11/08/2026
Talvez essa seja uma das fases em que eu mais tenho sentido falta de mim mesma.
Da Iza que atendia mais, que tinha disponibilidade, fazia planos profissionais e conseguia colocá-los em prática.
Às vezes olho para minha vida profissional e confesso: quase não me reconheço mais. E isso dói, porque eu amo o que faço, amo minhas clientes e tudo que construí.
Mas a maternidade não apagou aquela mulher. Eu só estou vivendo uma fase diferente.
Hoje, minha agenda precisa caber entre a escola, o jantar e a rotina da Sophia. Nem sempre consigo estar presente nas redes ou aceitar um atendimento. E ainda estou aprendendo que diminuir o ritmo não significa desistir, e que estar menos presente não apaga tudo que construí.
Essa fase vai passar. A Sophia vai crescer, a rotina vai mudar e, aos poucos, vou reencontrar a Iza profissional que ainda existe em mim talvez até descobrir uma nova versão dela.
Enquanto isso, tento não me cobrar tanto. Hoje, a Sophia precisa muito de mim. E um dia, não vai precisar tanto.
Então, mesmo sentindo falta de quem eu era, quero viver quem eu sou agora.
Porque essa fase também é minha. Ela passa. Mas a infância dela também. 🤍
E eu sei que cada mãe vive uma realidade diferente. Não existe uma fórmula, nem uma maneira certa de conciliar maternidade e profissão. Essa é a minha realidade hoje, e estou aprendendo a respeitar o meu tempo e as minhas escolhas.
Talvez você também esteja vivendo uma fase parecida, ou talvez a sua história seja completamente diferente. E tudo bem. Cada uma de nós tem o seu tempo, a sua realidade e os seus desafios. 🤍