25/11/2025
Estava hoje em um evento, na verdade só quase de corpo presente, ouvindo sobre violência contra a mulher e me reconhecendo como uma vítima, sim!
Hoje a dor é nomeada: violência sistêmica. Escrevo para não desmoronar em lágrimas, pois já chorei muito. Só quem vive a realidade de uma família atípica, principalmente outra mãe, sabe o peso que carregamos. Sei que por aí tem dores enormes.
A burocracia, o sistema, a lentidão... tudo isso nos adoece, nos consome.
É uma violência quando:
Nos diminuem.
Nos amedrontam.
Nos impedem de ter Direitos garantidos.
A mente dói, o coração aperta. O psicológico f**a destruído e não há espaço para mais nada. É uma luta injusta e exaustiva. O sistema vê números, manipula e adoece.
Não é um drama, é a realidade de quem precisa lutar contra a burocracia que nos impede de viver.
Isso é violência!
O sistema não vê pessoas, não vê famílias, não vê o cuidado. Vê apenas números inexistentes e manipula para nos cansar. A luta é desleal: uma batalha injusta.
A dor é física e mental. O psicológico em frangalhos, sem forças para trabalhar ou seguir.
Falo por mim e por todas as mães e famílias atípicas que sentem na pele essa opressão.
Só outra família entende. Principalmente outra mãe. Principalmente as famílias atípicas.
A injustiça é a nossa rotina. Quando nos amedrontam, quando nos impedem de exercer nossos Direitos, quando nos diminuem. É uma luta diária, desigual, que consome nossa energia, destrói nosso psicológico.
O sistema não tem empatia. Ele adoece quem cuida.
Amanhã sim, será outro dia.