16/09/2026
Em um cenário em que o consumidor pode comprar praticamente qualquer produto com poucos cliques no celular, o comércio físico precisa oferecer algo além da mercadoria. Essa foi uma das principais discussões do painel “O Comércio que Não Vende Produtos, Vende Histórias”, realizado nesta quarta-feira (16) durante o Novo Hamburgo Feevale Summit. A proposta é transformar a loja em um espaço de relacionamento, experiência e conexão com a comunidade.
Para o coordenador de Desenvolvimento de Negócios da Fecomércio-RS, Gelson Junqueira, um dos desafios para os comerciantes é fazer com que o consumidor tenha um motivo para sair de casa e ir a uma loja. Isso passa, segundo ele, pela integração entre o ambiente digital e o estabelecimento físico. “Eu preciso ter um online forte e ter as pessoas certas para transformar meu ponto de vendas em um ponto de relacionamento e formação de comunidade”, afirmou.
O empresário e presidente do Conselho de Administração e diretor da CDL Novo Hamburgo e da Office Shop, Leonardo Lessa, defendeu que a estratégia pode ser ainda mais ampla: usar a própria história da cidade como parte da experiência oferecida pelo comércio. “Queremos capacitar os nossos comerciantes a ter um comércio offline, comércio físico, comércio do encantamento, dar motivos para que o destino turístico possa ser construído em Novo Hamburgo”, afirmou.
Para Solon Stahl, embaixador e colíder da filial gaúcha do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, além de diretor executivo da Sicredi Pioneira, a dificuldade do comércio tradicional aumenta à medida que os produtos ficam mais semelhantes e disponíveis cada vez mais em canais digitais. “O comércio de calçada, que é tão importante, inclusive na geração de emprego e renda, tem que disputar espaço com produtos que são vendidos em todos os lugares do mundo”.
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Reportagem: | Dário Gonçalves