25/09/2026
O refrão dessa canção saiu do teatro e virou expressão de rua, dessas que a gente usa quando uma pessoa vira alvo de todo mundo ao mesmo tempo.
Chico resumiu assim a gente que povoa a peça: "Na luta pela sobrevivência que não permite veleidades éticas, eles estão em dois níveis: os que lutam para sobreviver e os que lutam para acumular." A montagem carioca foi dirigida por Luís Antônio Martinez Corrêa, que no ano seguinte refez o espetáculo em São Paulo.
No disco, quem canta Geni é o próprio Chico, com arranjo de Francis Hime e produção de Sérgio Carvalho. A canção depois se soltou do palco: pesquisa universitária sobre a peça observa que ela é cantada por artistas de todo tipo sem que ninguém precise retomar o contexto teatral. O cinema também levou a Ópera do Malandro às telas, numa versão dirigida por Ruy Guerra.
A voz que você ouve aqui é de Letícia Sabatella, que cantou Geni no festival Porto Alegre em Cena, dentro de um cabaré brechtiano chamado Alma Boa de Lugar Nenhum, ao lado de Paulo Braga. Ela conta que pensou na Jenny dos Piratas, de Brecht, para imprimir ali uma dinâmica mais rápida e mais irônica, e que recebeu um elogio do próprio Chico por causa disso.
🎶 No disco — a canção em detalhes
· Geni e o Zepelim, de Chico Buarque, escrita em 1978 para o musical Ópera do Malandro
· Letícia Sabatella, ao vivo no festival Porto Alegre em Cena
· Lançada em 1979 no álbum Ópera do Malandro, pela Philips, com produção de Sérgio Carvalho e arranjo de Francis Hime
· MPB
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