre os grupos de língua pano), o sinbu (bebida sagrada ou ayahuasca) e o kampô.
Nos rituais de mariri, as pessoas mais antigas, aquelas que falam a língua fluentemente, cantam e ensinam os mais jovens. O ritual do sinbu é praticado, mas alguns índios dessa etnia não costumam mais ingerir o sinbu, mesmo tendo feito uso dele em algum momento. Em período anterior à introdução deste povo no sistema produtivo da borracha o uso do sinbu era mais recorrente, inclusive para sessões de cura, quando o pajé consumia a bebida e buscava os males no paciente para retirá-los e trazer de volta a saúde.
Segundo informações do ISA, a partir da década de 1990, alguns shawãdawas tornaram-se adeptos do Santo Daime, mas pela introdução da religião não contar com a adesão total das aldeias do grupo poucos indivíduos se consideram daimistas. Entre este povo há duas formas de usar ritualisticamente a ayahuasca: a primeira, a mais tradicional, em sessões de cura; e a segunda, por aqueles que consomem o cipó com a intenção de partilharem da doutrina do Santo Daime.
Já o ritual do kampô é utilizado para recuperar as qualidades essenciais do caçador: pontaria, visão, audição e sorte. Pegam o sapo kampô (verde e grande) e retiram dele, com um graveto, um líquido que parece leite que f**a ao longo de seu corpo. Depois, queimam dois ou três pequenos pontos circulares na pele do caçador com cigarro, ou com brasa, para introduzirem o leite sobre a queimadura. Essa aplicação gera vômitos e excreção e os índios acreditam que abrem a capacidade de ver e sentir os movimentos dentro da selva, o que facilita a caça.

21/11/2020

Apresentação do Makamba - Semana da Consciência Negra em 2019 - Escola Municipal Carolina de Assis

O samba de roda teve início por volta de 1860, como notável influência
africana. Tido como uma das bases de formação do samba carioca, o samba de roda guarda semelhanças com o coco, dança de roda mais antiga surgida na então Capitania de Pernambuco com influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas. A manifestação está dividida em dois grupos característicos: o samba chula e samba corrido. No primeiro, os participantes não sambam enquanto os cantores gritam a chula – uma forma de poesia. A dança só tem início após a declamação, quando uma pessoa por vez samba de roda no meio da roda ao som
dos instrumentos e de palmas. Já no samba corrido, todos sambam enquanto dois solistas e o coral se alternam no canto. O samba de roda está ligado ao culto aos orixás e caboclos, à capoeira e à comida de azeite. A cultura portuguesa está também presente na manifestação cultural por meio do violão, do pandeiro e da língua utilizada nas canções. Foi considerado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial. O ritmo e dança teve sua candidatura ao Livro do Tombo (que registra os patrimônios protegidos pelo IPHAN)
lançada em 4 de outubro de 2004, e, depois de ampla pesquisa a respeito de sua história, o samba de roda foi finalmente registrado como patrimônio imaterial em 25 de novembro de 2005, status que traz muitos benefícios para a cultura popular e, sobretudo, para a cultura do Recôncavo Baiano, berço do samba de roda.

21/11/2020

Apresentação do Maracatu Estrela na Mata - Semana da Consciência Negra em 2019 - Escola Municipal Carolina de Assis

O registro mais antigo que se tem sobre o Maracatu Nação data de 1711,
mas o ano de sua origem é incerto. O que se sabe é que ele surgiu em Pernambuco e vem se transformando desde então. Os primeiros maracatus rurais foram criados em engenhos de Nazaré da Mata (Zona da Mata de Pernambuco), onde seus fundadores eram trabalhadores rurais, trabalhadores do canavial e cortadores de cana-de-açúcar, entre fins do século XIX e início do XX. O maracatu de baque virado é caracterizado pelo uso predominante de instrumentos de origem africana. Na percussão chama-se a atenção os grandes tambores, chamados alfaias que são
tocados com baquetas específ**as. Estes dão o ritmo ou o baque da música e são acompanhados pelos caixas ou taróis, ganzás, abês e um gonguê ou agogô. O Maracatu Nação foi inscrito, pelo Iphan, no Livro de Registro das Formas de Expressão, em dezembro de 2014. Para o Iphan, o valor patrimonial do Maracatu Nação reside na sua capacidade de comunicar elementos da cultura brasileira e carregar elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da população afrobrasileira. Entendido como uma forma de expressão que congrega relações comunitárias, o Maracatu Nação permite o compartilhamento de práticas,
memórias e fortes vínculos com o sagrado, evidenciadas por meio da relação desses grupos com os xangôs (denominação da religião dos orixás em Pernambuco) e a Jurema Sagrada (denominação da religião de características afroameríndias que cultua mestres e mestras, caboclos, entre outras entidades) e ainda pode remontar às antigas coroações de reis e rainhas congo.

23/08/2019

Grupo Bahamas confirma investimento em uma nova filial na região do Retiro.

Moradores da região do Retiro ( Retiro, Jardim esperança, Floresta, Terras Altas, Floresta e Caeté), em 2020 irão poder contar com uma nova opção para realizar suas compras.

A tempo os moradores reivindicam uma filial na região, e agora para 2020, o grupo Bahamas resolveu atender os inúmeros pedidos.

As obras já estão em andamento, e f**am nas margens da BR-267 no bairro Jardim Esperança, não foi informado o tipo (Bahamas 24 horas, Bahamas express, Bahamas Mix ou a loja comum).

A nova loja abre possibilidades de novos grandes empreendimentos na área imobiliária da região, além da alta geração de empregos.

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Rumos a 500.000 pessoas bem informadas

23/04/2019
A "Tarde Nordestina" será um evento gratuito com as seguintes apresentações: Danilo Kalango Almenara, Raiz de Flor, Grup...
11/12/2018

A "Tarde Nordestina" será um evento gratuito com as seguintes apresentações: Danilo Kalango Almenara, Raiz de Flor, Grupo Macauã, Trio Só Forró e Maracatu Estrela na Mata, outra atividade será a aula do Professor Carlos Krepp - Forró do Rei Escola de Forró.
Em comemoração ao DIA NACIONAL DO FORRÓ (13) e com o intuito de manter vivo o famoso baião de Luiz Gonzaga difundido desde a sua juventude em repúblicas e casas de forró pelo Brasil a “Tarde Nordestina”, projeto aprovado pelo Corredor Cultural (FUNALFA - PJF), leva o ritmo contagiante do forró, indubitavelmente uma das maiores vertentes da Música Popular Brasileira, sábado (15), a partir das 10 horas, no Campo de Futebol da Floresta. As atividades atenderão todas as idades, na abertura do evento o tema será qualidade de vida!

Endereço

Floresta
Juiz De Fora, MG
36072117

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