09/04/2026
O diretório nacional do Partido Novo publicou as diretrizes que orientarão a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O material estabelece que os candidatos ao Senado deverão se comprometer a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, o Novo informa que os candidatos devem ter “compromisso explícito com o impeachment de ministros do STF que cometam abusos de autoridade, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli”. O partido externa que “a exigência não é simbólica”.
“Aquele que vier a se candidatar ao cargo de senador da República pelo Partido Novo compromete-se a defender a responsabilização de ministros do STF, inclusive mediante apoio à instauração de processo de impeachment de ministros que tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função, observados a Constituição Federal, o devido processo legal e as garantias institucionais”, externa a resolução.
O texto inclui cláusula que proíbe expressamente coligações com partidos de esquerda, como PT, PSOL, PV, Rede e PCdoB, por “incompatibilidade ideológica”. Os diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aprovação do diretório nacional.
O documento também fixa critérios para a seleção de candidatos, que deverão demonstrar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda.
Até o momento, alguns nomes da legenda aderiram ao compromisso: o deputado federal Marcel van Hattem, pelo Rio Grande do Sul; e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, pelo Paraná. A medida já vale a partir de outubro de 2026.
Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest aponta que 66% dos brasileiros querem eleger senadores comprometidos a aprovar pedidos de impeachment de ministros do STF, contra 22% que discordam. Dois terços do Senado, 54 parlamentares, terão mandatos encerrados no início de 2027.