Palavras A Penas

Palavras A Penas Palavras A P***s...

        💛🌻E no meio desse excesso de faltas: falta de sentimentos, de verdade, de empatia, de interesse, de amor, de com...
19/10/2020

💛🌻

E no meio desse excesso de faltas: falta de sentimentos, de verdade, de empatia, de interesse, de amor, de compaixão... Falta o abraço, o ouvido, o sorriso, o toque, a mão, falta a voz que clama e que chama e falta também, o pão...

Consumimos coisas, descartamos pessoas, poupamos o dinheiro e com ele, poupamos o nosso olhar. Não queremos ouvir, tão pouco enxergar. Nos poupamos do compromisso, da proximidade, da entrega, nos poupamos do outro, sem pensar que se invertermos os papéis, o outro estará no nosso lugar.
Tão atroz quanto não querer ver a quem a nós se assemelha é a incapacidade de se olhar.

Engolimos ideias prontas, mentiras disfarçadas de verdades, reproduzimos discursos e banalizamos a crueldade.
Falamos tanto de sofisticação, mas nos falta apurar os sentimentos, falta, na verdade, usarmos o coração.

Não consigo entender o conceito do "ter", pois, somente, achamos que temos... Eu rio quando penso que a nossa suposta terra, será a nossa eterna dona, depois que morrermos.
Sinto que nesse mundo eu não devo me encaixar, não consigo poupar o que é material, imagina o que recebo de graça, dons e amor foram feitos para gastar.
Geziane Maini

Talvez a luta seja continuar insistindo em manter o estado bruto da pedra. Que não nos percamos nas lapidações...       ...
28/07/2020

Talvez a luta seja continuar insistindo em manter o estado bruto da pedra. Que não nos percamos nas lapidações...
Geziane Maini

Você está lembrada, menina? Daquelas noites em que, simplesmente, deitava-se no travesseiro e abravaçava aquele cachorri...
23/07/2020

Você está lembrada, menina? Daquelas noites em que, simplesmente, deitava-se no travesseiro e abravaçava aquele cachorrinho encardido, que o seu pai lhe deu? Lembra-se, também, das massagens nos seus pés, que ele insistia em fazer? Entretanto, ambos sabiam que, na verdade, eram cosquinhas disfarçadas, que era pretexto para darem boas gargalhadas. Sei que sente saudades do mingau de fubá e das cantigas de roda. Da sabedoria e do carinho quando ele precisava te ensinar e da frase que o acompanhava nesses momentos: "já te mostrei o caminho, se não passar por ele, a responsabilidade é sua". Isso tilintava lá no fundo da alma... Acho que, se estivesse ainda contigo, diria que não o decepcionou, porém, completaria com : "apesar de todas as burradas que você tem feito..." É claro!
Soltar e construir as próprias pipas, desenhar nas primeiras páginas dos seus cadernos, fazer você rir, até doer a barriga, com as histórias de quando ele era criança... Essas eram apenas algumas das suas especiais habilidades em alegrar o seu coração. Ele acreditava em você, como ninguém mais nessa vida, minha flor! A maior prova disso é que ele concedeu que você ganhasse asas, te deixou livre e insistiu para que voasse, empurrou-a para fora do ninho, quase da mesma maneira que te ensinou a nadar - te jogando na piscina... Porém, permaneceu ali, seguindo os seus movimentos... Sempre atento e pronto, caso você não conseguisse alcançar a borda. E você conseguiu. Hoje sei que sente falta da presença dele na beirada da piscina, olhando atentamente para cada braçada sua, cada tentativa de não submergir e até mesmo da prontidão em pular na água para te salvar, se fosse necessário. Sei que sente falta da toalha que ele carregava, acolhendo-a, ao sair da água, porém o mais importante era o abraço escondido atrás daquela toalha, o sorriso naquele rosto magro e o brilho insistente naqueles olhos, que teimavam em brilhar, quando fitavam os seus... E você sabia, exatamente, que para ele, não importava se você tinha ou não atingido o êxito, se você tinha ou não conseguido nadar, mas que, na verdade, o que valia, era os dois estarem ali.
Geziane Maini

Clack! Que susto! A primeira corda arrebentou. Não entendi bem o que tinha acontecido, uma sensação estranha, somente um...
31/05/2020

Clack! Que susto! A primeira corda arrebentou. Não entendi bem o que tinha acontecido, uma sensação estranha, somente uma das mãos estava presa, "segura", a outra, coitada, pendia de um lado para o outro, estava livre e agora? Tentei achar alguma forma de emendá-la, afinal, eu não estava acostumada com isso, desaprendi o que era liberdade, ou melhor, eu nunca soube... Era bizarro ver aquela mão sem controle, então, aos poucos e com muito medo, comecei a direcioná-la, pois eu não tinha outra opção.
Eu já havia tentado pedir ajuda a quem segurava o restante das cordas, mas me confundi, nunca tinha parado para pensar, foi a primeira vez que eu questionei quem, realmente, manipulava a minha vida. Foi um momento de desespero. E se as outras cordas arrebentassem também?
Nesse mesmo instante, sem que eu pudesse me recompor do primeiro golpe, a segunda corda arrebentou violentamente, dessa vez, uma das pernas foi solta. Eu comecei a gritar por socorro, mas ninguém mais me ouvia... Por que será que haviam deixado isso acontecer? Eu estava tão confortável naquela situação! Eu não precisava me preocupar, estava desempenhando os papéis que a sociedade tinha imposto para mim desde menina.
Porém, se me perguntassem se eu estava feliz, eu responderia que não, talvez não respondesse, na verdade, mas eu sabia que não estava. Entretanto, eu não tinha o direito de admitir isso... Imagina! Tive vergonha por não ser mais útil, pois esse era um dos sentimentos que me apavorava... Fora a rejeição. Como assim? Como não me "recuperaram"?
Eu não ouvia nenhuma voz... Nenhum comando para eu atender, nenhum movimento para eu executar. O terceiro corte aconteceu logo em seguida, a outra mão desprendeu e eu tive que me sustentar em uma das pernas, a que ainda estava amarrada, mas já não adiantava mais, eu estava sendo descartada.
Num ato de desespero e coragem, usei as mãos livres, desamarrei o último nó e me pus a correr. Caí e tropecei várias vezes, gritei pedindo para voltar, pois eu não sabia lidar com essa nova situação. Cansei, chorei... Até que um dia eu me descobri... A minha vida passou a ser minha realmente...
Eu me dei conta que eu tinha vontades, desejos, sonhos... e esses não precisavam mais corresponder às expectativas alheias que se alimentavam da minha utilidade. Antes, a marionete manipulada que precisava caber na caixinha, agora a pessoa imperfeita, porém, inteira, que sabe o que quer e o que não quer... É fácil?Não vou mentir, é bem difícil, mas nada se compara ao sentimento de pertença de si mesma.

Geziane Maini

Nesse mundo louco, cheio de vazios, me perco no eco da minha voz quando digo eu te amo... A mensagem, apesar de ser grav...
17/05/2020

Nesse mundo louco, cheio de vazios, me perco no eco da minha voz quando digo eu te amo... A mensagem, apesar de ser gravada com clareza, f**a no vácuo, muitas vezes... Sentir anda tão fora de moda, que me pergunto de que matéria sou composta. Essa ambiguidade entre o humano e o virtual me confunde. O meu "touch" é feito de pele com pele e a minha câmera é o olhar. Essa precisa ser ajustada com um sorriso de alta definição.

Eu também funciono muito bem com cheiro... Cheiro da pele. Ah... se esse bater, já era... Isso vai ocupar mais da metade da minha memória, vai impregnar a tal ponto, que não será necessário nem fazer backup.
Depois de ocupar tanto espaço, vou ter que pedir para reiniciar, só porque a senha de acesso é BEIJO, em caixa alta...

Quando alimentada de abraço, atenção e carinho, a bateria se torna inesgotável, além de melhorar muito o desempenho de todas as outras funções. "Likes" são de fato importantes, se forem dados pessoalmente e a forma correta de quantificá-los é referente a todas as vezes em que o "joinha" for substituído pela presença. A partir daí é só "amei" sussurrado ao pé do ouvido. Nenhum comentário reverterá essa situação.

Multinacionais que vivem da venda de aplicativos e afins perderão muito, quando perceberem que entendemos que o melhor presente é aquele que nos faz manter contato, porém, não por meio de uma tela, mas, sim, através da presença.
Geziane Maini

Se liga na vibe do texto de hoje... 🙊👊Não me peça explicação do que eu SINTO, pois eu não SEI... Já disse, eu SINTO!Nada...
24/01/2020

Se liga na vibe do texto de hoje... 🙊👊

Não me peça explicação do que eu SINTO, pois eu não SEI... Já disse, eu SINTO!
Nada sei, essa é uma certeza. Mas... sentir, putz! Aí, sim...
Se procura a superficialidade, está buscando no lugar errado, meu caro.

Aqui, a intensidade faz morada, ela br**ca, sapateia, faz o que bem entende. Sabe como é? Ela é a dona. Se eu já tentei domá-la? Fiz isso uma vida inteira. Já ouvi casos de pessoas que conseguiram, mas no meu caso, foi caso perdido. Desisti. Agora eu deixo ela mandar no meu mundo, que na verdade, é dela.

Se sai na chuva, aqui não só molha, como encharca e não tem essa de entrar na água devagar, cada hora um pezinho, sentindo esfriar aos poucos e parar nas pontinhas dos pés com medo de afundar da cintura para cima, não. Se não encara a profundidade, vaza, literalmente falando. Porque comigo o mergulho é de cabeça e no lado mais fundo que tiver.

Sabe esses passeios de bugre, em dunas de areia? Esses, em que o motorista pergunta: com emoção ou sem emoção? Imagino que Deus, antes de me enviar para aTerra, me questionou sobre isso e eu pedi toda a emoção que Ele tinha no estoque. Confesso que não é para os fracos, pois é um constante bater de asas de borboletas no estômago, mas também é indescritível o que a intensidade pode causar.

Tudo é muito... É alma que transborda, é vida sendo vida... Porém, passa por dois vieses com excelência, não existe "meia boca" para um intenso... Aqui é TUDO ou NADA!
Geziane Maini

  🌻🌻🌻
19/12/2019

🌻🌻🌻

Falou que eu era fraca e que eu não mais sorria. Não servia mais para ele, para ele eu não mais servia. Disse que, ultim...
24/10/2019

Falou que eu era fraca e que eu não mais sorria. Não servia mais para ele, para ele eu não mais servia.
Disse que, ultimamente, só me via cansada, cabisbaixa, triste e comigo, não mais se divertia.
Mandava eu me animar, pois eu não tinha motivos para assim f**ar. Me forçava a sorrir, até eu não mais aguentar e com isso, chorar...
E quando eu chorava, mais ele me culpava, só que aí, sim, o pranto rolava...
A culpa, o medo, a incompreensão eram os meu grandes amigos, os únicos que não largaram a minha mão...
E, novamente, a culpa era minha, só minha... pois eu não sabia, não tinha a mínima noção de quem eu era... e cada vez mais eu me perdia...
Eu implorei por ajuda, por socorro, pedi que me desse uma chance, pois eu não sabia como dali, daquele lugar desconhecido, eu sairia...
Gritei sem voz, lágrimas eu precisei esconder, pois se eu as mostrasse, seria quem ele não queria mais ver...
Tentando sair desse lugar escuro e frio, comecei uma luta sozinha, pois já não tinha mais brilho...
E a cobrança não parava: onde está a sua luz? Quando eu te conheci, como você brilhava!
Nessa briga para me redescobrir, sem forças ao menos para agir, me deparei com a maior crueldade, quem eu muito amava não mais se importava, porque eu não estava sendo eu, de verdade...

Frieza, indecisão e traição... Foram algumas batalhas travadas por eu estar com depressão (mas, ainda não sabia).
Não vou mentir, muitas vezes, eu pensei em desistir...
Para me testar me levou para fora, para me ver brilhar, ali eu tinha que funcionar, se isso não acontecesse, teria que me descartar...
Sem alma, parecia que eu estava, como f**aria bem, ainda mais sendo testada?
Eu precisava provar que eu o merecia, nem sequer ponderou que de algum mal eu padecia...
Me lembro bem de um dia, que não aguentando mais tanto desprezo, sem entender o porque, quis daquilo tudo esquecer.
Debrucei no parapeito da janela e exausta queria com toda a dor acabar, mirei a rua e pensei: será que a morte será rápida se eu cair desse andar?
Por duas vezes bem dependurada, eu tive prestes a me jogar, porém, nas duas, eu vi asas imensas me tirando daquela lugar...
Dois anjos muito seguros me fizeram parar...
Pensei no meu filho lindo e comecei a forças criar...
Não sou objeto feito para te distrair, a vida não é br**cadeira, meu caro, caso ainda não saiba, um dia em si irá cair...
Luto desde cedo, verbo esse que você nunca conjulgou, não te culpo por isso, mas de caráter você não usou.
Ainda bem que consegui descobrir que a tal falta de brilho foi de tanto afundar e ressurgir...
Ninguém pede para sofrer, muito menos para de algum mal padecer...
Criei coragem e por mim passei a lutar, cada dia de uma vez, até que de pé eu consegui f**ar...
Provei para mim mesma que ninguém pode me acusar, quem não vive na minha pele, jamais poderá me julgar...
Redescobri aquela luz que tanto me fazia brilhar, mas para isso de quem tanto me acusou, tive que me afastar...
Reaprendi a andar, depois de muito rastejar, mas com o tempo parecia mesmo que eu estava a voar...
Ninguém cura uma ferida profunda de repente... Depressão é doença e quem a tem não é brinquedo é gente...
Quando os anjos me resgataram eu muito agradeci, pois nessa caminhada árdua, Deus a todo momento me dizia: filha de ti eu não me esqueci...
Geziane Maini

Ela é linda no contextoTudo nela se compõe: sonhos, marcas, risos, coragem,rosto, gestos e a sua capacidade de ir além.I...
29/08/2019

Ela é linda no contexto
Tudo nela se compõe:
sonhos, marcas, risos, coragem,
rosto, gestos e a sua capacidade de ir além.
Ideias, força, lágrimas, suor...
Não, ela não quer piedade
Quer ser ela, somente isso lhe convém.
Não engole mais o que lhe é imputado.
É tão doce quanto firme, também.
Ela é como bailarina, só ela sabe a força que precisa fazer pra se sustentar na leveza.
Não a subestime jamais a uma vã beleza,
Nela existe uma luz que ultrapassa as cicatrizes, que revela o seu ser inteiro, com toda franqueza...
Geziane Maini

Saudade de escrever... o que me faz parar é o modo automático do dia a dia. Inspirações brotam a todo momento, eis que o...
29/08/2019

Saudade de escrever... o que me faz parar é o modo automático do dia a dia. Inspirações brotam a todo momento, eis que o meu grande sabotador tem sido o tempo. Retornarei, pois minha alma clama por voz...
Geziane Maini

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Juiz De Fora, MG

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