01/01/2026
Médicos realizam cirurgia cerebral enquanto paciente faz crochê no Paraná
CURITIBA – Em um procedimento cirúrgico raro e delicado, a agricultora Edidamares de Oliveira, de 45 anos, permaneceu acordada e fazendo crochê durante uma operação para a retirada de um tumor no cérebro. O caso ocorreu no Hospital Cajuru, em Curitiba, com o objetivo de garantir que as funções motoras e cognitivas da paciente não fossem afetadas durante a remoção da lesão.
O Procedimento: Precisão em cada Ponto
A técnica, conhecida como awake craniotomy (craniotomia com paciente acordado), foi escolhida porque o tumor estava localizado em uma área nobre do cérebro, responsável pelo controle dos movimentos e da fala.
O "Teste" do Crochê: Como Edidamares tem o hábito de fazer crochê há anos, os médicos pediram que ela realizasse a atividade durante a cirurgia. Se ela perdesse a coordenação ou errasse o ponto, a equipe saberia imediatamente que estava chegando perto demais de uma área funcional crítica.
Monitoramento em Tempo Real: Enquanto a equipe de neurocirurgia operava, Edidamares conversava e manuseava a agulha e a linha, transformando o bloco cirúrgico em um ambiente de tranquilidade incomum para tal complexidade.
Por que acordada?
Diferente de uma anestesia geral comum, a sedação foi parcial. Isso permite que o cirurgião mapeie o cérebro através de estímulos elétricos. Se o paciente parar de falar ou de se mover ao ser estimulado em um ponto específico, o médico sabe que não pode retirar tecido daquela região.
"Eu não senti dor nenhuma. Estava tranquila, fazendo o meu trabalho manual e conversando com a equipe. Foi a forma que encontraram de ver se eu estava bem", relatou a agricultora após o sucesso do procedimento.
Registro Visual
As imagens da Dona Edidamares com a cabeça aberta (protegida pelo campo cirúrgico), focada em seus pontos de crochê, circularam o mundo como exemplo de humanização e tecnologia médica.
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