27/03/2021
Uma revista erótica no mundo árabe idealizada por uma mulher, Joumana Haddad.
O primeiro número de "Jasad", que significa "corpo" em árabe, foi vendido em sacos plásticos com a menção "para adultos" e se esgotou em apenas dez dias. "Jasad" também é carregada de arte, literatura e das "ciências do corpo", "em sua dimensão erótica, social, estética, antiestética, antropológica, linguística". É uma revista trimestral de 200 páginas com um tema principal (incesto, fetichismo, ninfomania, violência conjugal etc.).
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Em um país onde se cortam as partes consideradas de conteúdo literal nos filmes, revistas ou livros, é surpreendente que se permita a publicação de uma revista cujo tema principal é o s**o. Haddad afirma que tudo se deve "ao atual ministro da Informação, um grande intelectual que acredita na liberdade de expressão".
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Mas nem tudo foram boas notícias, como se pode imaginar. A revista foi condenada como uma incitação à pornografia. Em um mundo onde a homossexualidade, por exemplo, ainda é considerada um delito, falar de masturbação, ereção ou incesto é escandaloso. Isso levou algumas vozes a lançar queixas indignadas na tentativa de proibir sua venda. "A 'Jasad' tem adversários, mas também muitos defensores, a publicação demonstrou é que se o Líbano é o país árabe com mais liberdade mas também de contradições.