11/09/2026
HERANÇA POLÍTICA OU COINCIDÊNCIA?
É possível negar uma herança política quando o próprio histórico familiar e os registros oficiais contam outra história?
Durante entrevista ao podcast Pebas na TV, Lanúzia Cunha, filha do ex-vice-prefeito Ítalo Ipojucan, esposa do atual prefeito Toni Cunha e candidata a deputada estadual, afirmou categoricamente que não possui herança política familiar e que estaria conquistando seu espaço sem ajuda ou influência de ninguém.
Lanúzia também declarou que faz parte do grupo de pessoas que não dependem da política para viver, mas do próprio trabalho. E foi além ao afirmar:
“Não aceito mentira, porque a mentira é a porta para coisas ruins.”
Mas o que dizem os registros e os acontecimentos da política de Marabá?
Em outubro de 2017, o cenário político municipal ganhou repercussão após uma viagem à Grécia realizada pelo então vice-prefeito e, à época, noivo de Lanúzia, Toni Cunha.
Naquele período, Lanúzia ocupava o cargo de secretária adjunta de Assistência Social da Prefeitura de Marabá. Segundo os relatos e registros da época, ela ainda não teria cumprido o período mínimo necessário para usufruir férias.
Diante da viagem, o então prefeito Tião Miranda teria determinado que as faltas fossem descontadas do contracheque. Pouco tempo depois, Lanúzia deixou o cargo.
Os fatos levantam uma questão inevitável:
É apenas coincidência que uma filha de ex-vice-prefeito tenha ingressado na estrutura política municipal, ocupado cargo de destaque e, posteriormente, chegado à condição de primeira-dama e candidata a deputada estadual?
Cada eleitor pode tirar sua própria conclusão.
O que não pode ser apagado é a história. Afinal, quando declarações políticas entram em choque com registros oficiais e acontecimentos documentados, cabe à população perguntar:
Herança política não existe ou apenas não querem chamá-la de herança?
E você, o que acha: coincidência, trajetória pessoal ou influência política familiar?
LanúziaCunha