Adm Raquel Ortiz

Adm Raquel Ortiz 🪷Desbravar, sentir e redescobrir, em busca do meu ser integral
💜Estudante Psicologia e Esp. Psi Perinatal
👩🏻‍💻Administradora e Esp. Psi Organizacional

Tenho vivido um tempo de escuta.Escuta daquilo que me atravessa como mulher, daquilo que herdei, daquilo que nomeio com ...
26/05/2026

Tenho vivido um tempo de escuta.

Escuta daquilo que me atravessa como mulher, daquilo que herdei, daquilo que nomeio com dificuldade, daquilo que sinto no corpo antes mesmo de conseguir organizar em palavras.

Há projetos que não começam apenas como ideia.
Começam como convocação.

Algo vem sendo tecido em silêncio, entre feminilidade, ancestralidade e psicologia.
Ainda não é tempo de dizer tudo.
Mas talvez já seja tempo de deixar sentir um pouco.

Nem toda criação nasce de pressa.
Algumas nascem de profundidade.

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Neste Dia das Mães, eu não queria fazer apenas uma postagem de parabéns.Queria fazer uma postagem de reconhecimento.Reco...
10/05/2026

Neste Dia das Mães, eu não queria fazer apenas uma postagem de parabéns.

Queria fazer uma postagem de reconhecimento.
Reconhecimento das mães que amam, cuidam, sustentam, enfrentam jornadas exaustivas e, muitas vezes, seguem sendo cobradas como se maternar devesse acontecer sem ambivalência, sem cansaço e sem necessidade de apoio.

Queria reconhecer também que, no Brasil, falar de maternidade não deveria ser apenas falar de amor e entrega, mas também de direitos, proteção e dignidade. A Constituição assegura especial proteção à família, à maternidade e à infância, e entre as conquistas importantes estão o direito da gestante a acompanhante de livre escolha no trabalho de parto, parto e pós-parto, além de políticas públicas voltadas ao cuidado materno e ao aleitamento.

Mas eu também queria reconhecer algo que ainda precisa ser mais legitimado socialmente:
família não existe de um jeito só.

Nem toda família é composta por pai, mãe e filhos dentro de um modelo idealizado e normativo. Existem muitas formas de vínculo, cuidado, responsabilidade e amor.

Eu mesma vivo uma experiência que atravessa essa complexidade: sou mãe e também madrasta de dois enteados. E sei que as famílias reconstituídas muitas vezes carregam estigmas, silenciamentos e julgamentos, como se apenas alguns arranjos familiares fossem dignos de reconhecimento.
Não são.

Cuidar também é construir família.
Vincular-se também é construir família.
Sustentar presença, afeto e responsabilidade também é construir família.

Que o Dia das Mães possa ser, sim, uma data de homenagem.
Mas também de ampliação de olhar.
De reconhecimento das lutas.
De defesa de direitos.
E de respeito à pluralidade das maternidades e das famílias.

Maternidade não precisa caber em um molde para ser legítima.
E família não precisa seguir um padrão para ser real.



O dia das mães está chegando… e você já percebeu como é comum dizer que a maternidade “deixa a mulher frágil”?Mas quase ...
09/05/2026

O dia das mães está chegando… e você já percebeu como é comum dizer que a maternidade “deixa a mulher frágil”?

Mas quase nunca falamos sobre o que realmente a adoece.

Não é o bebê.
Não é o amor.
Não é a entrega.

É a solidão.

Estudos sobre saúde mental perinatal mostram que a ausência de rede de apoio está diretamente associada ao aumento de sintomas de ansiedade e depressão no pós-parto. Mas isso não é só um dado técnico. Isso é uma realidade social.

Você não adoece porque se tornou mãe.
Você adoece quando precisa dar conta de tudo sozinha.

Quando seu cansaço é romantizado.
Quando sua sobrecarga vira “força”.
Quando sua dor vira silêncio.

E aqui está algo importante: sofrimento não é sinal de incompetência. É sinal de contexto.

A saúde mental da mulher não pode ser analisada fora das condições sociais em que ela vive.

Você já parou para pensar que talvez o problema nunca tenha sido você?

Talvez tenha sido a estrutura.

Eu acredito em uma psicologia que olha para a mulher inteira.
Corpo. História. Cultura. Rede. Condições.

Sem rótulos apressados.
Sem culpabilização.

Se isso fez sentido para você, compartilha nesse dia das mães.

E me conta: você já se sentiu sozinha mesmo estando cercada de pessoas?

Trauma não é apenas o que aconteceu.Também pode ser o que deveria ter acontecido…e não aconteceu.Nem todo sofrimento vem...
04/05/2026

Trauma não é apenas o que aconteceu.

Também pode ser o que deveria ter acontecido…
e não aconteceu.

Nem todo sofrimento vem de eventos extremos.

Às vezes, ele nasce em experiências repetidas de ausência:
de escuta, de validação, de cuidado, de presença emocional.

E isso significa adaptação.

O corpo aprende a se proteger do jeito que pode.
A mente organiza respostas para continuar funcionando.

Mas o que um dia foi proteção,
em outro momento pode se transformar em peso.

Falar sobre trauma não é reviver dor.

É, aos poucos, poder compreender a própria história
com mais cuidado e menos julgamento.

Esse conteúdo é informativo e não substitui acompanhamento psicológico.

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abril não está sendo leve.e talvez não é para ser.você já percebeu como a gente tenta dar sentido rápido demais ao que a...
01/05/2026

abril não está sendo leve.

e talvez não é para ser.

você já percebeu como a gente tenta dar sentido rápido demais ao que ainda está acontecendo?

como se tudo precisasse virar aprendizado imediatamente.

abril, pra mim, não está sendo apenas sobre aprender.

mas sobre sustentar.

sustentar a rotina,
as responsabilidades,
o corpo,
as emoções,
os imprevistos,
os medos que aparecem sem aviso.

um mês que me lembra que nem sempre a gente está “evoluindo” de forma bonita.

às vezes, a gente só está tentando continuar.

e isso também é movimento.

isso também é força.

isso também é saúde possível dentro do que dá.

eu não finalizei abril com respostas.

mas sigo me esforçando para o presente.

e talvez, nesse momento da vida,
isso já seja suficiente.

você também sentiu esse mês assim?

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cada dia que passa,entre os acontecimentos da vida, da famíliae os estudos em psicologia e trauma,eu tenho percebido alg...
27/04/2026

cada dia que passa,
entre os acontecimentos da vida, da família
e os estudos em psicologia e trauma,
eu tenho percebido algo que não dá mais para ignorar:

o corpo sente.

Sente o que é vivido.
Sente o que é sustentado.
E, muitas vezes, sente o que não pôde ser dito.

Tenho visto de perto
como o cansaço não é só físico.

Como o estresse se prolonga no corpo.
Como a sobrecarga emocional atravessa o dia a dia.
Como experiências difíceis encontram formas de aparecer —
mesmo quando ninguém nomeia.

Não como causa única.
Mas como parte de um todo que precisa ser olhado com mais cuidado.

O corpo não separa o que a gente insiste em dividir.

E talvez o que chamamos de exaustão
nem sempre seja falta de descanso.

Às vezes, é excesso de tudo
que foi sendo acumulado em silêncio.

Como discute Gabor Maté,
o corpo frequentemente expressa aquilo que não pôde ser vivido ou elaborado.

Não como fraqueza.
Mas como uma forma de adaptação.

E talvez, antes de pedir mais força,
a gente precise começar a perguntar:

o que, em mim, já passou do limite?

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Existe uma expectativa silenciosa de que a mulher seja forte o tempo inteiro.Forte para sustentar.Forte para cuidar.Fort...
13/04/2026

Existe uma expectativa silenciosa de que a mulher seja forte o tempo inteiro.

Forte para sustentar.
Forte para cuidar.
Forte para suportar.

Mas força contínua sem suporte também adoece.

A saúde mental feminina precisa ser compreendida a partir do contexto social, das relações e das experiências vividas.

Nem todo cansaço é fraqueza.
Nem todo choro é exagero.
Nem todo sofrimento é drama.

Às vezes, é sobre sobrecarga.
Às vezes, é sobre silenciamento.
Às vezes, é sobre ausência de escuta.

Você já sentiu que precisava ser forte o tempo todo?

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Você já percebeu como a sobrecarga da mãe que estuda ou trabalha é sempre tratada como “falta de organização” ou “você q...
08/04/2026

Você já percebeu como a sobrecarga da mãe que estuda ou trabalha é sempre tratada como “falta de organização” ou “você quem escolheu, agora aguenta!”

Como se fosse uma questão simples ou de agenda.

Como se fosse só acordar mais cedo e encarar a realidade.

Mas não é sobre tempo ou falta de responsabilidade.

É sobre acúmulo invisível.

Ela acorda antes de todos.
Organiza a casa mentalmente enquanto organiza a mochila.
Estuda com culpa.
Trabalha com culpa.
Descansa com culpa.

E no fim do dia ainda escuta:
“Mas você escolheu isso.”

Sim. Ela escolheu crescer.
Ela escolheu estudar.
Ela escolheu trabalhar.

Mas ela não escolheu fazer tudo sozinha.

Existe um conceito muito discutido na psicologia social chamado dupla jornada — e muitas vezes é tripla. Trabalho formal, trabalho doméstico e trabalho emocional.

O cansaço dela não é fraqueza.
É sobrecarga estrutural.

Você já se pegou pensando que deveria dar conta de tudo sem reclamar?

Talvez o problema não seja sua capacidade.
Talvez seja a expectativa irreal colocada sobre você.

A saúde mental da mulher que materna e constrói sua própria trajetória precisa ser olhada com contexto, não com cobrança.

Se esse texto te atravessou, salva para lembrar que exaustão não é incompetência.

E me conta: você se sente apoiada ou apenas exigida?

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01/04/2026

O trauma distorce sua relação com seu corpo.
O yoga te ajuda a tratar o seu relacionamento com seu próprio corpo.
É um trabalho de consciência corporal!

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Você já parou para pensar quantas vezes foi elogiada por ser “boazinha”?Quantas vezes ser discreta foi tratado como virt...
27/03/2026

Você já parou para pensar quantas vezes foi elogiada por ser “boazinha”?

Quantas vezes ser discreta foi tratado como virtude?

O silenciamento feminino não começa na vida adulta. Ele começa na educação.

Meninas aprendem cedo que agradar é mais seguro do que confrontar. Que ser aceita é mais importante do que ser autêntica.

E isso não é apenas um fenômeno individual. É estrutural.

Diversos estudos apontam que mulheres são socialmente condicionadas a priorizar harmonia e aprovação, mesmo que isso custe sua própria expressão emocional.

Com o tempo, essa adaptação vira padrão.

Você evita conflitos.
Você suaviza opiniões.
Você duvida da própria percepção.

E quando sente ansiedade, culpa ou frustração… acha que o problema está em você.

Mas talvez nunca tenha sido.

Talvez tenha sido o quanto você precisou se moldar para caber.

Recuperar sua voz não significa se tornar agressiva. Significa se tornar inteira.

E isso pode ser desconfortável no início — porque o mundo está mais acostumado com mulheres que cedem do que com mulheres que se posicionam.

Se esse conteúdo fez sentido, salva.

você lembra quando começou a se calar?

——

Endereço

Mossoró, RN
59600

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