Neotropical Ichthyology

Neotropical Ichthyology Neotropical Ichthyology is a peer-reviewed scientific journal of the Brazilian Society of Ichthyology (Sociedade Brasileira de Ictiologia - SBI). A.

Scope: Neotropical Ichthyology is an International Forum to divulge and discuss the results of original researches on the diversity of marine, estuarine and freshwater Neotropical fishes. Impact Factor: 0.763
Cite Score: 2.9

http://www.scimagojr.com/journalsearch.php?q=16796225&tip=iss&exact=yes%3E

ISSN 1679-6225 - printed version
ISSN 1982-0224 - online version

Frequency: Four issues per year.

Areas of interest: Biology, Biochemistry and Physiology, Ecology, Ethology, Genetics and Molecular Biology, Systematics. Information Services:
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Copyright: All content of the journal, except where identified, is licensed under a Creative Common BY license (Attribution). Sponsors: Sociedade Brasileira de Ictiologia - SBI, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. Editor in Chief: Carla S. Pavanelli (NUPELIA/UEM). Publishing Editor: Vinícius de Araújo Bertaco (MCN)

Science Communication Editor: Natália Carneiro Lacerda dos Santos (UESC)

Social Media Editor: Igor C. Souto-Santos (MNRJ)

Video Editor: Kalebe S. Pinto (INPA)

-Section Editor in Biochemistry and Physiology: Bernardo Baldisserotto (UFSM). -Associate Editor: Juan Miguel Mancera Romero (Universidad de Cádiz).

-Section Editor in Biology, Ecology and Ethology: Fernando Meyer Pelicice (UFT). -Associate Editors: Ana Cristina Petry (UFRJ); Andrea Bialetzki (UEM/Nupélia); Carmen G. Montaña (North Carolina State University); Caroline Chaves Arantes (West Virginia University); David J. Hoeinghaus (University of North Texas); Eliane Gonçalves de Freitas (UNESP); Elizete Rizzo Bazzoli (UFMG); Emili García-Berthou (University of Girona); Fernando Zaniolo Gibran (UFABC); Francisco Gerson Araújo(UFRRJ); Franco Teixeira de Mello (Universidad de la Republica); Jorge Guimarães da Costa Eiras (Universidade do Porto); Lilian Casatti (UNESP); Paulo dos Santos Pompeu (UFLA); Rosemara Fugi (UEM/Nupélia).

-Section Editors in Systematics, Genetics and Molecular Biology: Brian Sidlauskas (Oregon State University); Osmar Luiz (Charles Darwin University); Toby S. Daly-Engel (Florida Institute of Technology); William Crampton (University of Central Flora). -Associate Editors: Alexandre Wagner Silva Hilsdorf (UMC); Carlos Luis DoNascimiento Montoya (Instituto Alexander von Humboldt); Claudio Oliveira (UNESP); Fernando Rogério de Carvalho (UFMS); George Mendes Tagliaferro Mattox (UFSCar); Gloria Arratia (KU Biodiversity Institute & Natural History Museum); Guillermo Ortí (George Washington University); Hernán Lopéz-Fernández (Royal Ontario Museum); Jennifer Wyffels (University of Delaware); Juan Marcos Mirande (Fundación Miguel Lillo – CONICET); Lisa B. Whitenack (Allegheny College); Marcelo Melo (USP); Marcelo Ribeiro de Britto (Museu Nacional, UFRJ); Matthew A. Kolmann (University of Michigan); Michael Maia Mincarone(UFRJ); Paulo Henrique Franco Lucinda (UNT); Priscila Camelier (UFBA); Shannon Corrigan – Florida Museum of Natural History, University of Florida, USA. Editorial Advisory Board:
Biology and Ecology: Kirk O. Winemiller (Texas A&M University). Genetics: Jonathan M. Wright (Dalhousie University)/
Molecular Systematics: Axel Meyer (University of Konstanz)/
Physiology and Biochemistry: David Randall (City University of Hong Kong)/
Systematics: Luiz R. Malabarba (UFRGS), Stanley H. Weitzman (National Museum of Natural History, Smithsonian Institution). Assistant Editors: Alessandro Gasparetto Bifi (INPA); Anielly Galego de Oliveira (UEM); Carolina Santos Vieira (UFRGS); Emília Welter Wendt (UFRGS); Flávia de Figueiredo Petean (Universidad Nacional de La Plata); Isabel Soares (ICMBio); Juliano Ferrer dos Santos (UFRGS); Oscar Pelaez Zapata (UEM); Priscila Madoka Miyake Ito (UFRGS); Rafaela Priscila Ota (INPA); Renata Rúbia Ota (UEM); Silvana de Melo (UNESP). Reference Librarians: João Fábio Hildebrandt and Maria Salete Ribelatto Arita (UEM/Nupélia). Cover Design/Layout and Art: Carlos Alexandre Venancio – Sinergia Casa Editorial.

30/03/2026

🐟🔍 Como os otólitos podem nos ajudar a distinguir duas espécies de peixe?

Os otólitos (estruturas calcárias do ouvido interno dos peixes) são ferramentas poderosas em estudos taxonômicos e ecológicos — especialmente quando as diferenças externas entre espécies são sutis ou difíceis de observar.

Neste estudo, pesquisadores analisaram a variação morfológica dos otólitos sagitta de duas espécies do gênero Physiculus:
🌊 P. cirm, endêmica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo
🌊 P. kaupi, distribuída ao longo do talude continental brasileiro

Foram examinados 50 indivíduos adultos (25 de cada espécie), utilizando descrições qualitativas, índices morfométricos e análises avançadas de forma com wavelets.

Apesar das semelhanças gerais, diferenças importantes foram identificadas:
➡️ P. cirm apresenta região anterior mais arredondada
➡️ P. kaupi tem região anterior mais pontiaguda
➡️ A região posterior também varia entre as espécies

Além disso, diversos índices morfométricos mostraram diferenças estatisticamente significativas entre elas.

📊 Usando essas informações, os pesquisadores conseguiram 98% de acerto na identificação das espécies — um resultado impressionante!

🌿 Essas diferenças refletem tanto a divergência evolutiva quanto possíveis adaptações ao ambiente de mar profundo, reforçando o uso dos otólitos como ferramentas-chave na identificação de espécies e estudos ecológicos.

Autores: César Santificetur, Pollyana Christine Gomes Roque, Sara de Castro Loebens, Alessandra Maria Advíncula Pires, Danielle de Lima Viana, Paulo Guilherme Vasconcelos de Oliveira
santificetur

Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0113/

Morfologia DeepSea Ciência Biodiversidade

23/03/2026

🌧️🐟 Valetas de estrada também podem abrigar biodiversidade!

Ambientes aquáticos temporários são importantes para manter a diversidade de peixes, especialmente em regiões tropicais. No entanto, habitats artificiais efêmeros — como valetas à beira de estradas — ainda são pouco estudados, apesar do seu potencial para abrigar espécies nativas, ameaçadas e até exóticas.

Um estudo realizado na Mata Atlântica do sudeste do Brasil, na microbacia do rio Preto, investigou a comunidade de peixes presente nesses ambientes. Ao longo de um ano, pesquisadores amostraram 36 valetas, que apresentaram condições ambientais extremas, como baixa concentração de oxigênio, grandes variações de temperatura e águas muito ácidas.

Mesmo nessas condições desafiadoras, foram registradas 17 espécies de peixes, incluindo espécies ameaçadas e também exóticas. A riqueza de espécies foi maior no período chuvoso, provavelmente devido à maior conexão hidrológica com riachos próximos.

Curiosamente, apesar do aumento na riqueza durante a estação chuvosa, a composição das espécies permaneceu semelhante ao longo do ano. As análises indicaram que a distância entre os locais teve um papel importante na estrutura das comunidades, sugerindo limitação na dispersão dos peixes.

🌿 Esses resultados mostram que habitats temporários artificiais podem ter um papel ecológico relevante, especialmente em paisagens fragmentadas, e reforçam a importância de incluir esses ambientes em inventários de biodiversidade.

Autores: João Henrique Alliprandini da Costa, Amanda Selinger, Francisco Langeani, Ursulla Pereira Souza, Rafael Mendonça Duarte


Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0117/

MataAtlântica Wetlands Ictiologia Ciência

15/03/2026

🌿🐟 Áreas úmidas artificiais são menos diversificadas do que as naturais?

As áreas úmidas são fundamentais para a conservação da biodiversidade e para a manutenção de importantes serviços ecossistêmicos. No entanto, muitas vêm sendo degradadas pela poluição e pela conversão para áreas agrícolas e urbanas.

Um estudo realizado na planície de inundação do rio Sinos (RS) comparou a diversidade de peixes entre áreas úmidas naturais e áreas úmidas artificiais formadas pela extração de argila para olarias da região.

Entre novembro de 2014 e junho de 2015, pesquisadores amostraram 12 áreas úmidas (seis naturais e seis artificiais) utilizando pesca elétrica. Ao todo, foram registrados 2.726 indivíduos pertencentes a 38 espécies de peixes, sendo praticamente todas nativas da bacia.

Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas entre áreas naturais e artificiais em relação à riqueza de espécies, abundância e diversidade. Em ambos os ambientes, a comunidade de peixes foi dominada por espécies pequenas de Characiformes e Cichliformes, típicas de ambientes de águas paradas.

🌎 Esses resultados indicam que áreas úmidas artificiais também podem contribuir para a conservação da ictiofauna, ajudando a compensar a perda de ambientes naturais e reforçando a importância do planejamento ambiental.

Autores: Kelly Correia de Lima, Caroline dos Santos Brückmann, Ana Caroline Ruppenthal, Amanda Bauer, Marlon Ferraz, Uwe Horst Schulz
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Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0009/

Peixes Ictiologia Ciência Ecologia

08/03/2026

⚡🐟 Pequenas e grandes hidrelétricas impactam os peixes da mesma forma?

Um novo estudo investigou como pequenas (SHPs) e grandes hidrelétricas (LHPs) afetam as comunidades de peixes no estado do Paraná — e os resultados desafiam o que muita gente supõe.

A pesquisa analisou dados de Avaliações de Impacto Ambiental (EIA) de seis usinas, avaliando abundância, riqueza e diversidade de peixes. Para isso, foram utilizados dois métodos analíticos robustos:
📊 BACI (Before-After-Control-Impact)
📈 RDiT (Regression Discontinuity in Time)

O que eles encontraram?

Os impactos variaram bastante entre os locais estudados — e não houve um padrão consistente indicando que grandes hidrelétricas causam sempre mais impacto do que pequenas. Ou seja, o tamanho da usina, por si só, não explica os efeitos sobre as assembleias de peixes.

Além disso, o estudo mostrou que o método BACI pode gerar vieses quando áreas a montante são usadas como “controle”, já que essas áreas também podem estar sob influência do empreendimento. Já o método RDiT se mostrou mais robusto ao lidar com essas limitações.

🌎 A principal mensagem é clara: os impactos de hidrelétricas são altamente dependentes do contexto local. Classificações simplistas baseadas apenas no porte do empreendimento podem mascarar efeitos reais.

O trabalho reforça a necessidade de avaliações ambientais mais refinadas, com análises ecológicas específicas para cada local, fortalecendo políticas públicas e estratégias de conservação para ecossistemas de água doce.

Porque, quando o assunto é biodiversidade, o detalhe importa — e muito.

Autores: Luiz Guilherme dos Santos Ribas, Anderson Luís Maciel, Gilmar Baumgartner, Fernando Cesar Alves Ferreira, Juliano Tupan Coragem, Éder André Gubiani

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Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0053/

21/02/2026

Já imaginou um peixe que lembra a pelagem de uma onça-pintada? 🐆🐟

Uma nova espécie do gênero Ituglanis acaba de ser descrita para as porções superior e inferior da bacia do rio Uruguai — e seu padrão de coloração é simplesmente impressionante.

O corpo apresenta duas camadas de manchas sobre um fundo amarelado. A camada interna possui manchas marrom-escuras arredondadas, com tamanho semelhante ao diâmetro do olho, levemente coalescentes. Sobre elas, há uma segunda camada de manchas menores, também arredondadas. O resultado é um padrão que lembra a pelagem de uma onça-pintada — algo incomum entre seus congêneres.

Mas não foi apenas a aparência que confirmou a novidade. A equipe utilizou também evidências moleculares, com base no gene mitocondrial COI (Cytochrome c oxidase subunit I), amplamente empregado em estudos de DNA barcoding. A análise genética revelou uma relação filogenética próxima com três espécies de drenagens costeiras atlânticas: Ituglanis boitata, Ituglanis amphipotamus e Ituglanis proops.

Apesar do parentesco, a nova espécie se diferencia por um conjunto de características morfológicas bem definidas, incluindo o formato e comprimento do odontóforo interopercular, o número de odontódeos, o número de raios da nadadeira peitoral e detalhes do sistema laterossensorial cefálico.

A descoberta reforça como a biodiversidade sul-americana ainda guarda espécies desconhecidas, mesmo em grupos já relativamente estudados. Além disso, destaca a importância da integração entre morfologia e genética na delimitação de espécies — especialmente em linhagens crípticas de pequenos peixes de água doce.

Mais uma peça fascinante no quebra-cabeça da diversidade neotropical.

Autores: Nathana Bressan .bressan, Laura M. Donin e Juliano Ferrer .

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Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0071/

Environmental damage in the Xingu River is driving endangered catfish toward hybridization, threatening the genetic iden...
18/02/2026

Environmental damage in the Xingu River is driving endangered catfish toward hybridization, threatening the genetic identity and survival of rare Amazonian species. https://www.ni.bio.br/1982-0224-2024-0107/

Fish in Amazonian headwater streams show that body shape and anatomy strongly predict how species feed, move, and use th...
18/02/2026

Fish in Amazonian headwater streams show that body shape and anatomy strongly predict how species feed, move, and use their habitats, revealing clear ecological patterns in nutrient-poor environments. https://www.ni.bio.br/1982-0224-2023-0135/

07/02/2026

Perspectiva global sobre poças temporárias!

As poças temporárias de água doce são habitats efêmeros 🌧️💧, marcados por alta variabilidade estrutural e físico-química. Muitas secam completamente durante a estação seca ☀️, abrigando peixes anuais — como os rivulídeos e notobranquídeos — que estão entre os peixes de água doce mais ameaçados do mundo 🐟⚠️. Apesar de pequenos, esses ambientes sustentam comunidades de peixes surpreendentemente diversas, mas são extremamente vulneráveis às mudanças climáticas 🌍🔥.

Este estudo realizou uma revisão sistemática para identificar tendências globais e lacunas no conhecimento científico sobre peixes que habitam poças temporárias, além de testar se políticas públicas influenciam a produção científica na área. Foram analisados 115 artigos científicos publicados entre 1981 e 2024 📚🔍.

Os resultados mostram que a pesquisa está fortemente concentrada na América do Sul e na África, com destaque para o Brasil 🇧🇷. Os temas mais abordados foram reprodução e taxonomia, com foco principalmente nas famílias Rivulidae e Nothobranchiidae. Ao todo, 62 espécies de Rivulidae e 12 de Nothobranchiidae foram estudadas, enquanto cerca de 100 espécies de outras famílias receberam pouca ou nenhuma atenção científica 😕.

Importantes lacunas de conhecimento persistem em áreas como ecotoxicologia, fisiologia, ecologia trófica, comportamento e parasitologia 🧪🧠. Além disso, os resultados indicam que as políticas públicas não influenciaram diretamente os padrões de publicação científica sobre o tema.

O estudo reforça a urgência de integrar o conhecimento científico ao planejamento de conservação 🌱📊 e destaca que ampliar o foco para outros grupos de peixes e aspectos ecológicos é essencial para proteger a biodiversidade desses ecossistemas altamente vulneráveis.

Autores: João Henrique Alliprandini da Costa, Jansen Zuanon, Amanda Selinger, Ana Gabriela Castilho, Ursulla Pereira Souza, Rafael Mendonça Duarte

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Acesse o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0043/

tendências habitatstemporarios

20/12/2025

🧬🐟 Híbridos da natureza: quando a evolução deixa marcas invisíveis

Por que os ciclídeos apresentam uma diversidade tão impressionante? Um dos fatores que pode explicar esse padrão é a introgressão genética, um processo em que espécies diferentes trocam material genético ao longo do tempo. No México, esse mecanismo pode ter tido um papel importante na diversificação do gênero Herichthys, um dos mais diversos do país, com 11 espécies válidas.

Na bacia do Pánuco–Tamesí, Herichthys pantostictus e H. carpintis ocorrem frequentemente em simpatria, compartilhando os mesmos ambientes naturais. Para investigar a existência de hibridização entre essas espécies, o estudo combinou sequências de DNA mitocondrial e nuclear com caracteres morfológicos tradicionais e morfometria geométrica.

Os resultados revelam um cenário intrigante: as análises mitocondriais mostram haplótipos de ambas as espécies misturados, indicando sinais de introgressão antiga. Em contraste, os marcadores nucleares apontam que as espécies permanecem geneticamente distintas. Do ponto de vista morfológico, embora existam diferenças estatísticas entre populações, há grande sobreposição entre elas, e a morfometria geométrica não detectou diferenças claras.

Assim, a introgressão deixou marcas no genoma, mas não resultou em diferenças morfológicas evidentes, mostrando que a história evolutiva pode estar escondida no DNA, mesmo quando não é visível a olho nu.

📄 Leia o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0042/

Autores: Omar Mejía, Fabian Pérez-Miranda e Amairany Bernal-Portillo.
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19/12/2025

🐟 Conheça o matrinxã desde o comecinho da vida! 🌱✨

O matrinxã Brycon falcatus, um peixe superimportante na Amazônia — tanto para a pesca quanto para a dispersão de sementes 🌿🐟 — ainda tinha uma fase pouco conhecida: seu desenvolvimento inicial.

Um novo estudo vem preencher essa lacuna 📘🔍, descrevendo em detalhe as fases larval e juvenil da espécie, usando características morfológicas, merísticas e análises de crescimento.

Foram analisados 116 indivíduos (de 4,02 a 72,83 mm) coletados na sub-bacia do rio Tapajós 🏞️🇧🇷. Logo após a eclosão, as larvas são bem simples 👶🐟 e vão, aos poucos, adquirindo estruturas essenciais. Durante a fase de larva com s**o vitelino, quase não há pigmentação — que começa a aparecer na preflexão e segue até as fases de flexão e pós-flexão 🎨✨.

Já os juvenis mostram um conjunto marcante de padrões: faixas escuras no corpo, uma mancha umeral e outra no pedúnculo caudal ➿🐟. O estudo também observou que a espécie possui entre 42 e 44 miómeros, e que os raios das nadadeiras seguem padrões bem definidos 🦴🌊.

Outro achado importante é que o crescimento das larvas é isométrico contínuo, ou seja, elas crescem mantendo suas proporções 📈✨. Além disso, os autores mostram como identificar B. falcatus em relação a espécies próximas, tanto pelo padrão de pigmentação quanto pelo número de raios das nadadeiras 🔑🐟.

O trabalho ainda traz uma chave taxonômica para identificar larvas de Brycon na bacia do Tapajós — uma ferramenta essencial para conservação e manejo da espécie 💚🌍.

📄 Leia o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0045/

Autores: Fabíola Katrine Souza da Silva-Cajado, Ruineris Almada Cajado, Lucas Silva de Oliveira, Zaqueu dos Santos, Lucélia Nobre Carvalho e Diego Maia Zacardi.
divulga

01/12/2025

Conhecendo melhor duas espécies do Velho Chico!

A bacia do rio São Francisco abriga uma ictiofauna altamente endêmica no leste do Brasil 🐟🇧🇷, incluindo dois bagres pouco conhecidos da família Pimelodidae: Duopalatinus emarginatus e Bagropsis reinhardti. Apesar de descritas no século XIX 📜, essas espécies permaneceram taxonomicamente obscuras por mais de 100 anos, devido à escassez de exemplares e à confusão com outros táxons.

Este estudo apresenta redescrições detalhadas das duas espécies, baseadas em material recentemente coletado e em espécimes de museu que estavam identificados de forma incorreta 🏛️🔍. A análise morfológica aliada a dados osteológicos confirmou que D. emarginatus e B. reinhardti são espécies distintas, separadas por diferenças claras em caracteres esqueléticos, merísticos e também por preferências de habitat 🌿💧.

Os resultados sustentam uma revisão taxonômica dentro de Pimelodidae, propondo a nova tribo Bagropsini, formada por Bagropsis (agora incluindo Pimelodus atrobrunneus e P. paranaensis) e Duopalatinus emarginatus. Além disso, o estudo apresenta dados atualizados de distribuição, revelando os nichos ecológicos particulares que cada espécie ocupa dentro da bacia do São Francisco 🗺️✨.

Essas redescrições são essenciais para a identificação correta das espécies, contribuindo diretamente para avaliações de conservação ⚠️🌱 e auxiliando no entendimento da diversidade real de Pimelodidae na região. O trabalho também fornece uma chave de identificação revisada para as espécies de Pimelodidae presentes na bacia.

 📄 Leia o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0063/

Autores: Marcelo Salles Rocha, John G. Lundberg, Paulo Santos Pompeu and Carlos Bernardo M. Alves
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29/11/2025

O que comem os filhotes de tarpão em estuários urbanos? 🐟🌆 

O tarpão (Megalops atlanticus) é um peixe de grande importância ecológica e econômica 🌊🐟, conhecido por utilizar estuários como áreas de berçário durante seus estágios iniciais de vida 🌱. Classificado como Vulnerável (VU) pela IUCN ⚠️ devido às intensas pressões antrópicas, compreender sua ecologia trófica é fundamental para monitorar mudanças ambientais e as relações entre peixes e seus habitats.

Este estudo investigou a dieta de juvenis de M. atlanticus em um estuário altamente urbanizado 🌆, combinando análises morfológicas e moleculares 🔬 (gene 16S rDNA) para identificar presas com maior precisão. Foram analisados os conteúdos estomacais de 123 indivíduos, variando entre 3,9 e 64,0 cm de comprimento padrão 📏, permitindo comparar padrões alimentares entre classes de tamanho e avaliar o consumo de espécies não nativas.

Os resultados mostram que o tarpão juvenil é um predador generalista e oportunista 🍽️, consumindo invertebrados, além de peixes nativos e não nativos — incluindo Oreochromis niloticus (tilápia) 🐟✨. A presença de Tubifex spp. e registros de canibalismo 😮 reforçam a grande plasticidade alimentar da espécie, especialmente em ambientes intensamente modificados pelo ser humano.

A análise baseada em DNA permitiu identificar presas com mais precisão 🧬 e revelou que a dieta dos juvenis é moldada pela presença de espécies exóticas, comuns em ecossistemas urbanos.

Esses achados destacam o impacto das ações humanas nas dinâmicas tróficas dos estuários ⚓ e reforçam a importância crítica desses ambientes como berçários para o tarpão 💙.

 📄 Leia o artigo completo em: https://www.ni.bio.br/1982-0224-2025-0010/

Autores: Grazielly Bandeira Matias, Leonardo Mesquita Pinto, Ronaldo César Gurgel-Lourenço, Talita Camila E. Silva Nascimento, Denise Cavalcante Hissa and Jorge Iván Sánchez-Botero

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