16/08/2026
A psicóloga também existe para além do consultório.
Existe uma vida acontecendo fora da clínica, dos estudos, dos atendimentos e das responsabilidades profissionais.
Hoje, por exemplo, estou aqui: em casa, cozinhando, preparando uma refeição para a minha família — e pensando sobre algo que atravessa a vida de tantas pessoas: a sobrecarga mental.
Quando percebo que estou com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e começo a me sentir mentalmente travada, insistir em continuar produzindo nem sempre funciona para mim.
Às vezes, preciso mudar de movimento.
Cozinhar, organizar uma gaveta, arrumar alguma coisa pela casa… algumas atividades manuais me ajudam a desacelerar o excesso de pensamentos e, aos poucos, a me reorganizar internamente.
Mas faço uma ressalva importante: isso não é uma técnica psicológica universal.
O que para mim pode favorecer uma pausa e uma reorganização, para outra pessoa pode funcionar como fuga, procrastinação ou até como uma forma de evitar entrar em contato com aquilo que está sentindo.
Por isso, autoconhecimento também envolve perceber como cada um de nós se ajusta diante das próprias experiências.
O que me ajuda quando estou sobrecarregada?
O que realmente me reorganiza — e o que apenas me distrai?
Quando preciso insistir e quando preciso mudar de movimento?
Nem sempre destravar significa fazer mais.
Às vezes, significa encontrar outro jeito de continuar.
E você? Já percebeu o que costuma ajudá-lo a se reorganizar mentalmente quando se sente sobrecarregado ou travado?