10/05/2026
Uma história que comoveu Maringá agora ganha um novo capítulo, ainda mais simbólico. Cerca de 40 dias após viver momentos de desespero ao ver o filho desacordado em um shopping da cidade, a fisioterapeuta Eliane de Deus Severino fala sobre transformação, fé e o signif**ado de celebrar o Dia das Mães neste domingo, 10.
O caso, que repercutiu em toda a região, ficou marcado pela sequência dramática: uma queda aparentemente simples, seguida de convulsão, ausência de sinais vitais e a reanimação da criança após manobras realizadas pela própria mãe, enquanto pessoas ao redor se ajoelhavam para orar. Agora, semanas depois, a história ganha um novo olhar, mais íntimo e ainda mais impactante.
Um Dia das Mães entre dor e gratidão
Este será apenas o segundo Dia das Mães com o pequeno Samuel, que completa dois anos em julho. Mas, segundo Eliane, a data nunca teve um signif**ado tão profundo. Além de tudo que viveu com o filho, ela também enfrenta o luto pela perda recente da própria mãe.
“Tá sendo um Dia das Mães diferente. Ao mesmo tempo triste, mas muito feliz. Eu estou sem a minha mãe, mas tenho o Samuel. E hoje eu consigo valorizar os mínimos detalhes”, contou. A emoção ficou ainda mais evidente durante uma simples apresentação escolar do filho.
“Eu olhava ele lá em cima e só pensava: eu poderia não estar aqui. Eu poderia não estar vendo isso. Aquilo mexeu muito comigo.”
O trauma e os sinais após o episódio
Apesar da recuperação considerada completa, o episódio deixou marcas, principalmente comportamentais. Segundo a mãe, Samuel passou a demonstrar medo em ambientes médicos, algo que antes não acontecia.
“Ele desenvolveu uma espécie de ‘síndrome do jaleco branco’. Hoje, quando vê um profissional da saúde, já f**a assustado e começa a chorar. Além disso, pequenos gestos indicam alguma memória do ocorrido. Quando ele cai, ele leva a mãozinha na cabeça e fala ‘bateu’. É como se tivesse f**ado registrado.”
Texto: Thiago Danezi
Foto: Arquivo pessoal