Som do Animal

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06/09/2026

A voz, a afinação, o bom gosto musical, o suingue e o sincopado inigualável das interpretações do genial cantor Miltinho jamais serão esquecidos!

Pouco lembrado pela grande mídia, o carioca Milton Santos de Almeida, o inesquecível Miltinho partia no Rio de Janeiro, no dia 07 de setembro de 2014!

Ainda na década de 1940, Miltinho participou como ritmista e vocalista de quatro importantes grupos musicais de nossa história: Cancioneiros do Luar, Namorados da Lua, Anjos do Inferno (que chegou a viajar aos Estados Unidos acompanhando Carmem Miranda) e Quatro Ases e Um Coringa!

E antes de brilhar em carreira solo, Miltinho foi crooner da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, e do grupo Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira!

Miltinho era mestre da divisão, daí seu apelido de ‘’O Rei do Ritmo’’, o que inspirou grandes artistas como Joao Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, dentre outros; tendo gravado com bambas como Zeca Pagodinho, Elza Soares, e Martinho da Vila!

“A vida, a meu ver, é um ritmo. Você tem ritmo para andar, para pegar ônibus... Se bobear, tropeça e cai”, disse o cantor em entrevista para o documentário “No tempo do Miltinho” (2008), de André Weller!

No rico e diversificado repertório de Miltinho, podemos destacar, dentre tantos sucessos, os clássicos “Mulher de trinta”, “Poema do Adeus”, “Menina moça”, “Poema das mãos”, “Eu e o Rio” (todas de Luiz Antônio), “Palhaçada” (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), “Laranja madura” e “Mulata Assanhada” (ambas de Ataulfo Alves)!

Com sua divisão, balanço e suingado, o grande Miltinho imprimiu, definitivamente, seu nome na história da Música Popular Brasileira!

Nesta singela homenagem, curtam o clássico do mestre mineiro Ataulfo Alves, ‘’Laranja Madura’’, em surreal apresentação de Miltinho (voz e pandeiro) e Moacyr Marques da Silva, o Bijou (clarone)!

Imortal, Miltinho!

06/09/2026

Um dos maiores embaixadores da Música Popular Brasileira em todo o mundo, o pianista e astro internacional Sergio Mendes partiu no dia 05 de setembro de 2024, em Los Angeles, Estados Unidos da América!

Nascido em Niterói - RJ, Sérgio Santos Mendes popularizou a Bossa Nova ao redor do globo, com impressionantes parcerias que vão de Frank Sinatra, até recentemente Black Eyed Peas e John Legend!

Começou sua vitoriosa carreira artística em 1960, apresentando-se em jam sessions realizadas no Little Club, no famoso Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro!

Em 1962, liderou o Sexteto Bossa Rio, integrado também por Paulo Moura (sax), Pedro Paulo (pistom), Octávio Bailly (contrabaixo), Dom Um Romão (bateria) e Durval Ferreira (violão), com o qual apresentou-se no histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall de Nova York (EUA)!

Nesse mesmo ano, gravou o LP “Você ainda não ouviu nada”, com arranjos de Tom Jobim, considerado um clássico da bossa nova instrumental!

O artista acumulou parcerias com grandes nomes ao longo da carreira, como will.i.am, Erykah Badu e Stevie Wonder, e venceu 03 GRAMMY’s!

Com mais de 30 álbuns lançados, o icônico Sergio Mendes representou um dos artistas que mais compartilharam as riquezas musicais brasileiras com o resto do mundo, sendo elogiado por geniais artistas como Paul McCartney!

Nesta singela homenagem, fiquem com o clássico de Jorge Ben Jor, ‘’Mas Que Nada’’, em versão ao vivo com Sergio Mendes and Brasil ‘66, o qual contava com nomes como o fabuloso baterista Dom Um Romão e as cantoras norte-americanas Lanni Hall e Karen Phillip!

Gratidão por tudo, mestre Sergio Mendes!

06/09/2026

Artista imprescindível dentre os autores do repertório tradicional de violão brasileiro, Americo Jacomino - Canhoto partiu em sua terra natal, São Paulo, aos 39 anos, em 07 de setembro de 1928!

Nascido no dia 12 de fevereiro de 1889, o genial Canhoto foi compositor e violonista, que começou aprendendo violão e bandolim com o irmão Ernesto, apesar da resistência do pai, o italiano Crescêncio Jacomino!

Por ser o único canhoto em uma família de destros, foi obrigado a tocar o instrumento sem inverter as cordas do violão - com isso, criou um estilo peculiar na maneira de tocar, ganhando o apelido que o consagraria eternamente como artista - Canhoto!

O músico começou a desenvolver a carreira de instrumentista, tocando em salas de espera de cinemas, cafés, circos e bares!

Atuou ao lado dos lendários Paraguassu e Zé Carioca (multi-instrumentista de Jundiaí - SP, que inspirou a criação de Walt Disney) no teatro de revista paulistano!

Em 1917, gravou a valsa “Acordes do Violão”, que regravaria em 1925 com o título de “Abismo de Rosas”, sua obra-prima, que se tornou um clássico do violão brasileiro!

Canhoto desempenha um papel relevante na formação de uma “escola de violão” brasileira, sendo que o mestre escreveu um método de violão que se tornou referência por décadas!

Fiquem com o clássico “Marcha dos Marinheiros” (Canhoto), sucesso do lendário violinista Dilermando Reis, aqui em sublime versão ao vivo com o virtuose violonista curitibano, Fabio Lima!

05/09/2026

E o Som do Animal tem a honra de homenagear um monstro sagrado de nossa rica e diversificada Música Popular - o saudoso multi-instrumentista e compositor Zé Menezes!

Nascido na cidade de Jardim, Ceará, no dia 06 de setembro de 1921, o inesquecível José Menezes de França começou muito cedo a tocar cavaquinho, sendo que logo aos 08 anos de idade começou a trabalhar como músico profissional!

Aos 09 anos de idade apresentou-se para o lendário Padre Cícero Romão, interpretando um choro de sua autoria denominado “Meus oito anos”!

Era conhecido como Zé Cavaquinho, apelido que usou até a chegada ao Rio de Janeiro, o que ocorreu por conta de um convite do grande radialista Cesar Ladeira, que ofereceu um irrecusável contrato para atuar na histórica Rádio Nacional!

No Rio, fez logo muito sucesso também nas melhores boates da época, como Casablanca e Quitandinha, exibindo sua versatilidade tocando variados instrumentos de cordas, como guitarra, violão, baixo, bandolim, cavaquinho, banjo, dentre outros!

Com a criação da Rede Globo, Zé Menezes acompanhou o genial Radamés Gnattali e lá se tornou produtor, arranjador e criador de música incidental e trilhas, como a marcante de Os Trapalhões!

Zé Menezes partiu rumo à eternidade, em Teresópolis, no dia 31 de julho de 2014, deixando saudades e uma obra imortal!

Nesta singela homenagem, destacamos “Comigo é assim” (Zé Menezes e Luiz Bittencourt), interpretada por um time de feras de nossa Música Instrumental: Zé Menezes (violão tenor), Nailor Proveta (sax soprano), Marquinho Mendonça (violão), Zéli Silva (contrabaixo) e Celso de Almeida (bateria)!

R.I.P. Zé Menezes!

05/09/2026

O mestre do samba, Wilson Moreira partia, aos 81 anos, em sua sua cidade natal, o Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 2018, não sem antes nos legar uma obra inestimável para a cultura popular brasileira!

O bamba carregava no DNA a herança de antepassados escravizados, e enfrentou, desde criança, uma vida de trabalho duro e música farta!

Wilson Moreira Serra foi criado no subúrbio carioca de Realengo, e trabalhou em várias profissões, entre elas guia de cego, guarda penitenciário e engraxate!

Desde muito novo, Wilson Moreira interessou-se por música, tendo na família avós e tios que foram jongueiros e tocadores de caxambu!

A riqueza de sua obra é diversificada e passeia pelo partido-alto, jongo, samba-enredo, toada e, sempre, a exaltação da cultura afro-brasileira!

Em 1955, Wilson Moreira esteve na fundação da ala dos compositores da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel; anos mais tarde, passou pela ala de compositores da Portela, onde também fez história!

Teve inúmeros parceiros, sendo Nei Lopes o mais frequente (escreveram mais de 400 canções, entre elas “Goiabada cascão”, “Coisa da antiga” e “Senhora liberdade”); e foi gravado por muitos bambas como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Candeia, Beth Carvalho, dentre tantos outros!

Nesta merecida homenagem, compartilhamos a versão ao vivo de ‘’Chave de cadeia’’ (Wilson Moreira e Nei Lopes), faixa apresentada pelo notável Conjunto Nosso Samba, formado por Genaro (ganza), Gordinho (surdo), Barbosa (reco-Reco), Cabelinho (agogo), Stênio (tamborim), Carlinhos (cavaquinho), Guaracy (violão)!

Imortal, Wilson Moreira!

05/09/2026

O rapper paulistano Criolo completa 51 anos de idade neste sábado, dia 05 de setembro!

Cantor, compositor, MC e ator, Kleber Cavalcante Gomes representa uma das mais importantes figuras da Música Popular Brasileira em sua fase mais recente!

Filho de metalúrgico e de uma professora, escritora e compositora, ambos cearenses que migraram para a cidade de São Paulo, ‘Klebinho’ nasceu e cresceu no bairro do Grajaú, Zona Sul da cidade!

No início da carreira assinava com o pseudônimo Criolo Doido, mas logo após o primeiro CD, passou a assinar apenas Criolo!

Seus versos constituem alguns dos exemplares mais sensíveis do nosso contemporâneo cancioneiro!

Criolo ilumina com sua incrível capacidade de rimador sintético e político; sendo afiado na poesia e capaz de dizer muito com pouco!

O rapper revoluciona em sua habilidade de cronista, o mantendo como um dos porta-vozes mais interessantes da rotina dos guetos!

Nesta singela homenagem, curtam a versão ao vivo de ‘’Linha de Frente’’ (Criolo), extraída do Programa Ensaio (TV Cultura), apresentado pelo saudoso Fernando Faro!

Parabéns, Criolo!

04/09/2026

Uma das maiores figuras de nosso cancioneiro, o multifacetado Haroldo Barbosa partia rumo a eternidade no dia 05 de setembro de 1979, em sua amada cidade natal, o Rio de Janeiro!

Ary Vidal, seu nome de registro, desdobrou-se em muitos: radialista, jornalista, humorista, diretor de rádio e TV, turfista, boêmio e muitas outras coisas, entre elas exímio compositor!

Haroldo Barbosa nasceu em Laranjeiras e logo cedo mudou-se para Vila Isabel, onde fez amizade com outro gênio da raça: Noel Rosa e seu irmão, Hélio Rosa, o qual lhe ensinou tocar cavaquinho!

Ao longo de uma profícua carreira, trabalhou com outros monstros de nossa cultura, como César Ladeira, Ademar Casé (avô da Regina Casé), Antônio Maria, Chico Anysio, Max Nunes, dentre outros!

O compositor tinha um estilo diferente de sua época, fazia um samba da cidade, do asfalto, urbano, de letras que são autênticas e refinadas crônicas sociais!

Em seus 64 anos de vida, Haroldo Barbosa valeu-se de sua verve jornalística para tecer bem-humoradas e inteligentes análises dos costumes da sociedade brasileira em suas letras!

Alguns de seus maiores sucessos são ʺDe Conversa em Conversaʺ (com Lúcio Alves); ʺAdeus Américaʺ (com Geraldo Jacques), ʺEu Quero um Sambaʺ (com Janet Almeida), ʺCabo Laurindoʺ (com Wilson Baptista), ʺPalhaçadaʺ (com Luiz Reis), ʺTim Tim por Tim Timʺ (com Geraldo Jacques) e ‘’Pra Que Discutir com Madame?’’!

Curtam o clássico do Samba, ‘Palhaçada’ (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), em saborosa versão ao vivo com o ritmo em pessoa, Miltinho (vocal) e formidável banda!

Haroldo Barbosa - um monstro sagrado de nossa cultura popular!

04/09/2026

O mestre do trompete, o fabuloso Silvério Pontes celebra nesta sexta-feira, dia 04 de setembro, exatamente 66 anos de uma vida dedicada ao crème de la crème da Música Popular Brasileira!

Natural de Laje de Muriaé - RJ, Silvério Rocha Pontes, o incrível Silvério Pontes foi inicialmente influenciado pelo pai, também trompetista!

Precoce, com apenas 08 anos de idade, Silvério Pontes ganhou um primeiro trompete de presente, período no qual contemplou, com reverência, os trabalhos das bandas de sua terra natal!

Ao longo de uma trajetória artística sólida e marcante, Silvério Pontes tocou e gravou com importantes artistas de nossa rica MPB, tais como Tim Maia, Luiz Melodia, Paulinho da Viola, Elza Soares, Yamandu Costa, Trio Madeira Brasil, dentre outros!

Por mais de 30 anos formou uma das parcerias mais longevas do Choro e da Música Instrumental Brasileira, com um craque do trombone: Zé da Velha e Silvério Pontes, considerada a “Menor Big Band do Mundo” pela sonoridade reproduzida pelos seus respectivos instrumentos (seu amigo e parceiro Zé da Velha partiu dia 26 de dezembro de 2025)!

Celebrando os 66 anos de Silvério Pontes (trompete), curtam o clássico ‘’Menina Flor’’ (Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo), no qual o aniversariante é acompanhado pelo saudoso Zé da Velha (trombone); Bebê Kramer (acordeon); Charles Peixoto (violão); Rômulo Duarte (baixo) e André Manhães (bateria)!

Salve, mestre Silvério Pontes!

03/09/2026

José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, nascia no dia 04 de setembro de 1939 em Igarapava, interior de São Paulo, mas logo cedo se mudou com a família para Cruzeiro dos Peixotos, em Minas Gerais!

Pena Branca se engraçou com a viola e seu irmão Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho se rendeu ao violão, por influência do pai, que era tocador de cavaquinho nas Folias de Reis da região!

Ao som da viola e com um jeito singelo de cantar e de viver, Pena Branca e Xavantinho inseriram o sabor da terra à Música Popular Brasileira, conservando suas principais características, como a utilização da tradicional viola caipira, a preservação de temas que remetem à cultura rústica e a forma de cantar em dueto!

Como cantadores, violonistas e violeiros receberam o Prêmio Sharp na Categoria Regional por diversas vezes!

A discografia da dupla recuperou ritmos e costumes do Brasil como o cateretê, a toada e a moda de viola!

Em 1999, o caçula Xavantinho se foi e deixou no peito de Pena Branca uma saudade imensa - Pena Branca seguiu cantando sozinho, e dizia sentir, em seus shows, a ajuda do “mano véio”!

Em 2010, Pena Branca se juntou a Xavantinho, deixando uma obra repleta de relíquias da música sertaneja raiz!

O disco da carreira de Pena Branca e Xavantinho que mais vendeu foi “Ao vivo em Tatuí”, de 1992, com o grande Renato Teixeira, que alcançou 150 mil cópias; trabalho que recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco e Prêmio APCA!

Fiquem com “Cuitelinho”, tema folclórico adaptado pelo genial Paulo Vanzolini e seu amigo Antônio Xandó, que constitui um verdadeiro hino da Música Caipira, o qual já foi gravado por grandes nomes como Milton “Bituca” Nascimento, Nara Leão, e a inesquecível dupla Pena Branca e Xavantinho!

03/09/2026

Parceiro de gênios como Cartola, Paulo Vanzolini, Paulinho da Viola, Zé Ketti e Tom Zé, o saudoso compositor e cantor Elton Medeiros partia rumo à eternidade no dia 03 de setembro de 2019!

Caçula de 11 filhos, nascido no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, Elton Antônio Medeiros mudou-se aos 06 anos com a família para o subúrbio de Brás de Pina, local em que começou a sair em blocos e a amar o samba!

Em 1965, o compositor Zé Kéti reuniu alguns sambistas para compor o conjunto ‘A Voz do Morro’, o qual contava com Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Zé Cruz e Oscar Bigode!

No mesmo ano integrou o espetáculo musical ‘Rosa de Ouro’, de Hermínio Bello de Carvalho e Kléber Santos, o qual representou uma verdadeira apoteose do samba!

Reuniu no palco uma antiga estrela do teatro de revista, Aracy Côrtes (1904-1985), e uma senhora de 63 anos, um talento chamado Clementina de Jesus; além de Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Anescar do Salgueiro, Jair do Cavaquinho e Nelson Sargento!

Gravou três LPs integrando o conjunto ‘Os Cinco Crioulos’, formado por Paulinho da Viola (substituído por Mauro Duarte), Nelson Sargento, Anescarzinho do Salgueiro e Jair do Cavaquinho!

É autor de clássicos como “Pressentimento” (com Hermínio), “Peito vazio” (com Cartola) e “O Sol Nascerá” — esta última, uma das mais emblemáticas parcerias com o divino mestre Cartola!

Melodista refinado, Elton Medeiros sofisticou o Samba e marcou para sempre a história de nossa Música Popular, deixando obras-primas de nosso cancioneiro!

Elton nos deixou um lindo legado que há de ecoar eternamente em nossos corações!

Nesta singela homenagem, compartilhamos a versão ao vivo de ‘’O Sol Nascerá’’, na sublime interpretação de Elton Medeiros, seu amigo e parceiro Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescarzinho do Salgueiro; ou seja, o histórico conjunto ‘Os Cinco Crioulos’!

Descanse em paz, Elton Medeiros!

Endereço

Rua Doutor Antônio Tedesco, 435
Lençóis, SP

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