12/03/2026
Os preços da gasolina e do diesel registraram forte alta em diversas regiões do Brasil nesta quinta-feira (12), mesmo sem anúncio oficial de reajuste pela Petrobras nas refinarias. O movimento ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo principalmente Irã, Israel e Estados Unidos, região responsável por cerca de 40% do petróleo comercializado no mundo.
No mercado internacional, o barril do tipo Brent apresentou forte volatilidade ao longo do dia, variando entre US$ 91,32 e quase US$ 120, encerrando a terça-feira cotado a US$ 98,96. Nesta quarta-feira, os preços voltaram a recuar para a faixa dos US$ 90. Apesar dessa instabilidade global, a Petrobras afirmou que não realizou qualquer reajuste nos preços da gasolina ou do diesel nas refinarias.
Diante da alta repentina nas bombas, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue possíveis irregularidades ou práticas que possam configurar infração à ordem econômica no repasse dos preços.
Em Minas Gerais, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Minaspetro) afirma que alguns revendedores estariam enfrentando dificuldades para comprar combustíveis, seja pela falta de oferta ou por preços considerados muito elevados nas distribuidoras. Esse cenário estaria pressionando o valor final ao consumidor.
Segundo o presidente do Minaspetro, Fábio Moreira, o Brasil ainda depende de importações para suprir parte da demanda, o que torna o mercado interno sensível às oscilações internacionais. Atualmente, cerca de 30% do diesel e 10% da gasolina consumidos no país são importados. Apesar da instabilidade, a entidade afirma que não há previsão de desabastecimento generalizado como ocorreu na greve dos caminhoneiros.