05/12/2025
OLARIA ESPERA. E ATÉ AGORA, A UPA NÃO SAIU DO PAPEL.
A construção da UPA no bairro de Olaria nunca foi apenas um sonho, é uma necessidade urgente. Mas, no ritmo em que as coisas caminham, essa necessidade virou mais um capítulo da velha novela das promessas que não se cumprem.
A demolição do antigo prédio do SASE, iniciada em abril de 2025, foi anunciada como o primeiro passo rumo à tão esperada Unidade de Pronto Atendimento. Hoje, toda a estrutura está no chão. Literalmente. O que não caiu, porém, foi a sensação de abandono.
O imóvel, desapropriado pela Prefeitura em 2023 por R$ 2,8 milhões, ficou anos largado, acumulando lixo e reclamações; o anúncio da demolição só veio em 2024 em plena campanha eleitoral.
Coincidência? Talvez.
Mas o tempo o atual gestor desse município, que na época era candidato à reeleição, segue mostrando que a pressa era apenas para o discurso, não para a obra.
Estamos no fim de 2025. E o que há no terreno onde deveria nascer uma UPA?
Nada. Absolutamente nada.
Nenhum operário, nenhuma máquina, nenhum alicerce. Só silêncio, poeira e a mesma pergunta ecoando pelas ruas de Olaria:
Foi promessa de campanha? Manobra eleitoral? Ou é apenas a pratica da velha política ?
Enquanto isso, os números falam por si:
R$ 2,875 milhões gastos na desapropriação.
R$ 1,06 milhão previstos na licitação para a demolição.
Segundo a Prefeitura, houve economia de cerca de R$ 500 mil nessa etapa.
Em outubro de 2024, mais R$ 6,3 milhões foram anunciados para a obra da UPA.
Dinheiro, aparentemente, não é o problema. O problema é vontade política.
O problema é transformar saúde pública em palanque.
O problema é fazer da esperança do povo um instrumento eleitoral.
E diante de tudo isso, f**a uma dúvida incômoda — daquelas que ninguém no poder gosta de responder:
Será que as obras vão finalmente começar… só na próxima campanha eleitoral?
Olaria não precisa de discursos. Não precisa de placas anunciando o “futuro”.
Precisa de obra. De tijolo. De concreto.
Precisa de respeito.
Porque saúde não pode esperar — mas Olaria está esperando até demais.
Mat. Juliana Zimann
Vídeo. Rodrigo Risso
Imagens capturadas por drone. Pablo Machado