28/10/2020
O mundo mudou. As pessoas mudaram. E as marcas também mudaram. Mas uma coisa que não mudou, e certamente nunca vai mudar é o fato de que as pessoas erram... e as marcas também.
Vejo com muita preocupação uma sociedade que adota o “cancelamento” como iniciativa de mercado contra uma ação ou campanha de uma marca, sendo na sua grande maioria das vezes motivado por uma (sim, apenas uma) ação que não lhe agrada. É claro que existem erros e ERROS mas vemos surgir um grande movimento de pessoas contra marcas, mas pouquíssimas vezes vejo estas mesmas pessoas falando algo a favor com a mesma ênfase, empenho e motivação.
Isso é tão infantil. Muitas vezes um simples post ou comentário infeliz feito por uma marca ou liderança de uma empresa já é capaz de gerar uma ação desproporcional e negativa que não vemos com a mesma ênfase quando algo positivo acontece. Estranho, né?! Isso mostra que estamos vaiando mais do que aplaudindo, reclamando mais do que incentivando e regredindo mais do que evoluindo... e todo esse imediatismo acaba jogando contra a evolução e a criatividade.
Recentemente temos visto muitos casos assim, mas percebo que esse movimento revela na verdade uma fragilidade emocional das pessoas. Ué... as marcas não podem errar? As marcas não podem fazer algo da qual se arrependem e buscar melhorar? As marcas não podem ser mais humanas?
O erro faz parte do ser humano. Porque a vida é feita de tentativa e erro. E se as marcas são mais humanas hoje (algo que temos que celebrar) também vamos ver marcas errando, corrigindo, evoluindo e aprendendo. Como todos nós. Se um amigo seu fizer um post com conteúdo que não lhe agrada, e você entende que isso lhe dá motivos de romper uma amizade de anos, o problema não está no seu amigo, o problema está em você. Precisamos sim estar mais vigilantes e mais atentos, mas por favor, menos mimimi.
Todo mundo erra. Até às marcas.
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