Ana Luíza Rodrigues

Ana Luíza Rodrigues Advogada da sua família

14/08/2026

Comprou um imóvel durante o casamento e acha que ele automaticamente será dividido no divórcio?

Na comunhão parcial de bens, existem situações em que o patrimônio adquirido durante o casamento pode ficar fora da partilha e a sub-rogação é uma delas.

Mas não basta dizer que “o dinheiro era meu”. É preciso conseguir demonstrar a origem dos recursos e observar a forma como o negócio foi formalizado.

Patrimônio se protege antes do problema aparecer.

13/08/2026

“Eu não confio nele” pode impedir uma viagem internacional?

12/08/2026

“Casei na comunhão parcial e só depois descobri o tamanho do problema. Dá pra trocar?”

Se você já casou, talvez tenha escolhido o regime de bens sem entender exatamente todas as consequências dessa escolha.

A comunhão parcial de bens tem regras que podem surpreender, principalmente quando falamos sobre patrimônio construído durante o casamento e o que acontece com ele depois da morte de um dos cônjuges.

E aqui existe uma diferença fundamental: meação não é herança.

Dependendo da situação familiar, o patrimônio pode envolver cônjuge, filhos e até ascendentes do falecido na sucessão.

Mas calma: se você já casou, isso não significa que não exista mais nada a fazer.

Em determinadas situações, é possível alterar o regime de bens depois do casamento, mediante pedido conjunto e autorização judicial, desde que sejam observados os requisitos legais e preservados os direitos de terceiros.

E essa alteração pode fazer parte de um planejamento patrimonial e sucessório mais amplo.

A verdade é que regime de bens não deveria ser uma escolha feita no automático, só porque “é o regime padrão”.

É uma decisão que pode impactar o patrimônio que vocês estão construindo juntos e o destino dele no futuro.

Você sabia que é possível alterar o regime de bens depois do casamento?

Salve este post para lembrar disso e envie para quem está prestes a casar.

Existem algumas frases que a gente ouve tanto que acabam parecendo verdade. Mas, no Direito de Família, algumas delas sã...
12/08/2026

Existem algumas frases que a gente ouve tanto que acabam parecendo verdade. Mas, no Direito de Família, algumas delas são simplesmente MITOS. 👀

❌ “Guarda compartilhada significa que não precisa pagar pensão.”

❌ “Pai desempregado não precisa pagar pensão.”

❌ “Se não paga pensão, também não vai ver o filho.”

Nenhuma dessas afirmações está correta.

Guarda compartilhada não significa que a criança precisa morar metade do tempo com cada genitor e muito menos que a pensão deixa de existir.

O desemprego também não extingue a obrigação alimentar. A situação financeira pode justificar a revisão do valor, mas não simplesmente fazer desaparecer a obrigação.

E, talvez, uma das confusões mais comuns: pensão alimentícia e convivência são questões diferentes. O pai não deixa de ter o dever de pagar alimentos porque não está convivendo com o filho. Da mesma forma, o inadimplemento da pensão não autoriza a mãe a impedir a convivência.

Informação correta também é uma forma de proteger relações familiares, principalmente quando existem filhos envolvidos.

Salva este post para não esquecer e compartilha com alguém que ainda acredita em um desses mitos. 💜

Hoje, 11 de agosto, comemoro meu sexto ano como advogada.E consigo me lembrar como se fosse ontem do momento em que li m...
11/08/2026

Hoje, 11 de agosto, comemoro meu sexto ano como advogada.

E consigo me lembrar como se fosse ontem do momento em que li meu nome na lista de aprovados da OAB. Depois de muito esforço, muito suor e de uma preparação que me custou caro demais.

De lá para cá, a advocacia já me decepcionou muito, mas também já me surpreendeu demais.

Ser advogada é muito mais do que exercer uma profissão. É ter a oportunidade de ser instrumento de efetiva modificação na vida das pessoas. E esse é o propósito da minha vida e a razão pela qual faço o que faço.

A advocacia nem sempre é glamourosa. Muitas vezes, também não é leve. Muito pelo contrário.

Especialmente no Direito de Família, trabalhar significa lidar diariamente com os problemas, as dores, os conflitos e o peso emocional da vida de outras pessoas. É uma responsabilidade enorme, mas também é uma honra gigantesca.

Quando a minha vida esbarra com outras vidas e eu tenho a missão, e o privilégio, de tentar tornar a vida de alguém um pouco melhor, tudo faz sentido.

E isso é gratificante e recompensador de uma maneira que não se mede em valores financeiros.

Por isso, todos os dias, antes de começar a trabalhar, eu faço o mesmo pedido: que o meu trabalho encontre alguém que precise dele e que, de alguma maneira, a vida dessa pessoa seja um pouco melhor porque nossos caminhos se cruzaram.

Que eu continue fazendo aquilo que traz para a minha vida algo que vale a pena ser.

Para mim advogar é, sobretudo, um ato de amor.

Seis anos. E seguimos.

Feliz dia 11 de agosto, amigos!

❤️

11/08/2026

Não ter filhos não significa não ter para quem deixar o patrimônio que você construiu. 🤍

Se você tem sobrinhos que ama como filhos, é possível organizar a sucessão para que eles sejam beneficiados, mas existem regras e limites que precisam ser observados.

A existência de herdeiros necessários, por exemplo, pode limitar a parte do patrimônio que você pode destinar livremente.

E, se você simplesmente não fizer um testamento, a lei seguirá a ordem sucessória prevista — que pode não corresponder à sua vontade.

Planejamento sucessório é justamente sobre isso: deixar sua vontade organizada enquanto você ainda pode escolher.

07/08/2026

As pessoas passam meses escolhendo buffet, fotógrafo, vestido e lua de mel.

Mas quase nenhuma dedica uma hora para conversar sobre como um eventual divórcio seria resolvido.

E é justamente essa conversa que pode evitar anos de desgaste.

O pacto antenupcial não serve apenas para escolher um regime de bens. Ele também pode estabelecer regras que tornam um eventual divórcio muito mais rápido, menos custoso e menos traumático.

Planejamento patrimonial não é falta de confiança.

É maturidade.

É entender que o amor pode até unir duas pessoas, mas um bom planejamento protege ambos, independentemente do que aconteça no futuro.

O combinado realmente não sai caro.

💬 Você faria um pacto antenupcial antes de casar? Ou acha que esse assunto ainda é um tabu? Quero ler a sua opinião nos comentários.

30/07/2026

Você já ouviu alguém dizer:

“É melhor não casar. Assim não tem partilha.”

Na prática, pode acontecer exatamente o contrário.

Quando um casal vive em união estável sem formalizar a relação, uma das maiores discussões, em caso de separação, pode ser justamente descobrir quando aquela união começou.

E isso muda completamente a partilha de bens.

O que parece simples acaba virando um processo longo, caro e emocionalmente desgastante, com testemunhas, documentos, fotos, mensagens e anos de discussão para provar uma única coisa: quando aquele namoro deixou de ser namoro e passou a ser uma família.

Planejamento patrimonial não é falta de romantismo.

É maturidade.

O combinado continua saindo muito mais barato do que uma briga judicial.

Você concorda que um contrato pode evitar anos de processo? Ou acha que isso tira a espontaneidade da relação? Quero ler sua opinião nos comentários.

23/07/2026

💔 “Quem trai perde o direito aos bens no divórcio?”

Essa é uma das frases que mais circulam por aí… e também um dos maiores mitos do Direito de Família.

A traição, por si só, não faz a pessoa perder o direito à partilha dos bens. A divisão do patrimônio segue as regras do regime de bens adotado pelo casal, e não serve como forma de punição.

Mas isso não quer dizer que a infidelidade nunca tenha consequências jurídicas.

Em determinadas situações, ela pode gerar discussão sobre indenização por danos morais e, dependendo das circunstâncias do caso concreto, até influenciar questões relacionadas aos alimentos.

⚖️ Cada caso tem suas particularidades.

Antes de assinar qualquer acordo de divórcio ou abrir mão de direitos, busque orientação jurídica. O que aconteceu com outra pessoa pode não se aplicar à sua realidade.

💬 Você já ouviu alguém dizer que quem trai “não tem direito a nada”? Conta aqui nos comentários.

21/07/2026

O Carlos tinha um apartamento antes de casar.

Depois, vendeu esse imóvel e usou o dinheiro para comprar outro.

Até aí, tudo certo.

O problema começou porque ninguém registrou, da forma correta, que aquele novo apartamento estava sendo adquirido com recursos de um bem particular.

Anos depois, veio o divórcio.

E o que parecia óbvio virou uma discussão: como provar que aquele dinheiro realmente veio do imóvel anterior?

No fim, o Carlos teve que dividir metade do apartamento.

Não porque, necessariamente, a lei determinava isso.

Mas porque ele não conseguiu provar o direito que tinha.

No Direito de Família, pequenos detalhes podem fazer uma diferença enorme no futuro.

💬 Você já tinha ouvido falar em sub-rogação de bens?

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Natal, RN

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