12/06/2026
A proliferação do mosquito da dengue costuma ser maior entre os meses de outubro e maio, quando as temperaturas são mais altas e tem episódios de chuva intensa no Estado. Essa é uma das explicações para o resultado do segundo boletim informativo do ano do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que demonstrou alto risco para surto da dengue e outras doenças causadas por Aedes aegypti.
A análise é feita no projeto de Combate e Prevenção à Dengue, executado pela Universidade Feevale e pela Prefeitura de Novo Hamburgo. Entre os dias 11 e 19 de maio, os agentes de Combate às Endemias visitaram 3.924 imóveis. A partir da visita, 252 amostras de larvas e/ou pupas de mosquitos foram coletadas. Destas, 76% apresentaram-se positivas para o mosquito transmissor dos vírus de Dengue, Zika e Chikungunya.
De acordo com o biólogo e coordenador do projeto, Tiago Filipe Steffen, o percentual ainda é um reflexo do outono. "Quando está frio, as larvas ficam dentro da água, mas não se desenvolvem, não viram um mosquito adulto. Então como a gente teve dias bastante quentes antes de maio, tem uma grande quantidade de larvas mas não necessariamente virando adultos, elas estão esperando o momento ideal", explica.
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Reportagem: | Paola Altneter